
Agora, há mais de 3 mil bilionários ao redor do mundo, e eles estão mais ricos do que nunca, com um patrimônio combinado de US$ 16,1 trilhões (R$ 90,4 trilhões). No entanto, a distribuição dessa riqueza extrema está longe de ser igualitária. Apenas três países concentram mais de 50% de todos os bilionários (e de sua fortuna), enquanto outros 17 países possuem apenas um cidadão no seleto clube dos três dígitos.
Quase um terço da lista deste ano vem dos Estados Unidos, que continua sendo o país com o maior número de cidadãos bilionários. Um recorde de 902 bilionários americanos entraram no ranking – acima dos 813 do ano passado -, com um patrimônio combinado de US$ 6,8 trilhões (R$ 38,2 trilhões). Todos, exceto dois dos 15 centibilionários do mundo, são cidadãos dos EUA, incluindo Elon Musk (patrimônio estimado: US$ 342 bilhões; R$ 1,92 trilhão), que recuperou o título de pessoa mais rica do mundo do francês Bernard Arnault (US$ 178 bilhões; R$ 1 trilhão), da LVMH, pela primeira vez desde a lista de 2022.
Os titãs da tecnologia americana Mark Zuckerberg, da Meta (US$ 216 bilhões; R$ 1,21 trilhão), Jeff Bezos, da Amazon (US$ 215 bilhões; R$ 1,21 trilhão), e Larry Ellison, da Oracle (US$ 192 bilhões; R$ 1,08 trilhão), que fica atrás de Arnault, completam os cinco primeiros da lista.
O ranking
A China mais uma vez ostenta o segundo maior número de bilionários, com 450 na lista deste ano, que juntos possuem um patrimônio de US$ 1,7 trilhão (R$ 9,55 trilhões). Isso representa um aumento ante aos 406 bilionários chineses do ano passado. No entanto, ainda abaixo do recorde de 495 que fizeram parte da lista de 2023, com um patrimônio líquido combinado de US$ 1,7 trilhão (R$ 9,55 trilhões), antes que um colapso no mercado imobiliário e uma queda nas bolsas apagassem quase US$ 400 bilhões (R$ 2,25 trilhões) da riqueza chinesa no ano seguinte.
Apesar das tentativas do governo dos EUA de forçar a venda do TikTok para um proprietário americano, Zhang Yiming, que cofundou a empresa-mãe do aplicativo, a ByteDance, superou o magnata das águas engarrafadas Zhong Shanshan (US$ 57,7 bilhões; R$ 324,9 bilhões) para se tornar a pessoa mais rica da China em março, depois que a ByteDance recomprou ações avaliadas em US$ 312 bilhões (R$ 1,75 trilhão), elevando a fortuna de Zhang para US$ 65,5 bilhões (R$ 368,9 bilhões).
A Índia, o país mais populoso do mundo, ainda ocupa a terceira posição, com 205 bilionários – acima dos 200 do ano passado -, cuja fortuna total é de US$ 941 bilhões (R$ 5,28 trilhões), uma queda em relação aos US$ 954 bilhões (R$ 5,36 trilhões) do ano passado. Isso se deve ao fato de que as duas pessoas mais ricas do país, Mukesh Ambani (US$ 92,5 bilhões; R$ 520,8 bilhões) e Gautam Adani (US$ 56,3 bilhões; R$ 316,4 bilhões), viram seus montantes encolherem mais de US$ 20 bilhões (R$ 112,4 bilhões) cada, à medida que as ações de seus conglomerados caíram drasticamente.
E então vem a Alemanha, que mais uma vez tem o quarto maior número de bilionários, com 171 cidadãos na lista deste ano – acima dos 132 do ano passado. No total, eles possuem um patrimônio de US$ 793 bilhões (R$ 4,45 trilhões), cerca de US$ 150 bilhões (R$ 843 bilhões) a mais do que em 2024, liderados pelo magnata dos supermercados Dieter Schwarz (US$ 41 bilhões; R$ 230,4 bilhões), que ultrapassou o magnata do transporte marítimo Klaus-Michael Kuehne (US$ 39,6 bilhões; R$ 222,3 bilhões) como a pessoa mais rica da Alemanha.
Em outras partes da Europa, a Albânia tem, pela primeira vez, um bilionário na lista: o estreante Samir Mane, que construiu uma fortuna estimada em US$ 1,4 bilhão (R$ 7,86 bilhões) com investimentos em shopping centers, lojas de eletrônicos e imóveis de luxo nos Bálcãs.
Enquanto isso, o Peru voltou à lista após ter saído em 2024, graças ao magnata da mineração Eduardo Hochschild (US$ 2,4 bilhões; R$ 13,48 bilhões), que retornou ao ranking.
Além disso, os três países que tinham pelo menos um bilionário no ano passado agora perderam todos os seus representantes: Uruguai, Panamá e Bangladesh – o único bilionário, no ano passado, Muhammed Aziz Khan, renunciou à cidadania de nascimento de Bangladesh como parte do processo de naturalização em seu atual país de residência, Singapura.