Conheça a nova marca de skincare brasileira que pretende doar parte de seu lucro para ações de impacto social e ambiental

Lançada no início de outubro, a Marina Shore atua com um modelo de negócio focado no bem-estar do planeta e da comunidade.

Beatriz Calais
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Em 2018, Marina Montagner tomou coragem para sair da empresa em que estava desde a época de estagiária e virar sua própria CEO

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Quatro anos atrás, a paulista Marina Montagner foi impactada por um projeto social chamado “Mini Gentilezas”, da ONG Argilando. “Hotéis costumam oferecer itens de cuidado básico, como xampu e sabonete, para cada um de seus hóspedes. Caso esses itens não sejam utilizados durante a estadia, são descartados. O que o projeto faz é arrecadar esses produtos a fim de doar para pessoas sem acesso a higiene básica”, diz Marina. A ação social a impressionou pela simplicidade e foi o ponto de partida para uma mudança de carreira.

Criada em família de empreendedores – como sua avó, que costurava para as escolas de samba de SP -, a jovem sempre pensou que um dia criaria o seu próprio negócio. “Com oito anos, eu escrevia as notícias do Jornal Nacional em um papel e vendia para os vizinhos da minha rua”, recorda ela. “Sempre fui muito ativa.” Sendo assim, quando conheceu o projeto “Mini Gentilezas”, uma ideia começou a se formar em sua mente: era hora de empreender com propósito e impacto.

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“Na época, como funcionária em uma empresa de indústria química, eu tinha percebido que não tínhamos muitas iniciativas internas de ESG e tentava pensar em alternativas para isso. Eu já estava com um olhar empreendedor, então por que não colocar em prática o meu próprio negócio?”, se questionou antes de começar a desenvolver a Marina Shore, uma marca de skincare com foco no impacto social. “Eu estava inspirada pelo projeto com itens de higiene básica, então decidi que faria algo nessa área do cuidado pessoal.”

No meio do caminho, essa ideia inicial mudou um pouco – embora o bem-estar do planeta e da comunidade continuem como premissas. “Empreendedorismo é um quebra-cabeça natural para mim. Passei anos trabalhando com inovação na área de marketing. Aos poucos, comecei a entender que podia criar um produto que revertesse parte de suas vendas para ações sociais diversas, não só aquelas ligadas a higiene básica”, explica Marina.

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MAIS QUE SKINCARE

Em 2018, ela tomou coragem para sair da empresa em que estava desde a época de estagiária e virar sua própria CEO. Enquanto planejava a Marina Shore, mudou-se para Londres e virou diretora da ONG Changemaker Chats para o Brasil. Com sede em Nova York, a organização internacional tem como objetivo proporcionar networking para mulheres em vários momentos de carreira, impactando na atuação feminina dentro das empresas e das comunidades. “Entrevistei personalidades incríveis como diretora dessa ONG, o que me inspirou ainda mais a seguir em frente com o meu negócio”, conta.

“Tínhamos encontros do Changemaker Chats no Brasil a cada dois meses, então eu aproveitei meus períodos no país para começar a desenvolver os produtos da marca.” Até então, a empreendedora já sabia que parte do lucro seria revertido para ações sociais, mas o objetivo também era criar um produto vegano e relacionado ao autocuidado. Após pesquisas e testes, 10 itens foram desenvolvidos. Três deles foram lançados hoje (4) como carro-chefe do lançamento da marca. Com duas máscaras de argila, um óleo facial e um Gua Sha de metal – ferramenta para ginástica facial -, Marina explorou ingredientes naturais e brasileiros que não agredissem o meio ambiente.

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A Marina Shore lança hoje duas máscaras de argila, um óleo facial e um Gua Sha de metal – ferramenta para ginástica facial

Além disso, a marca já se mobiliza para compensar os resíduos plásticos e a emissão de carbono proveniente de suas atividades – grande parte disso com o plantio de árvores e a recuperação de suas embalagens para inseri-las novamente ao ciclo de produção. A meta, até 2025, é que 60% das embalagens sejam recuperadas e direcionadas para a reciclagem.

Quanto à doação, a cada R$ 3 de lucro, R$ 1 é revertido para apoiar organizações que aceleram objetivos de desenvolvimento sustentável de comunidades, restauração do meio ambiente e proteção do clima. “Vamos além da higiene básica. Também temos ações para preservar o bioma marinho e a restauração da Mata Atlântica”, diz. “Há muitas necessidades para atender no nosso país. Da falta de acesso à higiene básica ao desmatamento. Não queria limitar a atuação da marca, então vamos ajudar no que podemos com esse lucro das vendas”, diz Marina, que encontrou no empreendedorismo uma forma de fazer sua parte no mundo. “É uma marca de skincare. Mas nunca foi e nunca será apenas isso.”

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