Quem quer ser bilionário? Pesquisa mostra que apenas uma minoria

Estudo recente feito em 33 países mostra que para a maioria US$ 10 milhões é a quantia ideal para levar uma "vida confortável"

Alex Ledsom
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Maioria dos entrevistados disse que ficaria feliz com US$ 10 milhões – poucos querem ser bilionários

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US$ 10 milhões (R$ 54,61 milhões). Esse é o número que a maioria das pessoas acha necessário para levar uma vida confortável — exceto se você for americano.

Em um estudo recente conduzido por psicólogos nas universidades britânicas de Bath, Bath Spa e Exeter, pessoas decidiram que US$ 10 milhões era uma quantia ideal para levar uma “vida confortável”.

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As mesmas perguntas foram respondidas por 8.000 pessoas em 33 países ao redor do mundo. Pessoas de 86% desses países disseram que ficariam felizes com esse valor – a questão se concentrava em quanto dinheiro eles considerariam suficiente para ganhar na loteria.

Essas conclusões da pesquisa podem desafiar a noção de que as pessoas anseiam por ‘desejos ilimitados’.

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Uma exceção foram as pessoas nos EUA – onde a maioria das pessoas entrevistadas disse que precisaria de pelo menos US$ 100 milhões ou mais para levar uma vida ideal, com 31,7% (esta foi a resposta mais popular para os americanos) preferindo ter pelo menos US$ 100 bilhões.

Em contraste, mais de 50% das pessoas que responderam na Argentina, Índia e Rússia disseram que gostariam de US$ 1 milhão ou menos para levar uma vida confortável.

O estudo descobriu que os ideais de riqueza bilionária e ilimitada não estavam relacionados às diferenças entre os países no desenvolvimento econômico – em vez disso, as pessoas que queriam mais ou quantias ilimitadas tendiam a ser mais jovens, moradores de cidades que valorizavam poder, sucesso e independência. Eles também tendiam a viver em países com maior foco coletivo e aceitação das diferenças de poder.

O estudo pode oferecer esperança para uma forma mais sustentável de progresso econômico. Os autores disseram que “a ideia de que as pessoas têm desejos ilimitados foi aceita desde a Grécia antiga e persiste hoje em livros de economia como base para o problema econômico fundamental da escassez”.

No entanto, o estudo acredita que mostrou que isso é inerentemente falso na maioria dos países.

Os resultados sugerem que os objetivos sustentáveis ​​de limitar a riqueza e o crescimento “podem ser mais consistentes com os ideais e aspirações humanas do que (é) comumente acreditado”.

Este estudo foi publicado ao mesmo tempo que uma pesquisa simultânea de uma organização independente que estuda a desigualdade na sociedade francesa, L’Observatoire des Inégalités. Esse estudo determinou que, para ser considerada rica, uma pessoa deve ter uma receita de € 3.673 por mês (R$ 20.492,39).

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