Suprema Corte dos EUA reverte decisão histórica que garantiu direito ao aborto

O tribunal, em uma decisão tomada por 6 votos a 3, manteve uma lei do Mississippi que proíbe o aborto após 15 semanas

Reuters
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Evelyn Hockstein/Reuters
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Manifestantes contrárias ao aborto comemoram do lado de fora do prédio da Suprema Corte dos Estados Unidos em Washington

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A Suprema Corte dos Estados Unidos deu um passo dramático hoje (24) ao reverter uma decisão de 1973 que reconheceu o direito constitucional de uma mulher a um aborto e o legalizou em todo o país, em uma importante vitória aos republicanos e conservadores religiosos que querem limitar ou proibir o procedimento.

O tribunal, em uma decisão tomada por 6 votos a 3, impulsionada pela maioria conservadora na corte, manteve uma lei do Mississippi apoiada pelos republicanos que proíbe o aborto após 15 semanas.

Os juízes sustentaram que a decisão Roe v. Wade, dada pela corte em 1973 e que permitia abortos realizados antes que um feto fosse viável fora do útero – entre 24 e 28 semanas de gravidez -, foi erroneamente tomada porque a Constituição dos EUA não faz menção específica ao direito ao aborto.

Uma versão preliminar da decisão agora anunciada indicando que o tribunal provavelmente reverteria Roe v. Wade foi vazada em maio, provocando uma tempestade política.

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