Indicador Antecedente de Emprego do Brasil vai a pico em 7 meses em junho, diz FGV

Resultado foi beneficiado pelo aquecimento da atividade econômica no 1º semestre e maior controle da pandemia

Reuters
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Amanda Perobelli/Reuters
Amanda Perobelli/Reuters

O IAEmp antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil

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O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) do Brasil subiu em junho para seu nível mais forte em sete meses, beneficiado pelo aquecimento da atividade econômica no primeiro semestre e maior controle da pandemia, embora as perspectivas para os próximos meses sigam cautelosas.

A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou hoje (5) que o IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, avançou 1,0 ponto no mês passado, a 81,9 pontos, maior nível desde novembro de 2021 (83,0 pontos).

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Cinco dos sete componentes do índice geral contribuíram para o resultado positivo de junho, segundo a FGV, com a principal ajuda – 0,6 ponto – partindo do indicador de Tendência dos Negócios da Indústria.

“O IAEmp avança pelo terceiro mês consecutivo, confirmando o momento favorável do mercado de trabalho na primeira metade do ano”, disse em nota Rodolpho Tobler, economista do FGV Ibre.

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“O aquecimento da atividade econômica aliado ao maior controle da pandemia favoreceram a criação de vagas nesse período, mas a desaceleração da taxa de crescimento do indicador e o patamar ainda baixo sinalizam cautela para os próximos meses.”

Ele disse ainda ser possível haver novas altas no IAEmp, mas alertou que a tendência para o resto do ano é de maior oscilação devido à incerteza do ambiente macroeconômico.

O IBGE informou na semana passada que a taxa de desemprego do Brasil caiu mais do que o esperado no trimestre até maio e foi abaixo de 10% pela primeira vez desde o início de 2016, com o país registrando o maior número de pessoas ocupadas da série histórica. Mesmo assim, os dados voltaram a apontar fortes perdas de rendimento diante da inflação elevada.

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