
Apesar da instabilidade dos mercados, um número recorde de 3.028 pessoas — entre empreendedores, investidores e herdeiros — entrou para a lista de Bilionários do Mundo da Forbes em 2025, sendo 288 deles novidades no ranking, o que supera a marca de 265 novos membros de 2024. Somados, eles acumulam quase US$680 bilhões (R$3,9 trilhões), com uma média de US$2,4 bilhões (R$13,7 bilhões) cada. Eles vêm de 33 países e territórios. O perfil desses recém-bilionários é amplo. Um é pioneiro do rock, outro, uma lenda da comédia stand-up e há o próprio “Exterminador”.
A nacionalidade também é diversa na lista, com membros de 33 países ou territórios. No entanto, os Estados Unidos ocupam a liderança, com 103 americanos adicionados à edição deste ano, incluindo os dois mais ricos entre os estreantes: Marilyn Simons (fortuna estimada em US$31 bilhões – R$177,9 bilhões), viúva do pioneiro dos fundos hedge quantitativos Jim Simons (falecido em maio de 2024), e Lyndal Stephens Greth (US$ 25,8 bilhões – R$ 148,2 bilhões), filha do magnata do petróleo e gás Autry Stephens (falecido em agosto de 2024).
A Alemanha ficou em segundo lugar, com 37 novos bilionários, incluindo o mais jovem da lista, Johannes von Baumbach, de 19 anos (US$5,4 bilhões ou R$31 bilhões), além de outros 14 herdeiros da fortuna farmacêutica da Boehringer Ingelheim. China e Hong Kong ocuparam a terceira posição, com 32 novos bilionários no total, incluindo o joalheiro Xu Gaoming (US$8,2 bilhões ou R$47 bilhões). Na sequência, estão Índia (17 novos bilionários) e Rússia (15).
Quase 70% dos novos bilionários do mundo — 196 deles — são “self made”, ou seja, construíram suas fortunas do zero em vez de herdá-las. O mais rico entre eles é o saudita Sulaiman Al Habib, de 73 anos, cuja fortuna é de US$10,9 bilhões (R$62,5 bilhões). Ele marca o retorno de um bilionário da Arábia Saudita ao seleto grupo, desde 2017. O mais jovem bilionário “self made” é Alexandr Wang, de 28 anos (US$2 bilhões ou R$11,5 bilhões), cofundador e CEO da Scale AI.
Outros conquistaram seus patrimônios fazendo sucesso em diferentes formas de arte. Apesar de suas raízes operárias e do estilo musical que celebra a classe trabalhadora americana, Bruce Springsteen agora faz parte da elite financeira global, com uma fortuna de US$1,2 bilhão (R$6,9 bilhões). Seus 21 álbuns de estúdio, dez álbuns ao vivo e sete EPs já venderam 140 milhões de cópias em todo o mundo. Em 2021, ele vendeu seu catálogo musical para sua gravadora de longa data, a Sony, por uma quantia única (antes de impostos) de cerca de US$ 500 milhões (R$2,8 bilhões).
O cantor é acompanhado pelo astro de cinema Arnold Schwarzenegger, que acumulou centenas de milhões de dólares estrelando mais de 50 filmes ao longo das últimas décadas. Além disso, ele investiu em imóveis comerciais, private equity e ações. No total, Schwarzenegger tem US$ 1,1 bilhão (R$ 6,3 bilhões). Já Jerry Seinfeld (US$ 1,1 bilhão ou R$ 6,3 bilhões) está colhendo os frutos de um contrato de US$ 500 milhões (R$ 2,8 bilhões) para que a Netflix exiba sua icônica sitcom por cinco anos – além de continuar faturando milhões com shows de stand-up e outros projetos em plataformas de streaming.
Apenas 15% dos novos bilionários deste ano são mulheres, e quase dois terços delas herdaram suas fortunas. A exceção é Barbara Banke, de 71 anos, cofundadora da Jackson Family Wines, conhecida pelos vinhos Kendall-Jackson de Sonoma, que criou com seu falecido marido, Jess Jackson (falecido em 2011).
A tecnologia foi o setor mais popular entre os novos listados, com 46 deles construindo suas fortunas nesse ramo. O mais rico entre eles é Hao Tang, da China, graças a um investimento inicial em software de marketing e na desenvolvedora de jogos para celular AppLovin, cujas ações dispararam mais de 300% no último ano. Estima-se que ele possui uma fortuna de US$ 4,3 bilhões (R$ 24,7 bilhões).
Outros novos bilionários da tecnologia incluem o texano Ben Lamm (US$3 ,7 bilhões – R$ 21,2 bilhões), cuja startup Colossal Biosciences está tentando trazer o mamute de volta à vida, além de Dario Amodei (US$ 1,2 bilhão – R$ 6,9 bilhões) e todos os seis cofundadores da Anthropic, que arrecadaram US$ 3,5 bilhões (R$ 20,1 bilhões) para sua startup de inteligência artificial, avaliada em US$ 61,5 bilhões (R$ 353,4 bilhões) em março.
O setor financeiro ficou em segundo lugar, com 41 novos bilionários, incluindo o controverso magnata das criptomoedas Justin Sun e o investidor de private equity nascido na Austrália, Michael Dorrell, ambos empatados como os mais ricos autodidatas da área, com fortunas estimadas em US$ 8,5 bilhões (R$ 48,7 bilhões) cada. O setor de saúde completou o top três, com 40 novos bilionários, incluindo os 15 herdeiros das famílias Boehringer e von Baumbach, da Alemanha.