Taiwan acusa fornecedor chinês da Apple de roubar segredos comerciais

O país alega que empresas chinesas estão interessadas em roubar conhecimento técnico e talentos da ilha.

Reuters
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Mike Segar/Reuters
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Produtos da Apple na loja da empresa na 5th Avenue em Manhattan, Nova York

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Promotores taiuaneses acusaram nesta sexta-feira um fornecedor chinês da Apple de roubar segredos comerciais de uma empresa de Taiwan e pinçar sua força de trabalho para conquistar encomendas da empresa norte-americana, em um caso que envolve 14 pessoas.

Taiwan vem intensificando esforços para impedir o que considera como atividades ilegais e clandestinas de empresas chinesas interessadas em roubar conhecimento técnico e talentos da ilha.

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Os promotores de Nova Taipé disseram que após uma investigação de um ano e meio descobriram que a chinesa Luxshare Precision Industry teve como alvo a concorrente taiuanesa Catcher Technology “para entrar rapidamente na cadeia produtiva da Apple e obter ganhar encomendas”.

A Luxshare atraiu equipe de pesquisa e desenvolvimento da Catcher na China com promessas de altos salários e roubou segredos comerciais da empresa de Taiwan, causando grandes perdas, disseram os promotores.

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A empresa chinesa fez isso para poder “construir fábricas rapidamente e produzir em massa cases para iPhones, iPads e outros produtos”, disse o comunicado.

A Luxshare não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, nem a Apple.

Os promotores já acusaram 14 pessoas em conexão com o caso por quebra de confiança e violação de segredos comerciais para uso no exterior, acrescentaram.

“O departamento fará o possível para investigar esses casos para manter o bom desenvolvimento das empresas do nosso país e garantir a competitividade das indústrias nacionais.”

A Catcher, que fabrica cases para iPhone e iPad, disse em comunicado que continua a implementar e otimizar a proteção de segredos comerciais e direitos de propriedade intelectual, e investigará qualquer ato que infrinja seus direitos e interesses. A empresa está cooperando com a investigação, acrescentou.

Em maio, as autoridades taiuanesas promoveram uma operação em 10 empresas e em centros de pesquisa e desenvolvimento no país que atuam sem aprovação e que são suspeitos de cooptarem ilegalmente engenheiros de chips e outros talentos da área de tecnologia.

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