Empreendedorismo negro é tema de livro feito para inspirar

Contar histórias que fomentam o empreendedorismo negro é a intenção de Ana Minuto, coordenadora editorial do livro

Fernanda de Almeida
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Klaus Vedfelt/Getty Images
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Contar histórias que fomentam o empreendedorismo negro é a intenção de Ana Minuto, coordenadora editorial do livro “A Potência: Empreendorismo da Mulher Negra”

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“Quando mulheres negras contam suas histórias no empreendedorismo, isso possibilita que outras entendam que é possível empreender, manter o empreendimento e fazer dinheiro por meio dele”, diz Ana Minuto, consultora de diversidade e inclusão. Ela é a coordenadora editorial do livro “A Potência: Empreendedorismo da Mulher Negra”, lançado quinta (12). 

A obra reúne as trajetórias empreendedoras de 14 coautoras – Andreia Lima, Camila Lima, Isabela Brito, Janina Jacino, Layla de Souza, Marcia Deraoui, Marizilda do Nascimento, Mona Kisola Dya Nzambi, Mônica Costa, Sabrina Modesto, Samanta Lopes, Silvana Inácio, Thays Araújo e Verônica Machado. “Mulheres negras são 28% da população, e somos as primeiras empreendedoras no país, mas sempre tivemos nossas histórias contadas por outras pessoas.

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O livro, segundo a consultora, serve de inspiração para quem já empreende ou quer empreender. “A gente quer mostrar que sim, é difícil, mas conseguimos manter nossas empresas e fazer dinheiro com elas.”

Os desafios de empreender no Brasil já são muitos, e, como mulher negra, se multiplicam, segundo Ana, que diz que muitas começam seus negócios por necessidade e falta de acesso ao mercado de trabalho.

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Os outros desafios citados por ela esbarram na dificuldade de profissionalizar o negócio e na falta de uma rede de apoio, o que torna tudo mais difícil e cansativo. Para driblar essas dificuldades, ela sugere uma ferramenta simples: autoconhecimento. “Foi o que me trouxe até aqui. Eu precisei entender que eu era uma pessoa potente, independentemente do que o sistema dizia.” 

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Nascida na Zona Leste de São Paulo, Ana era a única menina preta na escola, no trabalho e na faculdade. “Tudo isso gera um desafio mental de entender que aquele lugar é para você e que você merece ser uma mulher de sucesso”, diz. Depois de trabalhar como costureira, gerir uma Ong fundada por sua mãe e abrir um salão de cabeleireiro, ela lançou uma consultoria empresarial com o objetivo de impulsionar as carreiras de pessoas negras. Hoje, ela é chamada para fazer treinamentos em grandes empresas, como Natura, iFood, Netflix e Google.

O autoconhecimento, segundo ela, é o caminho para qualquer pessoa, e principalmente para empreendedores. “Sem autoconhecimento você pode até chegar aonde você quer, mas de uma forma muito mais dolorida.”

 

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