4 dicas para evitar fraudes em operações via PIX

Especialistas explicam como garantir a segurança ao utilizar o novo sistema de pagamentos instantâneo.

Gabriela Del Carmen
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krisanapong detraphiphat/GettyImages
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Com a proposta de ser um meio de pagamento mais seguro, rápido e competitivo, a principal característica da modalidade é que ela é instantânea

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O PIX, sistema de pagamento instantâneo desenvolvido pelo Banco Central, começou a funcionar no dia 16 de novembro e já caiu no gosto dos brasileiros. Com a proposta de ser um meio de pagamento mais seguro, rápido e competitivo, a principal característica da modalidade é que ela é instantânea. Ao contrário do TED e DOC, que podem demorar horas ou até dias para serem concluídos, com o PIX pessoas físicas e jurídicas conseguem realizar e receber transferências e pagamentos em até dez segundos, 24 horas por dia, em todos os dias do ano, incluindo finais de semana e feriados.

Desde o início das operações no Brasil, já foram cadastradas mais de 159 milhões de chaves de acesso da ferramenta, segundo o BC. Em janeiro deste ano, foram mais de 200 milhões de transações feitas, sendo a maior parte na região Sudeste. Entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, o banco digital BS2 informou que a quantidade média de suas operações diárias com o PIX havia registrado um crescimento de 27%, considerando pagamentos e recebimentos. Segundo pesquisa realizada pelo próprio banco, o valor médio das operações com a nova modalidade recebidos nesses três primeiros meses foi de R$ 852,69 e, de enviados, R$ 709,47

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“Vemos um aumento exponencial na utilização do PIX como meio de pagamento desde seu lançamento e acreditamos que esse crescimento se manterá nos próximos meses. Cada vez mais as pessoas estão vendo que é uma ferramenta prática e segura, de fácil utilização, e a tendência é que ela ganhe ainda mais espaço”, afirma Gilberto Gomes, responsável técnico pelo PIX no banco.

O alto volume, no entanto, já vem despertando preocupações com relação à privacidade dos dados e segurança do sistema. O Banco Central diz que a segurança foi um fator importante desde o início do desenvolvimento do sistema. As transações e os dados dos usuários são protegidos por criptografia e autenticação, medidas usadas para evitar fraudes e prejuízos financeiros. “A estrutura da rede é muito sofisticada. Tudo que passa é criptografado”, garante Alexandre Pinto, diretor de inovação e novos negócios da Matera, empresa de desenvolvimento de tecnologia para o mercado financeiro, fintechs e gestão de riscos. O desafio está no elo mais frágil da cadeia: o consumidor. “Às vezes, por falta de atenção, o usuário acaba caindo em uma fraude de engenharia social ao clicar em um link malicioso ou baixar um vírus. Normalmente, é aí que temos os problemas”, completa.

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Veja, na galeria a seguir, dicas de como usar o pagamento instantâneo e não cair em golpes:

  • Evite cadastrar todas as chaves na mesma conta: a chave do PIX é a forma de identificar a sua conta na modalidade de pagamento. Ela representa o endereço da conta de cada usuário e é a informação que usamos para fazer transferências. Em vez de informar o banco, número da agência ou da conta, o PIX aceita chaves por CPF ou CNPJ, e-mail, número de telefone celular ou uma chave aleatória. Para enviar um PIX, basta informar uma das chaves do recebedor.

    Não é obrigatório registrar uma chave, mas é recomendado para garantir maior proteção e melhor experiência com o sistema. Evite cadastrar na mesma conta todas as suas chaves, já que, em caso de invasão, o hacker terá acesso a todas elas. O cadastramento de chaves é feito pelo internet banking ou pelo aplicativo do banco. “É algo simples. Hoje, as instituições financeiras que estão conectadas ao PIX oferecem essa funcionalidade. É algo fácil, rápido, que serve para melhorar a segurança de cada conta”, afirma Alexandre Pinto.

    Knk Phl Prasan Kha Phibuly / EyeEm / GettyImages
  • Fique atento aos limites das transações: para reduzir o número de fraudes, o Banco Central definiu que as transações pelo PIX terão um teto que varia de acordo com a titularidade, horário e o dia da semana da transação. “Discutimos muito com o BC. Em todos os lugares do mundo há limitação e, a princípio, não teria aqui. Sempre que se começa um sistema de pagamentos instantâneo, há o risco de fraude. Não ter uma limitação era uma preocupação grande”, afirma Carlos Eduardo Peyser, diretor de estratégias PME e open banking do Itaú.

    Até o dia 28 de fevereiro, os valores não podem ser inferiores a 50% do limite disponibilizado para a TED – que varia de instituição para instituição – ou a 100% do limite de compras pelo cartão de débito. A partir de 1º de março, o limite mínimo para transferências pelo PIX será o mesmo valor total disponibilizado para a TED ou compras com o cartão de débito. O BC ressaltou, ainda, que os agentes financeiros poderão adicionar parâmetros aos limites de transações se o objetivo for mitigar os riscos de fraudes.

    Westend61/GettyImages
  • Confirme as informações antes de concluir a operação: em todos os métodos de pagamento, seja boleto, TED ou PIX, sempre há uma etapa para validar os dados da conta recebedora do dinheiro. Nesse sentido, é fundamental confirmar se as informações para a conta destino estão corretas, tanto na hora do pagamento quanto na transferência. Caso apareça algo diferente, seja um nome, instituição ou dados pessoais, a transação deve ser interrompida.

    “É algo super importante, seja em uma transferência entre pessoas, seja um pagamento QR Code ou uma cobrança”, afirma Alexandre Pinto. “A característica da rede PIX é que, uma vez que o dinheiro saiu, ele não volta. A pessoa que recebeu não tem que devolver. Por isso essa validação é tão importante para minimizar os riscos de problemas, principalmente para pessoa física”, completa.

    krisanapong detraphiphat/GettyImages
  • Desconfie: essa é uma das técnicas mais comuns para promover fraudes e roubo de dados. A engenharia social é uma manipulação psicológica para conseguir acesso a informações confidenciais por meio de habilidades de persuasão. No caso de crimes cibernéticos, ela acontece por meio de interações humanas, principalmente por e-mails ou telefonemas de pessoas que se apresentam como uma organização respeitada.

    “Uma conta falsa pode ser usada para lavagem de dinheiro, fraude, roubo e outras atividades ilícitas, causando um transtorno enorme”, diz Alexandre Pinto. É preciso estar atento às ligações. Em muitos casos, as vítimas pensam que estão falando com os próprios bancos ou outras instituições de confiança, e acabam compartilhando suas senhas, CPFs e outras informações pessoais.

    Knk Phl Prasan Kha Phibuly / EyeEm / GettyImages

Evite cadastrar todas as chaves na mesma conta: a chave do PIX é a forma de identificar a sua conta na modalidade de pagamento. Ela representa o endereço da conta de cada usuário e é a informação que usamos para fazer transferências. Em vez de informar o banco, número da agência ou da conta, o PIX aceita chaves por CPF ou CNPJ, e-mail, número de telefone celular ou uma chave aleatória. Para enviar um PIX, basta informar uma das chaves do recebedor.

Não é obrigatório registrar uma chave, mas é recomendado para garantir maior proteção e melhor experiência com o sistema. Evite cadastrar na mesma conta todas as suas chaves, já que, em caso de invasão, o hacker terá acesso a todas elas. O cadastramento de chaves é feito pelo internet banking ou pelo aplicativo do banco. “É algo simples. Hoje, as instituições financeiras que estão conectadas ao PIX oferecem essa funcionalidade. É algo fácil, rápido, que serve para melhorar a segurança de cada conta”, afirma Alexandre Pinto.

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