Frida Kahlo: as pinturas mais caras da artista que faria 115 anos hoje

Um dos autorretratos da pintora fez história ao ser vendido por US$ 34,9 milhões (R$ 188 milhões) em novembro do ano passado

Redação
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Nickolas Muray V&A MUSEUM
Nickolas Muray V&A MUSEUM

O trabalho de Frida Kahlo cresceu em popularidade décadas depois de sua morte, em 1954

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Dona de um legado reconhecido nas artes e famosa por sua história de vida tão marcante quanto suas sobrancelhas, Frida Kahlo completaria hoje (6) 115 anos. Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón teve uma vida de dor e sofrimento que transparece nas suas pinturas. Ela foi disruptiva na execução de suas obras, mas também em suas relações afetivas, interesses e mesmo em seu estilo de se vestir copiado até hoje.

O trabalho de Frida Kahlo cresceu em popularidade décadas depois de sua morte, em 1954, com o advento do movimento feminista na década de 1970. A artista completou cerca de 200 pinturas durante sua vida, misturando suas dores com a cultura mexicana, as tradições indígenas do país, colonialismo, gênero e classe. Hoje, muitas dessas obras são vendidas por preços excepcionais. Conheça algumas das mais caras. 

“Diego y Yo”

Alexi Rosenfeld/Getty Images
Alexi Rosenfeld/Getty Images

Pintura “Diego y yo”, de Frida Kahlo, foi leiloada por US$ 34,9 milhões

Um dos autorretratos da pintora fez história ao ser vendido por US$ 34,9 milhões (R$ 188 milhões) em novembro do ano passado. Esse foi o maior preço pago por uma obra de um artista latino-americano em leilão.

“Diego y yo” é um autorretrato intenso da artista com uma imagem do marido e artista mexicano, Diego Rivera, pintada em sua testa enquanto as lágrimas escorrem por seu rosto e seus longos cabelos envolvem seu pescoço, quase como um estrangulamento.

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Concluído em 1949, é um dos últimos autorretratos pintados por Kahlo. Foi feito na época em que Rivera estava tendo um caso com a atriz mexicana María Félix, amiga de Kahlo, segundo a casa de leilões Sotheby’s.

A obra também é a segunda mais cara de uma artista feminina, depois de “Jimson Weed / White Flower No. 1”, da pintora americana Georgia O’Keeffe, que arrecadou mais de US$ 44,4 milhões (R$ 239 milhões) em 2014.

A última vez que “Diego y yo” tinha ido a leilão, em 1990, foi vendida por cerca de US$ 1,4 milhão (R$  7,5 milhões), resultado histórico que fez de Kahlo a primeira artista latino-americana a vender uma obra por sete dígitos em um leilão, de acordo com a Sotheby’s.

“Dos desnudos en el bosque”

FridaKahlo.org
FridaKahlo.org

“Dos desnudos en el bosque”, de 1939

“Diego y yo” marcou um novo recorde da artista. O preço final foi quatro vezes maior que o do quadro “Dos desnudos en el bosque (La tierra misma)”, vendido por quase US$ 8 milhões (R$ 43,1 milhões) em 2016, até então o valor mais alto já pago por uma obra de Kahlo.

“Retrato de una mujer de blanco”

A obra “Retrato de una mujer de blanco”, de Frida Kahlo

A obra “Retrato de una mujer de blanco” foi criada por volta de 1929. O óleo sobre tela foi leiloado na Christie’s de Nova York em novembro de 2019. O valor inicial de US$ 2,4 milhões (R$ 12,9 milhões) foi mais do que dobrado e a pintura foi arrematada por US$ 5,8 milhões (R$ 31,2 milhões)

A obra foi feita na época do casamento da artista com Rivera, e Frida deu o retrato de presente para Lola Álvarez Bravo, uma renomada fotógrafa que desempenhou um papel importante no renascimento mexicano pós-revolução.

Mantida em coleções particulares, mais recentemente no acervo da Dra. Helga Prignitz-Poda, a obra havia sido emprestada à Universidade de Stanford. 

“Cesta con flores”

“Cesta con flores” é uma pintura de 1941 feita em cobre e de formato circular

Um mundo completamente diferente da artista, que sinaliza seu renascimento, aparece em “Cesta con flores”, de 1941, uma pintura em cobre de formato circular. 

Da coleção dos filantropos James e Marilynn Alsdorf, a obra foi vendida por US$ 3,13 milhões (R$ 16,8 milhões) também na Christie’s. Antes disso, foi comprada pela atriz norte-americana Paulette Goddard, uma amiga de Frida e de Diego Rivera, e esteve em mãos privadas e emprestada apenas para exposições limitadas até então. 

A pintura revela a apreciação da artista pela natureza durante um período alegre em sua vida, muitas vezes tumultuada, quando ela e Rivera se casaram novamente após um breve divórcio. 

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