Ibovespa fecha em queda, mas segura os 100 mil pontos

Dólar se manteve em baixa e encerrou o pregão a R$ 5,26.

Redação
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Após forte volatilidade ao longo do dia, o Ibovespa fechou no negativo nesta sexta, com queda de 0,44%, aos 100.289 pontos. A Bolsa brasileira chegou a perder os 100 mil pontos em sua mínima intradia (99.958) e superou os 101 mil em sua máxima (101.576).

No saldo semanal, o principal índice de ações da B3 acumulou ganhos de 1,35%, marcando a segunda semana consecutiva de alta.

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As negociações de hoje foram pautadas pelos diversos indicadores econômicos que foram divulgados nos Estados Unidos e aqui no Brasil.

O relatório payroll, que inclui dados sobre o mercado de trabalho norte-americano, apontou a criação de 372 mil vagas em junho, ante 384 mil em maio. Os números vieram na contramão da desaceleração esperada pelos especialistas. A taxa de desemprego no país permaneceu estável em 3,6%.

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Além disso, o relatório também mostrou que o salário médio por hora aumentou 0,31% no mês de junho, acima da previsão de avanço de 0,30%. Na comparação anual, o crescimento salarial foi de 5,11% frente ao consenso de 5%.

A força dos dados diminuiu os temores do mercado com a possibilidade de uma recessão nos estados, porém, os resultados reforçaram as expectativas de um aperto monetário mais forte pelo Federal Reserve (banco central dos EUA) no próximo encontro, previsto para o final deste mês.

O presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, defendeu hoje o aumento dos juros em 0,75 ponto percentual, como na última reunião. “Podemos agir com 0,75 ponto na próxima reunião e não ver muitos danos prolongados à economia”, disse Bostic em entrevista à CNBC.

Segundo ele, este último payroll “reafirma que a economia está forte e que ainda há muito impulso no mercado de trabalho, e isso é uma coisa boa”.

As bolsas em Nova York operaram sem direção definida ao longo da sessão. Ao fim do dia, fecharam praticamente estáveis, com o Dow Jones em ligeira queda de 0,14%, aos 31.339,20 pontos; o S&P com pequenas perdas de 0,08%, aos 3.899,37 pontos; e o Nasdaq subindo 0,12%, aos 11.635,31 pontos.

No campo das commodities, o petróleo saiu fortalecido com a notícia de que os EUA, a maior economia do mundo, pode não viver uma recessão. A cotação do barril Brent subiu 2,26%, a US$ 107,02, enquanto o petróleo WTI avançou 2%, a US$ 104,79 por barril.

Ainda assim, os ganhos dos últimos três dias não reverteram as perdas de 10% registradas na terça-feira (5), quando o medo de recessão se enraizou nas negociações da commodity. Na semana, o petróleo recuou 3,36%.

Após o fim da greve dos servidores, o Banco Central divulgou uma nova edição do Boletim Focus nesta sexta. O relatório apontou que a inflação deve terminar 2022 em 7,96%, abaixo dos 8,27% projetados anteriormente.

Também hoje, o IBGE informou que o IPCA de junho subiu 0,67%, menos do que o previsto pelo mercado (0,71%), mas ainda em aceleração. Os dados apontaram um avanço preocupante dos preços, com núcleos e serviços ainda altos.

O noticiário macroeconômico não impediu que o dia fosse de alívio para as varejistas listadas no Ibovespa. Nomes como Via (VIIA3), Magazine Luiza (MGLU3) e Americanas (AMER3), que já tinham registrado ganhos nos dias anteriores, prolongaram as altas hoje e subiram 3,40%, 2,34% e 1,94%.

Também subiram nesta sexta as petroleiras, na esteira da alta do petróleo. Petrobras (PETR3 e PETR4) subiu 0,91% e 1,12%, negociada a R$ 31,20 e R$ 28,80, respectivamente. PetroRio (PRIO3) e 3R Petroleum (RRRP3) também: altas de 2,55% e 3,14%.

Já os destaques negativos do Ibovespa foram as mineradoras e siderúrgicas, que também seguiram a esteira da sua principal matéria-prima. O minério de ferro fechou com perda de 0,55% em Qingdao, a US$ 113,68 a tonelada.

Aqui, Vale (VALE3) caiu 2,31%, a R$ 75,40, seguida por CSN (CSNA3), que recuou 3,03%, a R$ 15,05, e Usiminas (USIM5), que perdeu 2,93%, a R$ 8,61.

O dólar comercial fechou em queda de 1,44%, negociado a R$ 5,2680 na venda.

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