Na contramão do mercado global, Ibovespa avança na abertura

As tensões entre Washington e Pequim contamiram os pares globais

Redação
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O Ibovespa iniciou a sessão de hoje (2) em leve alta de 0,15%, aos 102.381 pontos, por volta das 10h15 (horário de Brasília).

O principal índice da Bolsa brasileira opera na contramão de seus pares globais, uma vez que as tensões entre Washington e Pequim aumentaram com a notícia de que a presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, visitaria Taiwan.

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A informação foi suficiente para perturbar os mercados financeiros, já abalados pela guerra na Ucrânia, pelo aumento da inflação e dos custos de empréstimos globais.

Os investidores são extremamente sensíveis a qualquer tensão entre China e EUA, já que ambos os países permanecem em conflito em questões que vão do comércio à tecnologia e aos direitos humanos.

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Com isso, os índices na China caíram. A bolsa de Xangai encerrou o pregão em queda de 2,26% e Shenzhen recuou 2,92%.

Em Tóquio, o Nikkei caiu 1,42% e, em Hong Kong, o Hang Seng teve queda de 2,36%. Em Seul, o Kospi cedeu 0,52% e, em Taiwan, o Taiex caiu 1,56%.

Os futuros de Wall Street operam na mesma direção, com o Dow Jones recuando 0,57%, aos 32.576 pontos, S&P 500 -0,73%, aos 4.090 pontos e o Nasdaq caindo 1,01%, aos 12.833 pontos.

As Bolsas europeias também sentem o mau humor global. Além disso, o Banco Central Europeu (BCE) disse hoje que os países da zona do euro estão gastando mais do que receberão para amortecer o impacto econômico da guerra na Ucrânia por meio de subsídios a combustíveis e outras medidas de apoio.

Com as tensões externas, o dólar subia acentuadamente frente o real nos primeiros negócios de hoje, enquanto investidores locais aguardavam a conclusão da reunião de política monetária de dois dias do Banco Central.

Às 10h20, o dólar comercial avançava 0,39%, a R$ 5,1977 , acompanhando movimento generalizado de fuga para investimentos considerados seguros, como a moeda norte-americana e títulos soberanos dos Estados Unidos, cujos rendimentos caíam acentuadamente no dia.

No cenário doméstico, investidores ficavam atentos à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, que tem início nesta terça-feira e se encerrará no dia seguinte. A expectativa de investidores é de que a taxa Selic seja elevada em 0,50 ponto percentual, a 13,75%.

Boa parte dos mercados acredita que esse aumento marcará o fim do longo processo de aperto monetário da autarquia, mas há quem veja possibilidade de extensão do aperto para setembro. Dessa forma, investidores devem ficar atentos ao teor do comunicado do Copom.

Ainda por aqui, o IBGE informou que a indústria brasileira chegou ao final do segundo trimestre com queda acima do esperado em junho.

Com isso, o indicador interrompeu quatro meses seguidos de ganhos, em meio a dificuldades para superar o aumento nos custos de produção e os problemas de oferta. (Com Reuters)

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