Ibovespa recupera os 100 mil pontos em dia de apetite por ativos de risco

Dólar devolve parte dos ganhos dos últimos dias e fecha a R$ 5,3451.

Redação
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Em dia marcado pela volta da demanda por ativos de risco, o Ibovespa recuperou o patamar dos 100 mil pontos após subir 2,04% e fechar a 100.729 pontos. A Bolsa brasileira acompanhou o ritmo de Wall Street e contou com a ajuda de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3 e PETR4) para consolidar os ganhos.

Os temores com uma recessão nos Estados Unidos diminuíram após dados econômicos sugerirem que o crescimento econômico está mais lento, mas existe. Com isso, o mercado considera que o próximo aperto monetário pelo Federal Reserve, o banco central dos EUA, não precisará ser tão agressivo.

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Christopher Waller, membro do comitê de política monetária do BC dos EUA, afirmou hoje (7) que acredita nas chances de o Fed alcançar um “pouso suave” dos juros. Segundo Waller, é possível controlar a inflação sem causar danos significativos à economia.

A fala acontece um dia depois da divulgação da ata do último encontro do comitê, no qual o Fed sinalizou a possibilidade de um novo aumento dos juros no país de 0,75 pontos porcentuais e reiterou que a prioridade é conter o avanço dos preços, ainda que isso signifique diminuir o ritmo de crescimento da economia.

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Nesta quinta, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, afirmou que a economia continua expandindo e que o mercado de trabalho está “robusto” e tem o melhor desempenho em mais de 20 anos.

O bom humor do mercado fez as bolsas em Wall Street renovarem suas máximas intradia ao longo da sessão. No fechamento, o Dow Jones registrou avanço de 1,12%, a 31.383,89 pontos, o S&P 500 subiu 1,49%, a 3.902,43 pontos, e o Nasdaq ganhou 2,28%, a 11.621,35 pontos.

Notícias vindas da China também ajudaram a fortalecer o dia de recuperação dos ativos de risco. O Ministério das Finanças chinês anunciou que irá intensificar os seus esforços para fortalecer a economia em meio a novos casos de Covid-19 no país.

A pasta informou hoje que cogita permitir que os governos locais vendam US$ 220 bilhões em títulos no segundo semestre do ano para impulsionar o financiamento em infraestrutura.

O que é uma boa notícia para as commodities: o petróleo avançou 3,93% e 4,27% nas cotações do barril Brent e WTI, respectivamente, após perder 10% do valor na sessão de terça-feira (5). Além disso, o preço do cobre também subiu 4% com a possibilidade de uma demanda maior.

Por aqui, a alta do dia foi generalizada, com apenas 9 ações das 91 que integram o Ibovespa fechando no negativo.

Vale e Petrobras, que respondem por quase 25% do índice, fecharam com altas de 2,91%, para a mineradora, negociada a R$ 77,18, e 2,96%, 2,93% para os papéis PETR3 e PETR4, negociados a R$ 30,92 e R$ 28,48, respectivamente.

Outros destaques das maiores altas são Yduqs (YDUQ3), que subiu 10,51%, CVC (CVCB3), que avançou 10,32% e MRV (MRVE3), que ganhou 6,42%.

Na ponta das perdas do Ibovespa, o dia terminou negativo para a JBS (JBSS3), que caiu 1,22%, a Marfrig (MRFG3), que recuou 1,12% e a Suzano (SUZB3), que perdeu 0,69%.

No campo dos riscos fiscais, o plenário da Câmara vota hoje o texto da PEC dos Benefícios, após aprovação da comissão especial nesta tarde.

Com apetite por risco renovado, o dólar teve um dia de queda, com recuo de 1,42%, negociado a R$ 5,3451.

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