Onde os mais ricos investem? Renda fixa segue tendência de alta

Levantamento também mostra que investidores de alta renda diminuíram a fatia alocada em ações

Naty Falla
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Foto ilustrativa com 4 mãos segurando notas de dinheiro
GETTY IMAGES

Pesquisa foi eita com base em uma plataforma que processa mais de 340 mil extratos de investimentos.

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Com a taxa Selic a 13,25% ao ano, a migração para os investimentos de renda fixa seguiu em alta no mês de junho, principalmente entre os mais ricos, de acordo com levantamento da Smartbrain. O estudo engloba ativos como ações, fundos de ações, multimercados, renda fixa e imobiliários.

A pesquisa, feita com base em uma plataforma que processa mais de 340 mil extratos de investimentos, analisou mais de R$ 250 bilhões em alocação e observou as carteiras de investidores dos segmentos do varejo (participação de 29,57%), alta renda (41,08%), private (25,81%) e ultra high (3,54%). 

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Como a maioria dos investidores analisados são atendidos por consultores e gestores de patrimônio, o levantamento reflete as aplicações que foram mais indicadas por esses profissionais durante o período.

Os fundos multimercados continuam liderando o ranking, saindo de 39,59% em maio para 39,87% em junho. Apesar disso, o estudo também apontou que a renda fixa manteve a tendência de alta na composição média dos investimentos – movimento que já era visto nos meses anteriores. 

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Só no mês passado, a parcela de renda fixa (que engloba fundos da classe, títulos públicos do Tesouro Direto e títulos privados como CDBs) atingiu 36,92% e continua recebendo novos aportes. No mês de maio a participação foi de 36,47%.

Ações

Com a desvalorização de 11,50% do Ibovespa em junho e de 6% no ano, a fatia alocada em ações e fundos de ações continua apresentando quedas e, no mês, registrou o menor percentual do ano na distribuição das carteiras de investimentos (12,06% de participação).

Os papéis preferidos entre os mais ricos em junho foram Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4), as ações com mais peso no Ibovespa. Além delas, também aparecem Simpar (SIMH3), Suzano (SUZB3), EDP Brasil (ENBR3) e Eletrobras (ELET3). 

Apesar de as empresas brasileiras se destacarem no ranking das ações favoritas do mês, também foi observada uma alta procura por companhias estrangeiras, como os BDRs (sigla para Brazilian Depositary Receipts) da Amazon (AMZO36), Facebook (FBOK34) e JPMorgan (JPMC34). Em seguida, aparece o ETF BOVA11, que reflete a performance do índice brasileiro.

Veja o ranking das 10 ações mais negociadas em junho:

1. Vale (VALE3)

Rentabilidade em junho: 11,19%
Rentabilidade em 2022: 1,99%
Rentabilidade em 12 meses: -22,50%

2. Simpar (SIMH3)

Rentabilidade em junho: -22,15%
Rentabilidade em 2022: -16,69%
Rentabilidade em 12 meses: -29,49%

3. Suzano (SUZB3)
Rentabilidade em junho: -7,12%
Rentabilidade em 2022: -15,38%
Rentabilidade em 12 meses: -14,95%

4. EDP Brasil (ENBR3)

Rentabilidade em junho: -4,43%
Rentabilidade em 2022: 7,49%
Rentabilidade em 12 meses: 27,31%

5. Petrobras (PETR4)

Rentabilidade em junho: -7,09%
Rentabilidade em 2022: 19,29%
Rentabilidade em 12 meses: 36,43%

6. Amazon (AMZO34)

Rentabilidade em junho: -3,80%
Rentabilidade em 2022: -40,74%
Rentabilidade em 12 meses: -35,30%

7. Facebook (FBOK34)

Rentabilidade em junho: -9,72%
Rentabilidade em 2022: -56,39%
Rentabilidade em 12 meses: -52,43%

8. JPMorgan (JPMC34)

Rentabilidade em junho: -6,69%
Rentabilidade em 2022: -32,41%
Rentabilidade em 12 meses: -24,04%

9. ETF Ibovespa (BOVA11)

Rentabilidade em junho: -11,36%
Rentabilidade em 2022: -5,65%
Rentabilidade em 12 meses: -21,92%

10. Eletrobras (ELET3)

Rentabilidade em junho: 9,63%
Rentabilidade em 2022: 40,85%
Rentabilidade em 12 meses: 9,01%

Fundos imobiliários

Já o IFIX, o Índice de Fundos Imobiliários, fechou o mês de junho em queda de 0,88%. No acumulado de 2022, o indicador teve leve queda de 0,32%. Em meio a esse cenário negativo, a aplicação teve participação de 1,5% na carteira dos investidores, o mesmo patamar de maio. 

O destaque do mês de junho ficou para o FII Vinci Shopping (VISC11), seguido do REC Recebíveis Imobiliários (RECR11) e do XP Malls (XPML11). 

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