Wickbold investe R$ 80 milhões em nova fábrica para aumentar market share

Projeção de faturamento da panificadora para 2022 é de R$ 1,6 bilhão, diz CEO

Vitória Fernandes
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Divulgação/Wickbold
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Com capacidade de produzir 50 toneladas por dia, a nova fábrica já representa 5,3% da receita total da companhia

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A Wickbold anunciou hoje (28) que investiu R$ 80 milhões em uma nova fábrica localizada no município de Guarapuava, no Paraná.

Nomeada de Basteck, a unidade tem como objetivo dar espaço a novos negócios da companhia e reforçar a oferta de produtos doces, tanto da Wickbold, quanto da Seven Boys, diz Pedro Wickbold, diretor geral da companhia.

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“A estratégia faz parte do plano de expansão para aumentar o nosso share no setor de doces. Um exemplo de oportunidade no segmento está na categoria de bolos industrializados, que movimenta 369 milhões de peças por ano, com um faturamento superior a R$ 879 milhões”, explica o executivo.

Com a fábrica, a empresa também passará a produzir seus próprios panetones, que antes eram fabricados por parceiros. A unidade tem capacidade de produção de 14 milhões de panetones anuais, que contemplam as 12 variedades disponíveis no portfólio da empresa.

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Com capacidade de produzir 50 toneladas por dia, a Basteck já representa 5,3% da receita total da companhia.

“Nós queremos nos tornar uma empresa de alimentos e não somente uma panificadora”, conta Wickbold sobre a motivação das últimas movimentações da empresa.

De acordo com ele, a novidade trouxe um aumento de 275% no quadro de colaboradores da empresa, que é composto por 165 funcionários efetivos e mais 70 temporários, que fazem parte do time em período de maior produção, como o Natal.

Faturamento

O diretor da companhia compartilhou a perspectiva de faturamento de 2022, que se aproxima de R$ 1,6 bilhão e corresponde a um crescimento de 20% em comparação com o ano anterior.

Ele atribui o aumento do montante ao ganho de eficiência que a empresa precisou desenvolver durante os períodos de dificuldade, como na pandemia e ainda mais recentemente, na invasão da Ucrânia pela Rússia, que causou fortes alterações no mercado de trigo.

“Nós tivemos que olhar para dentro de casa e entender como poderíamos melhorar as nossas operações. Junto a isso, as margens tiveram que ser achatadas para não termos uma perda muito importante por aqui. O ano está sendo desafiador, mas ainda o consideramos como um bom ano”, afirma Wickbold.

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