Ibovespa abre em queda de 1,37% e perde os 100 mil pontos

Investidores acompanham o clima cauteloso das bolsas internacionais e repercutem os riscos internos.

Redação
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O Ibovespa abriu em queda hoje (11), com recuo de 1,37%, aos 98.918 pontos. A Bolsa brasileira acompanha o início de semana cauteloso dos mercados internacionais, com a China apresentando um novo surto de Covid-19 e a agenda de indicadores cheia nos EUA nos próximos dias.

Muitas cidades chinesas estão adotando novas medidas de restrição para controlar as novas infecções pelo vírus, com Xangai se preparando para outra campanha de testes em massa após a detecção de uma subvariante da ômicron, a BA.5.

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O banco central da China injetou um mínimo de US$ 447,4 milhões na economia através de operações de mercado aberto pelo sexto dia consecutivo. A medida levantou suspeitas no mercado de que as autoridades estão deixando gradualmente a flexibilização monetária adotada durante os lockdowns contra a Covid-19.

Com a perspectiva negativa na segunda maior economia do mundo, o minério de ferro opera em queda, com a cotação na Bolsa de Dalian recuando 3,3%, a US$ 110,37, enquanto na Bolsa de Cingapura o recuo é de 4,8%, a US$ 107,45.

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O medo de um enfraquecimento na demanda por commodities também afetou o mercado do petróleo. Na semana passada, a commodity já registrou um recuo de 3,35% no acumulado da semana, com os temores em relação a uma recessão nos Estados Unidos. Hoje, a cotação do petróleo Brent cai 1,97%, a US$ 104,91 o barril, enquanto o barril de WTI perde 2,37%, a US$ 102,31.

As ações da China registraram nesta segunda (11) a maior queda em sete semanas e as ações de Hong Kong tiveram o maior declínio em um mês. Xangai fechou em queda de 1,27% e Shenzhen recuou 1,47%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve queda de 2,77%.

Na Europa e em Wall Street o sentimento também é negativo. Investidores aguardam uma série de dados sobre a economia dos EUA que serão divulgados ao longo da semana (inflação do CPI e do PPI, Livro Bege do Fed, produção industrial e vendas no varejo). Os números devem indicar o caminho da política monetária para o próximo encontro do comitê, no final do mês.

O principal indicador, de inflação ao consumidor (CPI) em junho, será divulgado na quarta (13) e deve mostrar uma aceleração da escalada de preços, que avançou 1% em maio e deve ter alta mensal de 1,1% em junho, de acordo com o consenso Refinitiv.

Uma aceleração da inflação junto com os fortes dados do mercado de trabalho americano, divulgados na sexta (8), apontam para mais um aperto contracionista pelo Federal Reserve (banco central dos EUA). Membros do BC já se posicionaram a favor de uma elevação de 0,75 pontos percentuais na semana passada.

Os futuros de Nova York apresentam queda nesta manhã, com o Dow Jones recuando 0,54% às 9h45 (horário de Brasília), o S&P com perdas de 0,66% e o Nasdaq caindo 0,78%.

As Bolsas europeias vão pelo mesmo caminho: Londres, -0,29%; Frankfurt, -0,81%; Paris, -0,68%; Madrid, -0,18% e o índice europeu Stoxx 600, -0,37%.

Por aqui, o Ibovespa acompanha os mercados internacionais, mas investidores seguem atentos às questões internas também. A PEC dos benefícios deve ser aprovada na Câmara dos Deputados amanhã (12), com a expectativa de R$ 41,25 bilhões de gastos para os cofres públicos, além da instituição de um estado de emergência para viabilizar a medida em ano eleitoral.

A semana também reserva dados locais sobre o ritmo da economia brasileira, com a divulgação dos números do setor de serviços, vendas no varejo e a prévia do PIB, o IBC-Br.

O dólar comercial tem forte alta nesta segunda, com elevação de 1,43% às 10h (horário de Brasília), negociado a R$ 5,343.

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