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Goldman Sachs avisa: empresas sem mulheres na liderança não terão IPO’s

A nova política do banco de investimentos exige diversidade na liderança de seus novos clientes

2 min
Getty Images
Getty ImagesGoldman Sachs é o primeiro banco de investimentos a apostar fortemente em diversidade

O banco de investimentos Goldman Sachs anunciou ontem (23) que não conduzirá mais processos de abertura de capital de empresas que não tenham pelo menos uma mulher na diretoria. A nova política busca mais diversidade no geral, mas foca na presença feminina. Ela será aplicada Nos Estados Unidos e na Europa, começando no dia 1º de julho de 2020.

A regra foi anunciada no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíca, pelo CEO da instituição, David Solomon. Lá, ele afirmou que a performance de empresas com mulheres no conselho de diretores foi significativamente melhor nos últimos quatro anos do que companhias de liderança completamente masculina.

LEIA MAIS: Por que mulheres negras são melhores líderes

A política será aplicada para todas as empresas que procurarem o banco para viabilizar seus IPOs (ofertas públicas iniciais, em português).

Fred Foulkes, professor de administração da Universidade de Boston, contou ao canal de notícias “Bloomberg” que a mudança pode afetar outros importantes bancos. “Isso é incrível, é uma mudança sísmica. Fiquei impressionado e agora me pergunto o que vai acontecer com outros bancos de investimento como JPMorgan e Morgan Stanley.”

Na Califórnia, já existe uma lei estadual que multa empresas públicas baseadas no estado que tenham apenas homens no conselho de diretores em US$ 100.000.

E o Goldman Sachs dá o exemplo: quatro de seus 11 diretores são mulheres. Mas a empresa ainda tem planos mais ambiciosos e quer aumentar o limite atual para um mínimo dois diretores por conselho até 2021. Além disso, representantes do banco falaram em entrevista ao jornal “The New York Post” que pretendem aplicar a nova política também a empresas de capital privado onde o Goldman tem investimento majoritário.

Uma fonte do jornal nova-iorquino afirmou que a política foca em “grupos tradicionalmente mal representados em vários aspectos, incluindo gênero, etnia, orientação sexual ou identidade de gênero.”

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