Claranet compra Mandic, dobra equipe e quintuplica número de clientes

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O CEO da Claranet Technology, Edivaldo Rocha

A Claranet Technology, subsidiária brasileira do grupo britânico de nome homônimo, dobrará sua equipe de tamanho e trará mais 4.000 clientes corporativos para dentro de casa a partir deste mês. A companhia, que oferece soluções de nuvem híbrida, cibersegurança e desenvolvimento de plataformas, adquiriu a Mandic, empresa especializada em soluções de infraestrutura tecnológica e computação em nuvem, fundada por Aleksandar Mandić em 1990 . O valor da operação não foi divulgado.

Com 30 anos de mercado, a Mandic chamou a atenção da Claranet não apenas por sua ampla carteira de clientes e equipe de 220 funcionários, mas também por suas mais de 200 certificações de processos e competências em tecnologias de nuvem e parcerias estratégicas com grandes players do mercado de infraestrutura, como, por exemplo, Amazon Web Service (AWS), Microsoft (Azure) e VMware (CloudHealth).

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O CEO da Claranet Technology, Edivaldo Rocha, diz que a admiração pelo trabalho da Mandic vem de longa data, desde 2018, quando ele ainda era executivo da CorpFlex, empresa que acabou sendo adquirida pelo grupo britânico no ano passado. “Eles são muito fortes na oferta de soluções de tecnologia para digitalização de empresas e desenvolvimento de plataformas”, afirma. “Essa aquisição é o casamento perfeito entre as duas empresas.”

A integração das equipes da Mandic e da Claranet Technology deve durar entre três a quatro meses, conforme estimativas de Rocha. Como resultado desse processo, a subsidiária brasileira ficará com mais de 450 colaboradores e 5.000 clientes corporativos. Embraer, Natura, Banco Inter, Bradesco, Samsung, Sky, Burger King, DuPont, iFood, Visa, Ipiranga, Unimed e Alelo são algumas das corporações que pertencem à carteira de clientes resultante da aquisição.

O CEO da Mandic, Maurício Cascão, avalia que a experiência da Claranet no mercado de computação em nuvem foi determinante para as negociações. “É o grupo certo para criar um futuro de crescimento por meio da tecnologia, colaboradores e clientes da Mandic”, afirma. “As empresas são complementares e estamos muito confiantes [no futuro após a aquisição].”

TAL MÃE, TAL FILHA

Assim como o grupo Claranet, a empresa-mãe sediada no Reino Unido, que conta com 10 mil clientes corporativos em dez países e uma receita anual estimada de US$ 550 milhões, a subsidiária brasileira também tem tido bons resultados financeiros, apesar do pouco tempo de operação no Brasil.

Desde 2017 em terras brasileiras, a empresa bateu a receita de R$ 250 milhões em 2020, resultado três vezes maior do que nos 18 meses anteriores. Além disso, a margem Ebitda, que mede a eficiência da empresa ao relacionar o lucro antes de juros, impostos e amortizações com a receita líquida, chegou ao patamar dos 30%.

O bom momento está relacionado à crescente transformação digital das empresas brasileiras provocada pela pandemia de Covid-19, que impactaram as ofertas da companhia. ““[Por conta dos desafios para as empresas], nós detectamos um aumento na aquisição das soluções que oferecemos, como aquelas para acessar plataformas de ERP [para gestão], CRM [para relacionamento com o cliente] e finanças, além de aplicações de dados, nuvem e cibersegurança.”

Em outra semelhança com sua empresa-mãe, a Claranet Technology tem olhado mais para M&As como forma de crescimento nos mercados em que atua. Enquanto o grupo global foi às compras mais de 27 vezes nos últimos nove anos, a filial brasileira, em quase quatro anos, já fez três aquisições, incluindo a compra recém-anunciada. Em 2017 e 2020, a Claranet comprou duas empresas especializadas no mercado de tecnologia: a CredibiliT e a CorpFlex, respectivamente.

Se depender do apetite de Rocha, mais aquisições estão por vir, já que a companhia tem US$ 100 milhões em caixa dedicados apenas para a compra de outras empresas. “Queremos fazer aquisições aqui para acelerar o negócio, assim como foi feito na Europa”, diz Rocha. “Nós temos 15 empresas no nosso radar, e elas não são apenas de cibersegurança e computação em nuvem”, adianta. Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e plataformas são outras áreas de atuação que interessam à diretoria da companhia.

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