3 motivos pelos quais as mulheres fazem a diferença no trabalho

Em algumas áreas de trabalho, somos as únicas do gênero na sala. Saiba usar isso a seu favor.

Deeptee Jain
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Se há poucas mulheres fazendo o mesmo que você, veja isso como uma oportunidade 

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No mundo das startups, o termo “unicórnio” é usado para descrever uma empresa que atingiu uma avaliação de US$ 1 bilhão, algo muito raro no mercado. Para as mulheres que constroem uma carreira, “unicórnio” tem um significado diferente. Não é difícil que uma mulher seja a única do gênero em uma sala de reuniões, falando no pódio ou negociando um acordo. No meu caso, estimo que sou uma das 40 cirurgiãs ortopédicas de coluna dos Estados Unidos. Entre os cirurgiões da minha unidade, palestrantes em conferências, painéis consultivos para empresas relacionadas a tecnologias de coluna e assim por diante, quase sempre sou a única mulher. Eu costumo ouvir mensagens tristes sobre os desafios de estar nesse lugar, mas escrevo esse texto para oferecer uma outra visão. Companheiras, vamos nos ver como os unicórnios que somos, o que podemos fazer e como podemos usar nossos poderes mágicos. E aqui eu listo alguns dos motivos.

1. Nós resolvemos

As mulheres têm uma capacidade única de resolver coisas. Um estudo da BMC Psychology sobre multitarefas descobriu que elas são mais eficazes do que os homens em alternar rapidamente entre tarefas. Na quarta-feira passada, fiz duas operações, atendi 16 pacientes no consultório e terminei um trabalho de pesquisa quando um paciente não apareceu. Depois do trabalho, fui para casa, fiz um castelo de areia no estilo Play-Doh com minha filha de 2 anos e saí para jantar com minha família estendida da Irlanda.

Muitas vezes, descobri que as pessoas questionam essa capacidade de execução ou mesmo o desejo de sucesso com base no status de gênero. Acho que isso ocorre porque as mulheres não são tão boas quanto os homens em se defender. Mulheres em posições de liderança e de alta qualificação são frequentemente alertadas para não se autopromoverem e demonstrarem humildade, mesmo quando salvam vidas, constroem empresas que mudam a maneira como pensamos sobre saúde ou geram retornos significativos sobre o investimento. Vamos desconsiderar a negatividade. Não temos tempo para nos preocupar com isso. Vamos reconhecer que realizamos muito.

2. Atraímos a atenção

As mulheres agregam o valor inegável de novas perspectivas às organizações. Em combinação com o fato de sermos unicórnios, não é surpresa que sejamos o foco das atenções. Seja como for que chegamos aqui, a atenção é merecida, então abrace-a. Devemos aproveitar esse poder especial e usá-lo para expressar opiniões e impulsionar agendas que importam para nós. Faço parte de um minúsculo grupo de mulheres cirurgiãs ortopédicas da coluna. No entanto, metade dos nossos pacientes são mulheres e, mais ainda, as mulheres tomam mais de 80% das decisões de saúde em nome de suas famílias. As pessoas podem, ao pensar no papel da mulher em casa, lembrar de tarefas como fazer as compras e preparar o jantar, mas também temos um enorme impacto na saúde pública em todos os níveis da sociedade. Como mulher, estou em uma posição única para me conectar com os principais tomadores de decisão e, portanto, adicionar perspectivas à comunidade de cirurgiões de coluna que, de outra forma, estariam simplesmente ausentes. Em última análise, isso leva a uma melhor prestação de cuidados com a coluna em nossa sociedade.

3. Somos modelos para nossos filhos

As pessoas costumam julgar as mulheres que trabalham fora por não passarem tempo suficiente com seus filhos. Há alguma verdade nisso e eu também sofro dessa culpa. Mas escolho aproveitar o melhor: temos a oportunidade de inspirar nossos filhos. Raramente consigo pegar minha filha na escola, nem frequento suas aulas de natação. No entanto, ela é a força motriz por trás das minhas reuniões às 6h da manhã. Como uma mulher profissional em um campo dominado por homens, posso mostrar a ela pelo exemplo que seu gênero não dita a carreira que ela escolhe. O mundo está cheio de mensagens sobre estereótipos. Eu mostro a ela que ela não tem que adotar essa visão. Isso, para mim, vale a troca. Vou inspirá-la? Ainda não sei, ela só tem dois anos. Mas eu gosto de vê-la andar pela nossa casa com um estetoscópio nos ouvidos.

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