Ibovespa fecha em alta com impulso de varejistas em dia de Copom

A Bolsa brasileira fechou a 103.774 pontos, com ganhos impulsionados por varejistas e incorporadoras antes do anúncio do Copom sobre os juros

Redação
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O Ibovespa fechou em alta de 0,40% hoje (3), a 103.774 pontos, com investidores aguardando a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a taxa básica de juros.

A Bolsa brasileira até tentou ir mais longe em seus ganhos para acompanhar os índices de Wall Street, mas o recuo das ações de commodities impediu uma alta maior. Hoje, tanto o petróleo quanto o minério de ferro fecharam em queda no mercado internacional.

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Além da baixa de 4,5% do minério de ferro em Qingdao, as ações das siderúrgicas e mineradoras também foram penalizadas pelos temores do mercado em relação à retomada econômica da China e o potencial de crescimento do mercado imobiliário do país.

Gigantes do Ibovespa como Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4), Usiminas (USIM5) e CSN (CSNA3) sofreram perdas de 3,89%, 4,06%, 0,71% e 1,39%, respectivamente.

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No setor de petróleo, as ações ON da Petrobras (PETR3) fecharam com uma variação negativa de 0,55%, a R$ 36,32, enquanto os papéis PN (PETR4) subiram 0,15%, a R$ 33,88. Já a 3R Petroleum (RRRP3) teve uma baixa maior, de 0,61%, a R$ 32,74.

A commodity fechou com queda superior a 3% na cotação do barril Brent e do barril WTI.

Por outro lado, a expectativa pelo fim do aperto monetário pelo Copom impulsionou um dia de alta dos setores mais prejudicados pelo aumento dos juros: construtoras e varejistas.

O mercado projeta que a elevação de hoje será de 0,50 ponto percentual (p.p.), dos atuais 13,25% para 13,75% ao ano. Se confirmado, será o 12º aumento consecutivo da taxa de juros desde janeiro de 2021 – o que vai colocar a Selic em seu maior patamar desde 2016.

A dúvida dos especialistas é se este será o último aumento dos juros. Há quem acredite na elevação até 14%, mas a aposta maior está no fim do ciclo altista do Banco Central na reunião de hoje.

Com isso, varejistas como Via (VIIA3) e Magazine Luiza (MGLU3), e incorporadoras como MRV (MRVE3) e Cyrela (CYRE3) tiveram espaço para crescer no pregão do dia. Os ganhos foram de 11,49% para a Via, 8,12% para o Magalu, 8,13% para a MRV e 6,86% para a Cyrela.

A Cielo (CIEL3) também aparece no ranking de maiores altas do Ibovespa. A empresa de maquininhas de cartões apresentou o seu melhor resultado financeiro desde 2018 e surpreendeu os analistas.

No segundo trimestre deste ano, o lucro líquido da Cielo aumentou em 252,2% na base anual, para R$ 635,3 milhões. Além disso, a empresa anunciou troca no comando, um novo ciclo de investimentos com foco em transformação digital e pagamento de JCP (juros sobre capital próprio) aos acionistas.

Na máxima intradia, as ações da Cielo chegaram a R$ 4,90, mas devolveram parte dos ganhos e fecharam em R$ 4,85, com alta de 9,73%.

Lá fora o dia foi de ganhos também. Bons balanços no setor de tecnologia impulsionaram as bolsas de Nova York. O Dow Jones fechou em alta de 1,28%, a 32.812,00 pontos, o S&P subiu 1,56%, a 4.155,12 pontos, e o Nasdaq teve ganhos de 2,59%, a 12.668,16 pontos.

O dólar comercial operou entre perdas e ganhos ao longo do dia e fechou em leve baixa de 0,02%, negociado a R$ 5,2780.

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