Mercado Livre e Pachama anunciam programa de proteção ambiental de US$ 8 milhões

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Mercado Livre pretende investir US$ 8 milhões para regenerar o bioma da Mata Atlântica no Brasil

O Mercado Livre, plataforma de comércio eletrônico, anunciou hoje (9) o lançamento do Regenera América, sua iniciativa corporativa de sustentabilidade. A companhia pretende investir US$ 8 milhões em dois projetos de restauração de biomas na América Latina e contará com o apoio tecnológico da startup de mapeamento de biomas e proteção ambiental Pachama.

De acordo com o CFO do Mercado Livre, Pedro Arnt, o valor do investimento é proporcional à pegada de carbono da empresa no ano de 2020. “Estamos investindo (…) para apoiar diretamente projetos de conservação e regeneração, que são cientificamente eficazes no combate às mudanças do clima”, afirma. “Queremos contribuir com o desenvolvimento deste mercado, além de ajudar a preservar serviços ecossistêmicos vitais para as pessoas e as empresas, como a água que abastece milhões na região em que operamos.”

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“Estamos investindo um valor proporcional à pegada de carbono da empresa, referente ao ano de 2020, para apoiar diretamente projetos de conservação e regeneração, que são cientificamente eficazes no combate às mudanças do clima e irão gerar novos créditos de carbono. Queremos contribuir com o desenvolvimento deste mercado, além de ajudar a preservar serviços ecossistêmicos vitais para as pessoas e as empresas, como a água que abastece milhões na região em que operamos”, afirma Pedro Arnt, CFO do Mercado Livre.

As instituições que terão seus projetos de proteção ao meio ambiente apoiados pela iniciativa do Mercado Livre são a ONG internacional The Nature Conservancy (TNC) e a ONG brasileira Instituto de Pesquisas Ecológicas (IPÊ). Com o apoio financeiro, a perspectiva é de que ambas tenham os insumos necessários para continuar atuando na defesa do bioma da Mata Atlântica no Brasil.

Para que seja possível rastrear o progresso da iniciativa, a parceria tecnológica com a startup Pachama será essencial. A empresa conta com uma infraestrutura capaz de combinar imagens de satélite, dados de LiDAR e inteligência artificial para monitorar florestas e ecossistemas, além de conectar empresas dispostas a diminuir sua pegada de carbono com 21 programas ambientais em nove países.

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O CEO da Pachama, Diego Saez-Gil, em entrevista à Forbes, conta que as tecnologias da startup são capazes de medir, em tempo real, a redução da emissão de dióxido de carbono nas florestas. “Conseguimos, com muita precisão, determinar quanto carbono está concentrado em cada hectare de mata”, afirma. “Usamos essa informação para validar o impacto dos esforços de reflorestamento e conservação ambiental, e é isso que faremos com o TNC e o IPÊ.”

O Regenera América e a utilização da tecnologia da Pachama, segundo Saez-Gil, criarão um novo padrão de inovação para o acompanhamento de projetos de proteção ambiental. “Grandes corporações, assim como governos, estão buscando reduzir sua pegada de carbono, removendo CO2 da atmosfera e entrando em linha com o Acordo de Paris”, afirma. Para ele, a tecnologia será um ponto-chave na criação de um novo panorama ambiental, já que esses recursos podem ser replicados e escalados globalmente.

A ação começará com a proteção e o monitoramento do bioma de Mata Atlântica no Brasil. De acordo com Saez-Gil, caso bem-sucedida essa primeira etapa do programa, há pretensão de ajudar na preservação de outros ecossistemas da América Latina, como, por exemplo, a Amazônia, a Patagônia e os Andes.

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