50 over 50: As mais poderosas da Europa, Oriente Médio e África

Cientistas, políticas, empresárias e artistas: aqui estão as mulheres com mais de 50 anos que estão influenciando boa parte do mundo.

Maggie McGrath
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À frente de uma das grifes mais importantes do mundo, Donatella lidera o império criado ao lado do irmão

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Mulheres de todo o mundo estão provando que 50 anos ou mais é a nova era de ouro. Aqui estão as fundadoras, líderes empresariais, políticas e cientistas de vanguardas que lideram o caminho por toda a Europa, Oriente Médio e África.

Mo Abudu | 57 | Fundadora e CEO da EbonyLife Media | Nigéria

Ex-modelo que viu uma oportunidade de expandir as reportagens e os programas transmitidos no continente africano, Abudu fundou a EbonyLife em 2013 como uma rede de televisão panafricana. Com o crescimento da empresa, as oportunidades também cresceram. Em 2020, Abudu fechou um histórico contrato de múltiplos títulos de cinema e TV com a Netflix – o primeiro desse tipo para uma empresa de mídia africana. Ela também tem projetos em andamento com a Sony e a AMC. Seu objetivo é ser a contadora de histórias mais influente da África – e aquela com a qual seja mais fácil se identificar. “Sou uma mulher normal que vive na África. Estou na casa dos 50 anos, meu coração se parte, meu coração se cura, tenho aspirações”, disse ela em 2020. “Mereço que minha história seja contada, mesmo que seja apenas algo cotidiano. Não precisa ser sobre o comércio de escravos.”

Hortensia Herrero | 71 | Coproprietária da Mercadona e filantropa | Espanha

Herrero detém quase 28% da Mercadona, rede de supermercados espanhola que ela ajudou a ampliar, com o marido, para mais de 1,6 mil lojas. O sucesso da Mercadona transformou Herrero em bilionária e, em 2012, ela criou a Fundação Hortensia Herrero, voltada à preservação das artes e da cultura de Valência, sua cidade natal. A fundação financia arte contemporânea, dança e patrimônios históricos, inclusive igrejas. Herrero investiu pessoalmente € 6 milhões na restauração da igreja valenciana de San Nicolás, concluída no ano passado. Em 2021, doou também 3 milhões de seringas para postos de vacinação contra a Covid em toda a cidade de Valência.

Angelique Kidjo | 61 | Cantora e ativista | Benim

Kidjo é uma aclamada cantora, compositora e ativista que obteve alguns de seus maiores êxitos depois dos 50 anos de idade. A longa lista inclui três de seus quatro prêmios Grammy e suas apresentações na cerimônia do Prêmio Nobel da Paz de 2011, na Assembleia Geral da ONU de 2015 e na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2021, em Tóquio. Quando não está criando música, Kidjo é uma reconhecida ativista em prol das mulheres e crianças africanas. Em 2006, ela criou a Batonga, uma fundação filantrópica destinada a apoiar iniciativas de empreendedorismo de mulheres e a educação de meninas. Em 2020, a Batonga operou 173 clubes de liderança (com distanciamento social) para meninas de 10 a 18 anos e criou 50 círculos de pequenas empresas para jovens empreendedoras, os quais, por sua vez, testemunharam o lançamento de 50 novos empreendimentos.

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Shulamit Levenberg | 52 | Cofundadora e consultora científica da Aleph Farms | Israel

Levenberg estudou biologia celular e a formação de tecidos durante toda a sua carreira e está aplicando ativamente seu trabalho nos setores acadêmico e privado: ela administra um laboratório de engenharia de tecidos e células-tronco no Technion (Instituto Tecnológico de Israel) e também foi cofundadora da Aleph Farms, uma startup de carne cultivada em laboratório com sede em Israel e cerca de US$ 118 milhões em financiamento. No início de 2021, a empresa, que considera Levenberg o cérebro por trás de sua propriedade intelectual, revelou sua versão de um bife “sem abate”, criado, em parte, com tecnologia de bioimpressão 3D. No ano passado, Levenberg também recebeu a primeira Medalha de Distinção do Centro Peres para a Paz e a Inovação por suas pesquisas pioneiras e por servir de modelo para todas as mulheres e meninas.

Natalie Massenet | 56 | Sócia-fundadora da Imaginary Ventures| Reino Unido

Massenet começou sua carreira no jornalismo de moda e utilizou seu conhecimento no empreendedorismo. Fundou o site de moda de luxo Net-a-Porter em 2000, transformou-o em um fenômeno e vendeu-o a uma holding suíça em 2010 por £ 50 milhões, segundo relatos. Depois dos 50 anos, recebeu o título de “dame”, e seu trabalho se concentrou em semear a próxima geração de startups inovadoras (e, em muitos casos, fundadas por mulheres) de comércio eletrônico e estilo de vida. Em 2017, foi cofundadora da firma de capital de risco de estágio inicial Imaginary Ventures. Os dois fundos da firma dispõem de US$ 75 milhões e vêm investindo em empresas como Everlane, Mejuri, Skims e Daily Harvest.

Özlem Türeci | 54 | Cofundadora e diretora médica da BioNTech | Alemanha

O nome de Türeci estará sempre ligado à pandemia de coronavírus e à vacina que ela ajudou a criar na BioNTech, empresa da qual foi cofundadora em 2008. Médica e imunologista de formação – por décadas, ela pesquisou maneiras inovadoras de tratar o câncer –, Türeci supervisionou o “Projeto Lightspeed” da BioNTech, que conseguiu desenvolver uma vacina de RNA mensageiro para a Covid-19. Junto com a Pfizer, a empresa iniciou a distribuição ao público no primeiro ano da pandemia. A BioNTech não é seu primeiro empreendimento: em 2001, ela e o marido, Uğur Şahin (o outro cofundador, além de CEO, da BioNTech), fundaram a Ganymed Pharmaceuticals, focada em tratamentos contra o câncer, e venderam-na por cerca de US$ 1,4 bilhão em 2016.

Nadia Al Saeed | 56 | CEO do Bank al Etihad | Jordânia

Al Saeed é uma mulher influente nos setores bancário e financeiro do Oriente Médio. Atua como CEO do Bank al Etihad desde 2008 e, em 2014, lançou o Shorouq, programa de mercado feminino do banco, voltado a apoiar a participação econômica das mulheres em todo o país. O programa aumentou em oito vezes a base de clientes mulheres do banco. Em dezembro de 2020, Al Saeed foi eleita a primeira presidente mulher do conselho da comunidade empresarial global Endeavor Jordan, para um mandato de três anos. Ela é copresidente para o setor privado da Closing the Gender Gap Accelerator na Jordânia pelo Fórum Econômico Mundial e também foi ministra de tecnologia da informação e comunicação da Jordânia em 2004.

Raja Al Gurg | 66 | Diretora administrativa e vice-presidente do conselho do Easa Saleh Al Gurg Group | Emirados Árabes Unidos

A empresária Al Gurg é diretora administrativa e vice-presidente do conselho do Easa Saleh Al Gurg Group, um dos maiores conglomerados do Oriente Médio. Além disso, é presidente do Conselho de Empresárias de Dubai e conselheira da Câmara de Comércio e Indústria de Dubai. Em 2020, o presidente francês Emmanuel Macron concedeu a Al Gurg a Legião de Honra, Chevalier por seu empenho para o fortalecimento da parceria entre a França e os Emirados Árabes Unidos

Fatima al Jaber | 57 | Conselheira do Al Jaber Group e presidente do conselho do Al Bashayer Investment Group | Emirados Árabes Unidos

Engenheira-arquiteta de formação, al Jaber é uma das mulheres mais influentes dos Emirados Árabes Unidos. Durante muito tempo, foi diretora de operações do Al Jaber Group, um conglomerado com 50 mil funcionários que foi fundado por seu pai e que atua nos ramos de construção, logística e manufatura. Hoje, ela faz parte do conselho de administração da empresa e também preside o conselho do Al Bashayer Investment Group, uma firma de investimentos com US$ 22 bilhões em ativos sob gestão que atua no Golfo Pérsico, no Oriente Médio e na Ásia.

Svetlana Alexievitch | 73 | Jornalista e historiadora | Bielorrússia

Em 2015, Alexievich tornou-se a primeira mulher da Bielorrússia a ganhar o Prêmio Nobel de literatura. Crítica dos regimes ditatoriais, seus escritos sobre a vida soviética e pós-soviética foram aclamados pelo foco no indivíduo e na humanidade subjacente das pessoas que se veem em uma crise. Em 2020, Alexievich ingressou em um conselho que defendia uma transição pacífica do poder nas eleições presidenciais da Bielorrússia. De todos os membros, ela foi a única a não ser presa por participar e, no fim de 2020, mudou-se da Bielorrússia para a Alemanha.

Raya Ani | 55 | Arquiteta e fundadora da RAW-NYC | Emirados Árabes Unidos

O trabalho de Ani é inspirado, em parte, na mãe, que sonhava em ser arquiteta, mas acabou virando professora de arte. Ani fez graduação na Universidade de Bagdá e pós-graduação no MIT. Nas décadas seguintes, seu trabalho levou-a do pântano no sul do Iraque que é Patrimônio Mundial da UNESCO ao complexo esportivo Aspire no Catar. Por anos, Ani foi considerada uma das principais arquitetas do Oriente Médio e foi a projetista responsável pelo Pavilhão do Iraque na Dubai Expo de 2020.

Anne Boden | 62 | Fundadora e CEO do Starling Bank | Reino Unido

Cansada do arcaico sistema bancário britânico, Boden abriu seu próprio banco digital, o Starling, em 2014. Antes de entrar no boom das fintechs já cinquentona, Boden teve uma carreira notável de 30 anos em muitos pesos pesados das finanças globais, entre os quais o Royal Bank of Scotland. O Starling, que vem ganhando o prêmio de Melhor Banco Britânico todos os anos desde 2018, já tem quase £ 8 bilhões em depósitos e mais de 2 milhões de contas de clientes. O livro de memórias de Boden, “Banking On It: How I Disrupted an Industry”, foi publicado em 2020.

Laurel Bowden | 56 | Sócia da 83North | Reino Unido

Bowden é sócia da 83North, firma global de capital de risco anteriormente conhecida como Greylock IL. Em 2019, a firma levantou US$ 300 milhões em um fundo voltado a investimentos na Europa e em Israel. Ela ingressou em 2008 e realizou um grande negócio naquele ano, quando a startup de pagamentos Zettle foi adquirida pelo PayPal por US$ 2,2 bilhões. Também liderou investimentos no serviço de entregas Just Eat, bem como nas empresas de software Hybris e Qliktech. É investidora anjo em empresas como Fizzback e Wix.

Emmanuelle Charpentier | 53 | Cofundadora e cientista | França

Depois de anos dependendo de subvenções de curto prazo para financiar seu trabalho, a microbiologista Charpentier já tinha 45 quando pôde contratar seu próprio técnico de laboratório. A ajuda deu retorno rapidamente: aos 51 anos, ela ganhou o Prêmio Nobel de Química de 2020 por ter descoberto uma técnica de edição genética revolucionária, compartilhando o prêmio geralmente dominado por homens com a colega norte-americana Jennifer Doudna. A CRISPR Therapeutics, empresa de terapia genética cofundada por ela, abriu o capital em 2016 e hoje ostenta um valor de mercado superior a US$ 5 bilhões.

Maria Grazia Chiuri | 57 | Diretora artística da Christian Dior | Itália

Criada em Roma pela mãe costureira, Chiuri tem mais de 25 anos de experiência na indústria da moda, tendo começado como designer de bolsas na Fendi. Depois dos 50 anos de idade, ela atingiu um marco na carreira quando se tornou a primeira mulher a comandar a famosa casa de Christian Dior desde que a marca foi criada, em 1946. Antes dessa designação, Chiuri exerceu com sucesso, por oito anos, o cargo de codiretora criativa da Valentino.

Judi Dench | 87 | Atriz | Reino Unido

Embora Dench tenha feito sua estreia profissional como atriz em 1957, ela ganhou seu único Oscar aos 64 anos: o de Melhor Atriz Coadjuvante pelo papel da Rainha Elisabeth I no filme “Shakespeare Apaixonado”, de 1998. Recebeu muitas outras honrarias, inclusive o título de “dame”, em 1988, além de seis British Academy Film Awards, sete Olivier Awards e um Tony. Dench apoia várias instituições filantrópicas, entre elas a Caliber Audio, que presta um serviço de audiolivros “gratuito e vitalício”, voltado a qualquer portador de deficiência que dificulte a leitura de material impresso.

Judy Dlamini | 62 | Fundadora e presidente executiva do Mbekani Group | África do Sul

Dlamini começou sua carreira como médica, antes de, em 1996, fazer a transição para os negócios e abrir seu Mbekani Group, um conglomerado de empresas de diversas áreas, de equipamentos cirúrgicos a moda de luxo. Seu livro “Equal but Different”, lançado 2017, analisou a interseção de raça, gênero e classe social na carreira das mulheres líderes. É reitora da Universidade de Witwatersrand e também conselheira do Fundo de Reação ao Feminicídio e à Violência de Gênero.

Rebecca Enonchong | 54 | Fundadora e CEO da AppsTech | Camarões

A empreendedora de tecnologia camaronesa chefia a AppsTech, uma fornecedora global de aplicativos empresariais fundada por ela em 1999. Em 2015, Enonchong foi cofundadora do I/O Spaces, um espaço de coworking inclusivo. É conhecida por seu trabalho de promoção da tecnologia na África e preside o Centro Africano de Espaços de Tecnologia, Inovação e Empreendimento desde 2010. Foi nomeada Líder Global para o Amanhã pelo Fórum Econômico Mundial. Em 2021, Enonchong foi designada vice-presidente do conselho da Fundação OMS.

Delphine Ernotte | 55 | Presidente da União Europeia de Radiodifusão | França

Em 2015, Ernotte tornou-se a primeira CEO mulher da France Télévisions, a emissora nacional de televisão da França. Em 2020, foi eleita a primeira presidente mulher da União Europeia de Radiodifusão, uma aliança de 115 organizações de serviço público de mídia de toda a Europa. Também é membro da Global Task Force for Public Media desde sua fundação, em 2019; a entidade tem a atribuição de defender os interesses e valores dos meios de comunicação públicos em âmbito mundial.

Bernardine Evaristo | 62 | Escritora | Reino Unido

Premiada romancista, poeta, dramaturga, ensaísta e ativista, Evaristo conquistou o Prêmio Booker em 2019 por seu romance “Garota, mulher, outras”. Foi a primeira mulher negra e britânica negra a ganhar o prestigioso prêmio em seus 50 anos de história. Em 2020, Evaristo se tornou a primeira autora negra a liderar as vendas de ficção de bolso no Reino Unido. Ela também vem falando abertamente sobre a falta de histórias a respeito de – e escritas por – mulheres mais velhas na ficção britânica.

Kristalina Georgieva | 68 | Diretora administrativa do Fundo Monetário Internacional | Bulgária

Georgieva foi nomeada chefe da instituição financeira global em 2019, tornando-se a primeira pessoa de um mercado emergente a comandar o organismo. Apesar da tradição de que os candidatos ao FMI não devem ter mais de 65 anos no início de seu mandato, a regra foi dispensada para Georgieva. Em 2021, o conselho executivo do FMI deu-lhe um voto de confiança após alegações de que ela teria manipulado dados durante sua atuação como funcionária sênior do Banco Mundial, onde ela começou como economista ambiental em 1993.

Sara Gilbert | 59 | Vacinologista da Universidade de Oxford | Reino Unido

Gilbert liderou o desenvolvimento do imunizante contra a Covid-19 na Universidade de Oxford e se tornou um dos rostos da batalha para pôr fim à pandemia. No ano passado, a coinventora da vacina Oxford/AstraZeneca foi recompensada com o título de “dame”, e foi criada até uma boneca Barbie em sua homenagem. Cerca de 2 bilhões de doses da vacina foram liberados para mais de 170 países desde sua autorização de emergência no Reino Unido, no final de 2020.

Esther Hayut | 68 | Presidente do Supremo Tribunal | Israel

Descrita pelo jornal “Jerusalem Post” como estando “a caminho de figurar entre os presidentes de tribunal mais influentes de Israel”, Hayut foi nomeada Presidente do Supremo Tribunal em 2017. Ao ser empossada, prometeu “defender” o tribunal de tentativas de enfraquecê-lo por motivos políticos. Filha de dois sobreviventes romenos do Holocausto, ela foi criada pelos avós em Israel e hoje é considerada uma das mulheres mais poderosas do país.

Barbara Jatta | 59 | Diretora dos Museus do Vaticano | Cidade do Vaticano

Desde 2016, a historiadora de arte italiana Jatta é responsável por um dos museus mais visitados do mundo. É a primeira mulher a exercer o cargo e supervisiona cerca de 70 mil obras de arte dos museus (inclusive as pinturas do teto da Capela Sistina, de autoria de Michelangelo). Jatta foi elogiada por liderar muitas iniciativas inovadoras desde que assumiu, como a digitalização da biblioteca do Vaticano e a criação de passeios virtuais interativos, populares em todo o mundo durante a pandemia.

Kasia Kieli | 55 | Presidente e diretora administrativa da Discovery EMEA | Polônia

Em 2000, Kieli abriu o escritório polonês da Discovery, gigante norte-americana da mídia. Tendo começado com uma equipe de duas pessoas, hoje ela supervisiona mais de 4 mil funcionários e é responsável pela maior operação internacional da Discovery, com mais de um bilhão de espectadores anuais. Em 2018, ela liderou a aquisição, pela Discovery, da TVN, principal emissora da Polônia. Em dezembro passado, a empresa sobreviveu a uma proposta de legislação que teria impedido empresas estrangeiras de deter o controle acionário de meios de difusão poloneses.

Christine Lagarde | 66 | Presidente do Banco Central Europeu | França

Lagarde se acostumou a ser apresentada como “a primeira”. Em 2011, aos 55 anos, foi a primeira mulher designada para dirigir o Fundo Monetário Internacional. Em 2019, tornou-se a primeira mulher a presidir o Banco Central Europeu, cargo que a coloca no comando da política monetária que afeta os quase 750 milhões de cidadãos da Europa. Ela defende abertamente uma reforma de gêneros no setor financeiro.

Anne-Marie Lagrange | 59 | Astrofísica | França

Lagrange é uma astrofísica que trabalha no Instituto Grenoble, na França, desde 1990. Grande parte de sua carreira foi dedicada à análise da estrela Beta Pictoris, na constelação de Pictor. Em 2019, Lagrange liderou uma equipe mundial na descoberta de um novo planeta nessa constelação. Além de ter recebido uma série de prêmios científicos, ela foi condecorada com a Legião de Honra, maior honraria da França, em 2012, e com a Ordem Nacional do Mérito em 2015.

Susanna Malkki | 52 | Maestrina Titular da Orquestra Filarmónica de Helsinque | Finlândia

Em 2016, a maestrina e violoncelista finlandesa Mälkki foi a primeira mulher a ser nomeada maestrina titular da Orquestra Filarmônica de Helsinque, de 144 anos. Mälkki fez sua estreia no Carnegie Hall com a Filarmônica de Nova York este mês. Após anunciar que deixará o posto atual no final da temporada 2022-23, surgiram rumores de que ela será a próxima diretora musical da Filarmônica de Nova York – o que faria dela a primeira mulher a exercer esse cargo.

Pat McGrath | 56 | Fundadora da Pat McGrath Labs | Reino Unido

Nascida em uma família da classe trabalhadora, McGrath tornou-se a primeira maquiadora a receber o título britânico de “dame”, em 2021. Hoje considerada uma das maquiadoras mais influentes do mundo, ela alcançou a fama por meio de suas colaborações com a designer Miuccia Prada e o fotógrafo Steven Meisel. Em 2015, quando estava fazendo 50 anos de idade, criou a Pat McGrath Labs; suas linhas e colaborações (com marcas como Supreme e lojas sofisticadas como a Selfridges) costumam esgotar logo após o lançamento.

Sarah McPhee | 67 | Conselheira | Suécia

McPhee iniciou sua carreira em Moçambique como gerente de programas da ONU, mas logo deu uma guinada em direção à economia e nunca mais olhou para trás. Depois de se formar na Faculdade de Economia de Estocolmo, McPhee passou a administrar divisões de negócios da PwC, da GE Capital e de vários fundos de pensão suecos. Entre 2008 e 2015, ela administrou o fundo de investimento sueco SPP Pension e, de lá para cá, tem sido uma conselheira muito procurada, atuando nos comitês executivos do unicórnio de pagamentos Klarna, da gigante industrial sueca Axel Johnson e da Houdini Sportswear.

Martina Merz | 58 | CEO da Thyssenkrupp | Alemanha

Em 2019, a engenheira Merz tornou-se a primeira mulher a liderar uma das grandes indústrias da Alemanha, quando foi nomeada CEO do conglomerado alemão. Com mais de 100 mil funcionários e faturamento de aproximadamente US$ 38 bilhões no exercício fiscal de 2020-2021, a Thyssenkrupp é uma das maiores produtoras de aço do mundo. Antes, Merz passou mais de duas décadas trabalhando na Bosch e, mais recentemente, foi CEO da Chassis Brakes International.

Dra. Matshidiso Moeti | 57 | Diretora Regional da Organização Mundial da Saúde para a África | Botswana

Em 2015, aos 50 anos, Moeti fez história como primeira mulher a ser nomeada Diretora Regional da OMS para a África. Foi reeleita para um segundo período de cinco anos que começou em 2020 e prometeu trabalhar para acelerar as iniciativas regionais no sentido de alcançar uma cobertura universal de saúde. Nascida em Botswana, ela ingressou no Escritório Regional da OMS para a África em 1999 e exerceu vários cargos, inclusive o de vice-diretora regional.

Louisa Mojela | 65 | Cofundadora e CEO de Grupo da Wiphold | África do Sul

Mojela é uma das idealizadoras da Wiphold, a primeira plataforma de investimento da África do Sul pertencente a mulheres e focada nelas. Mojela e seus cofundadores abriram o fundo em 1994 com um capital inicial de 500 mil rands; hoje, a carteira está avaliada em mais de 2 bilhões de rands. Em 2021, Mojela recebeu um doutorado honorário da Universidade de Stellenbosch por empoderar mulheres na África. Recentemente, ela diversificou seus interesses empresariais: em 2018, fundou a Bophelo BioScience & Wellness, uma startup de cannabis medicinal no Lesoto.

Helena Morrissey | 56 | Fundadora da 30% Club | Reino Unido

A baronesa Morrissey é conhecida por ter fundado a 30% Club, uma campanha em prol de conselhos mais equilibrados em termos de gêneros, e preside o Projeto de Diversidade do setor de investimentos. Mãe de nove filhos, ela foi CEO do Newton Investment Management, um fundo de investimento de £ 50 bilhões, por 15 anos antes de ser nomeada baronesa Morrissey e designada para a Câmara dos Lordes em 2020.

Leena Nair | 52 | CEO da Chanel | Reino Unido

No início de 2022, a executiva de negócios anglo-indiana Nair, CEO da Chanel, assumiu o comando da casa de moda de 112 anos fundada por Coco Chanel, tornando-se a primeira mulher, a primeira asiática e a pessoa mais jovem a ocupar o cargo. Essa medida foi amplamente elogiada, e observadores externos chegaram a aventar que sua nomeação poderia sinalizar o fim de uma “abordagem colonialista” da moda. Antes, Nair trabalhou na Unilever, onde foi a primeira asiática, a primeira mulher e a mais jovem profissional a chefiar o RH.

Chi-chi Nwanoku | 65 | Fundadora da Chineke! Orchestra | Reino Unido

De ascendência nigeriana e irlandesa, Nwanoku é fundadora da Chineke! Orchestra, primeira orquestra profissional júnior da Europa composta por uma maioria de músicos negros, asiáticos e de etnias diversas. Nwanoku, que é contrabaixista e professora de música na Royal Academy of Music, em Londres, criou a orquestra aos 50 e tantos anos de idade, depois de observar que, apesar de suas três décadas na música clássica, ela continuava a ser a única pessoa de cor no palco.

Ngozi Okonjo-Iweala | 67 | Diretora-Geral da Organização Mundial do Comércio | Nigéria

A especialista em economia global Okonjo-Iweala é a primeira mulher e a primeira africana a exercer o cargo de diretora-geral da OMC, organismo que regulamenta o comércio internacional. Anteriormente, a Dra. Okonjo-Iweala foi duas vezes Ministra das Finanças da Nigéria e atuou brevemente como Ministra das Relações Exteriores – a primeira mulher a ocupar os dois cargos. Também é presidente do conselho da Gavi, the Vaccine Alliance, desde 2016. Além disso, foi fundadora da primeira organização de pesquisa de opinião da Nigéria, a NOI-Polls.

Ana Proykova | 70 | Física e matemática | Bulgária

Física computacional, Proykova é professora e pesquisadora na Universidade de Sófia e dirige o Laboratório de Computação de Alto Desempenho no Sofia Tech Park. Seu trabalho é muito citado, e ela já trabalhou com algumas das principais universidades do mundo. É defensora das mulheres nas carreiras científicas e tecnológicas, tendo sido cofundadora do Centro Búlgaro para as Mulheres na Tecnologia e presidido o comitê de igualdade de oportunidades da Sociedade Europeia de Física e a Associação Búlgara de Mulheres Universitárias.

Jennifer Riria | 71 | Sócia Fundadora do Kenya Women Finance Trust Microfinance Bank | Quênia

Riria é a sócia fundadora do KWFT Microfinance Bank e atua no conselho de administração desde 1991. Também é CEO de grupo da Echo Network Africa, anteriormente chamada Kenya Women Holding, uma instituição de desenvolvimento liderada por mulheres e que atende mulheres. Riria comanda o KWFT há mais de três décadas e o transformou de uma ONG não lucrativa no maior banco de microfinanças do Quênia. O KWFT já atendeu mais de 3 milhões de mulheres e desembolsou mais de US$ 3 bilhões.

Carme Ruscalleda i Serra | 69 | Chef e dona de restaurantes | Espanha

A renomada chef autodidata abriu seu primeiro restaurante, o Sant Pau, em 1988, com o marido, na Catalunha. O restaurante recebeu três estrelas Michelin, mas fechou as portas no fim de 2018. Com um total de seis estrelas Michelin, ela é a primeira chef catalã a ter conquistado três estrelas. Ruscalleda abriu outros restaurantes, entre os quais o Sant Pau, em Tóquio (em 2004), e o Moments, no Mandarin Oriental Hotel de Barcelona (em 2009), e publicou diversos livros de receitas.

Fatma Samoura | 59 | Secretária-Geral da FIFA | Senegal

Samoura é uma desbravadora do mundo do esporte: em junho de 2016, aos 53 anos, tornou-se a primeira africana e mulher a ocupar o cargo de secretária-geral da FIFA. Desde sua nomeação, o número de mulheres empregadas pela organização aumentou, inclusive em altos cargos executivos. Em 2021, ela entrou para o conselho de administração da Global FoodBanking Network, organização internacional sem fins lucrativos que trabalha em prol de um futuro sem fome em mais de 40 países.

Elaine Sullivan | 60 | Cofundadora e CEO da Keltic Pharma Therapeutics | Irlanda

Sullivan conta com mais de 25 anos de experiência no setor farmacêutico, tendo sido, mais recentemente, cofundadora da Keltic Pharma Therapeutics. Também foi cofundadora da Carrick Therapeutics, onde atuou antes como CEO e supervisionou a rodada de financiamento da Série A da empresa em 2016, no valor de US$ 95 milhões. Em 2018, ganhou o prêmio EY Emerging Entrepreneur of the Year. Ocupou cargos de vice-presidente em equipes de gestão de pesquisa e desenvolvimento na AstraZeneca e na Eli Lilly and Company.

Samia Suluhu Hassan | 61 | Presidente da Tanzânia

Suluhu Hassan é a sexta e atual presidente da Tanzânia e a primeira mulher a ocupar o cargo. Ela assumiu quando o ex-presidente John Magufuli faleceu, em março de 2021. Suluhu Hassan, que havia sido vice-presidente, começou sua carreira política em 2000, quando foi eleita membro especial da Câmara dos Representantes de Zanzibar e nomeada ministra do governo pelo presidente Amani Karume. Ela era a única mulher no alto escalão do gabinete.

Stefania Triva | 57 | Presidente e CEO da Copan | Itália

Triva é CEO da Copan, que tem sede na Itália e fabrica dispositivos de coleta e transporte para exames de diagnóstico, genômica e ciência forense. Desde que assumiu o cargo de CEO, em 2014, aos 50 anos, ela ajudou a transformar a empresa familiar – uma das maiores fabricantes mundiais de cotonetes especiais para testes PCR de Covid-19 e outras doenças – em um player global com faturamento de quase US$ 250 milhões em 2020.

Donatella Versace | 66 | Diretora criativa da Versace | Itália

Após o assassinato de Gianni Versace, em 1997, a irmã mais nova dele, Donatella, entrou em cena para administrar a casa de moda homônima. Ao longo dos anos, ela foi responsável por vários momentos de destaque, como o vestido de selva de J.Lo para o Grammy de 2000. Em 2018, aos 63 anos, ela fechou o maior negócio de sua vida: a venda da marca à Michael Kors por US$ 2,1 bilhões. Ela continua sendo a diretora criativa e o rosto público da empresa.

Margrethe Vestager | 53 | Comissária de Concorrência da Comissão Europeia | Dinamarca

Vestager passou duas décadas no governo dinamarquês antes de conseguir um emprego destinado a responsabilizar as maiores empresas de tecnologia do mundo. Desde que foi designada comissária da UE para a Política de Concorrência, em 2014, e depois nomeada vice-presidente executiva, em 2019, sendo responsável por uma “Europa adaptada à era digital”, ela tomou medidas contra a Apple, a Amazon e o Facebook, entre outras empresas. Em 2018, Vestager aplicou ao Google uma multa recorde de € 4,34 bilhões por abusar de seu domínio do mercado.

Corinne Vigreux | 57 | Cofundadora da TomTom | França

Como uma das cofundadoras da empresa de mapeamento e GPS TomTom, com valor de mercado de € 1 bilhão, Vigreux é uma das fundadoras mais proeminentes da Europa. Ela vem usando sua posição para ajudar as mulheres a seguir seu exemplo. Em 2018, abriu a Codam, uma faculdade de programação gratuita em Amsterdã, onde fica a sede da TomTom. “O ensino de habilidades digitais a todos tem uma importância social, sobretudo porque a automação desestabilizará todos os empregos na próxima década”, disse ela recentemente.

Anca Vlad | 64 | Fundadora do Fildas-Catena | Romênia

Descrita como a mulher mais poderosa dos negócios romenos, Vlad é fundadora do grupo farmacêutico Fildas-Catena, o player mais forte do mercado nacional de distribuição farmacêutica. Foi reconhecida como a empresária mais poderosa da Romênia no evento Capital Gala de 2019, além de liderar a lista de mulheres mais influentes da Forbes Romênia. No ano passado, foi eleita para o Comité Executivo da European Family Business Federation, sediada em Bruxelas.

Ursula von der Leyen | 63 | Presidente da Comissão Europeia | Alemanha

Em 2019, von der Leyen tornou-se a primeira mulher a presidir a Comissão Europeia, que constitui o poder executivo da União Europeia. Nessa função, ela é responsável por uma legislação que afeta quase 750 milhões de europeus. Antes de sua nomeação, ela fez parte do gabinete ministerial alemão, atuando, mais recentemente, como Ministra da Defesa. Foi elogiada pelo sucesso discreto da reação da UE à pandemia. Desde que assumiu o cargo, vem criticando abertamente a Polônia e a Hungria por suas políticas anti-LGBTQ.

Filya Zhebrovska | 71 | Presidente do Conselho da Farmak | Ucrânia

Uma das empresárias mais ricas e bem-sucedidas da Ucrânia, Zhebrovska ajudou a companhia farmacêutica Farmak a se tornar uma das maiores exportadoras de produtos farmacêuticos da Ucrânia. Atuou como CEO da empresa de 1995 a 2007 e é presidente do conselho de administração há 14 anos. Zhebrovska também detém 100 patentes ucranianas.

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