Lamborghini do “Rei do Bitcoin” vai a leilão por R$ 629 mil

Outros dois carros e bolsas de grife farão parte do leilão nesta sexta-feira (22)

Isabella Velleda
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Divulgação/Polícia Federal
Divulgação/Polícia Federal

O veículo foi “adotado” pela Polícia Federal e ganhou adesivos da corporação

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A Lamborghini Gallardo que pertencia a Cláudio Oliveira, conhecido como “Rei do Bitcoin”, irá a leilão nesta sexta-feira (22). Oliveira foi preso no ano passado e acusado de liderar um esquema de golpes com criptomoedas no Paraná. O carro, um modelo 2009/2010, tem sido utilizado pela Polícia Federal em eventos contra o crime organizado.

O leilão terá um lance inicial de R$ 629 mil e começará às 10h20 na plataforma Kronberg Leilões. O pagamento deverá ocorrer à vista e não serão aceitos créditos como lance. Os arrematantes deverão pagar ainda uma taxa de comissão de 5%, à vista, no prazo máximo de três dias úteis.

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Além da Lamborghini, serão leiloados outros dois carros de luxo que pertenceram a Oliveira: uma BMW 750I, com lance inicial de R$ 231 mil, e um Honda HR-V Touring, com lance inicial de R$ 140 mil. Bolsas das grifes Hermés, Victor Hugo e Burberry também serão ofertadas e terão lances a partir de R$ 500.

Caso não haja interessados, um novo leilão será realizado no dia 29 de julho. O dinheiro arrecadado será utilizado para ressarcir os credores de Oliveira.

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Outros bens do “Rei do Bitcoin”, incluindo malas, bolsas e óculos de marcas de luxo, foram leiloados em dezembro do ano passado. Na ocasião, foram arrecadados R$ 430 mil. Segundo o leiloeiro Helcio Kronberg, outros veículos de luxo estão aguardando decisão judicial para novo leilão, que deve ser realizado até o fim do ano.

Fraude bilionária

O “Rei do Bitcoin” foi preso pela Polícia Federal em setembro do ano passado após ser acusado de operar um esquema de pirâmide financeira que teria movimentado R$ 1,5 bilhão investido por 7 mil pessoas.

O grupo criado pelo golpista, o Bitcoin Banco, simulava negociações de criptomoedas através de duas empresas de fachada que vendiam ativos entre si e geravam lucro para os investidores. As vítimas, no entanto, nunca chegaram a ter posse das criptomoedas e os rendimentos não eram de fato registrados na blockchain.

No ano passado, a Justiça Federal autorizou a Polícia Federal a usar a Lamborghini apreendida de Oliveira em eventos e ações pedagógicas de repressão ao crime organizado.

Em abril deste ano, Oliveira foi condenado a oito anos e seis meses de prisão em regime fechado por estelionato e crimes contra o sistema financeiro nacional pela 23ª Vara Federal de Curitiba.

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