Tudo que você precisa saber sobre o 5G

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O 5G elevará a rede móvel a outro patamar: uma solução para interconectar e controlar máquinas, objetos e dispositivos

A nova geração da internet móvel nunca esteve tão próxima – e, ao mesmo tempo, tão longe – dos brasileiros. Desenvolvida como uma evolução da conexão 4G atual, a tecnologia 5G promete uma série de revoluções que contribuirão para uma implementação efetiva da Indústria 4.0, com mais velocidade para baixar e enviar arquivos, estabilidade na conexão e possibilidade de conectar muitos objetos simultaneamente – como carros, TVs, computadores, câmeras de segurança e celulares – à internet. 

“Se as gerações anteriores foram utilizadas para conectar majoritariamente pessoas, o 5G elevará a rede móvel a outro patamar: uma solução para interconectar e controlar máquinas, objetos e dispositivos. Além de prover uma altíssima velocidade de transmissão de dados, alcançando múltiplos GigaBPS, a tecnologia também foi concebida para uma conexão com baixíssima latência e alta confiabilidade”, explica Hélio Oyama, diretor de product management na Qualcomm LATAM – empresa especializada na fabricação de chipsets e soluções tecnológicas para comunicação móvel.

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Essas características fazem do 5G uma tecnologia elegível a ser usada em uma multiplicidade de casos e segmentos de mercado, como telemedicina, agricultura, energia, varejo e transporte, entre outros. Segundo Oyama, a nova geração da internet não apenas aprimora os serviços de banda larga móvel de hoje, mas também expande as redes móveis para suportar uma vasta diversidade de dispositivos e serviços, e conectar novos setores com melhor desempenho, eficiência e custo.

A Coreia do Sul foi a primeira a oferecer a tecnologia, quando antecipou – em 2019 – o lançamento da rede 5G. Desde então, países como os Estados Unidos, Austrália, Alemanha, China e Japão avançam rapidamente no mercado mundial de telecomunicações, com o objetivo de acelerar a implantação da tecnologia para os cidadãos e aproveitar ao máximo todas as soluções oferecidas pela nova rede. Por esse motivo, a expectativa é que, nos próximos anos, a disponibilidade do 5G para os usuários aumente de forma rápida e exponencial.

De acordo com a 5G Americas, associação do setor sem fio e voz da 5G e LTE nas Américas, o número de assinantes e redes comerciais 5G já em operação está chegando a sua massa crítica, indicando a rápida adoção da tecnologia nos próximos anos. Para Chris Pearson, presidente da organização, a rede ainda está no início de atingir todo o seu potencial, e o setor está apenas no começo de uma longa jornada. “Passamos de 15,4 milhões para 401 milhões de assinantes no segundo ano completo de acesso à tecnologia 5G. O nível de adoção deve acelerar ainda mais nos próximos anos.” A Omdia, especializada em cobertura global de telecomunicações, mídia e tecnologia, está projetando 3,4 bilhões de conexões 5G no mundo todo até o final de 2025.

Veja, na galeria a seguir, 10 respostas às principais dúvidas em relação à tecnologia:

  • Como o 5G se difere do 4G?

    Hélio Oyama destaca que a nova geração da internet é uma plataforma unificada que tem mais capacidade do que a tecnologia anterior. “O 5G não apenas elevará as experiências de banda larga móvel, mas também suportará novos serviços, como comunicações de missão crítica e IoT. O serviço oferecerá suporte nativo a todos os tipos de espectro (licenciado, compartilhado, não licenciado) e bandas (baixa, média, alta), uma ampla variedade de modelos de implantação (de macro células tradicionais a hotspots), bem como novas formas de interconexão”, explica. O especialista aponta, ainda, que o 5G oferecerá suporte a um aumento de 100 vezes na capacidade de tráfego e eficiência da rede.

    Outra novidade é que o 5G possui uma melhor eficiência espectral se comparado ao 4G, o que faz com que a evolução da tecnologia seja capaz de transmitir mais bits por unidade de frequência, o que pode ser traduzido em maior velocidade de transmissão de dados. Além disso, o 5G possui 10 vezes menos latência de ponta a ponta para fornecer acesso instantâneo e em tempo real do que seu antecessor, podendo chegar a até 1 milissegundo.

    “O 5G foi projetado para fornecer picos de taxas de dados de até 20 gigabits por segundo e taxas de dados médias de mais de 100 megabits por segundo. Com base nos resultados do Ookla Speedtest – serviço online que testa a largura de banda da conexão com a internet para locais no mundo inteiro -, o 5G sub-6 GHz fornece cinco vezes mais velocidade do que a geração anterior”, completa.

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  • Como será a vida com o 5G?

    Ao redefinir uma ampla gama de setores, do varejo à educação, transporte e entretenimento, o 5G é visto pelo especialista como uma tecnologia tão transformadora para a humanidade quanto o automóvel e a eletricidade. “[A rede] vai possibilitar que a computação em nuvem se expanda, com os dados sendo processados diretamente na fonte, algo fundamental na transição para o mundo totalmente digitalizado. Subir e baixar arquivos com um dispositivo móvel será muito mais rápido e, muitas vezes, o usuário nem vai perceber que o conteúdo está na nuvem.”

    A evolução da tecnologia contribuirá para que as chamadas de vídeo rodem com mais fluidez, devido a maior velocidade da banda larga, menor latência e maior capacidade de rede. A transmissão de vídeos e jogos multiplayers também será impulsionada a um nível superior de conectividade. No entretenimento, shows, eventos esportivos, treinamentos online e histórias nas redes sociais poderão incorporar recursos de realidade virtual e realidade aumentada para proporcionar experiências imersivas, com uma série de aplicações com muito mais qualidade do que as do 4G.

    “As cidades do futuro serão conectadas e inteligentes. O 5G é a base necessária para que serviços e infraestrutura possam trocar dados em tempo real com dispositivos e veículos”, explica Oyama. Além das cidades inteligentes e sustentáveis, que fazem uso da tecnologia para desenvolver seus sistemas e melhorar a qualidade de vida, o 5G também será essencial para a introdução da C-V2X, uma solução que servirá como base para os veículos se comunicarem entre si e com tudo o que os rodeia, como estradas e semáforos. “Será uma verdadeira revolução na mobilidade urbana, reduzindo significativamente o número de acidentes.”

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  • Meu celular será compatível?

    O especialista afirma que não. Os smartphones atuais 4G terão que ser substituídos pelos novos que suportam a evolução da rede. “À medida que a tecnologia vem avançando no que diz respeito à implementação, os OEMs (Fabricantes do Equipamento Original) estão lançando cada vez mais celulares com conectividade 5G.”

    O iPhone 12, da Apple, é a primeira linha da marca com capacidade para o 5G, e chega ao Brasil por valores ao redor de R$ 7 mil. Na Samsung, o modelo já comercializado é o Galaxy S21 (R$ 5.300). “A Qualcomm está trabalhando nesta expansão, de modo a disponibilizar para o mercado plataformas móveis para celulares de entrada. A ideia é que diversos tipos de consumidores possam ter acesso a smartphones 5G”, diz Oyama.

    Com o tempo, a tendência é que todos os modelos incorporem a compatibilidade ao 5G.

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  • Vai ser mais caro?

    Como qualquer tecnologia inovadora, espera-se que, inicialmente, os dispositivos habilitados para a nova tecnologia sejam mais caros. No entanto, Oyama acredita que a curva de redução de preço do 5G seja mais rápida do que ocorreu com seu antecessor.

    “[Temos um] ecossistema de fabricantes muito maior do que na tecnologia anterior. Além dos tradicionais, temos agora vários fabricantes asiáticos que se posicionam com uma alta especificação e preços competitivos”, explica. Na Qualcomm, por exemplo, onde a estratégia é massificar e democratizar o 5G, o planejamento é que, ainda em 2021, os chipsets da série Snapdragon 400 – linha de processadores voltada para dispositivos de baixo custo – já sejam compatíveis com a nova tecnologia.

    Até o momento, a rede de quinta geração estava disponível apenas em handsets das faixas intermediária e alta com as seguintes plataformas móveis: 865 Plus, 865 e 855; 768G, 765 e 765G; e 690. Motorola, Oppo e Xiaomi devem ser os primeiros fabricantes a lançar celulares básicos com a linha Snapdragon 4. A expectativa da fabricante de chips é que mais de 750 milhões de smartphones 5G sejam vendidos em 2022, número que deve ultrapassar 1 bilhão no ano seguinte.

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  • Como está atualmente o 5G no mundo?

    Em 2019, a Coreia do Sul antecipou o lançamento da rede 5G e tornou-se o primeiro país a oferecer a tecnologia. No dia do lançamento, Ryu Young-sang, vice-presidente executivo da operadora móvel SK Telecom, disse ser “significativo que as empresas de telecomunicações sul-coreanas estejam fornecendo serviços e redes e atendendo aos altos padrões de velocidade e qualidade de imagem dos clientes do país”. Em outubro de 2020, o país registrou 9,98 milhões de usuários de smartphones 5G, segundo o ministério de Ciência e Tecnologia da região.

    Segundo o relatório “The State of 5G”, da VIAVI Solutions, temos hoje 1336 cidades em todo o mundo com a rede 5G, um crescimento de 350% no último ano.

    O estudo indica que a nova rede de dados está disponível em 341 cidades na China, 279 nos Estados Unidos e 85 na Coreia do Sul. Em uma perspectiva regional, a Ásia assume a liderança, com 528 cidades. O bloco EMEA (Europa, Oriente Médio e África) está em segundo lugar, com 459, seguido das Américas (349).

    Atualmente, os Estados Unidos e a China disputam o mercado de telecomunicações e buscam hegemonia para levar a infraestrutura e a implementação da tecnologia 5G para outros países do mundo.

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  • Como o Brasil está posicionado em relação à tecnologia?

    Lançada por aqui em julho de 2020 pela Claro e, posteriormente, pela Vivo e TIM, a rede já está disponível pela tecnologia DSS (Compartilhamento Dinâmico de Espectro), que funciona como uma transição entre a quarta e a quinta geração da rede e permite a operação simultânea do 5G e 4G nas mesmas frequências de espectro atuais.

    No entanto, em relação às novas frequências do 5G, o Brasil ainda está em fase de organização do leilão da rede, e pode se tornar um dos países mais atrasados a adotar a tecnologia. Inicialmente, ele aconteceria em 2020, mas por conta da pandemia de Covid-19 a venda das faixas teve que ser adiada. Em fevereiro de 2021, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) estabeleceu as regras que vão impulsionar o lançamento da tecnologia no país. O edital prevê que o vencedor do leilão – previsto para o primeiro semestre de 2021 – terá que garantir o 5G em grandes cidades a partir de 31 de julho de 2022.

    O próximo passo é calcular o valor dos lances para cada bloco de frequências que será leiloado, para que o TCU (Tribunal de Contas da União) examine as informações. A instituição tem 150 dias para fazer esta análise, mas para que o leilão aconteça ainda no primeiro semestre de 2021 o processo teria de ser concluído em 50 dias.

    Nesse contexto, a empresa de tecnologia Ericsson inaugurou, em março deste ano, a primeira linha da América Latina dedicada exclusivamente à produção da tecnologia 5G em sua fábrica de São José dos Campos, no interior de São Paulo. Graças à companhia, o Brasil será o primeiro país do hemisfério sul a produzir a tecnologia 5G, atendendo à demanda local e aos demais países da região.

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  • A guerra comercial entre os EUA e a China pode afetar o Brasil?

    Os planos de expansão do 5G no Brasil também são influenciados pela guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Durante o governo de Donald Trump, o ex-presidente norte-americano anunciou uma série de restrições à Huawei – fabricante de dispositivos e equipamentos para redes e telecomunicações e atual líder global na tecnologia 5G – que bloquearam parcial ou totalmente a adesão do 5G por meio de empresas chinesas, na justificativa de que tecnologia seria capaz de armazenar dados particulares, permitindo que o governo chinês espionasse os usuários de outros países. A China nega as acusações e argumenta que o único interesse dos EUA é minar o crescimento tecnológico chinês.

    Nesse contexto, os norte-americanos querem que o Brasil exclua a Huawei de sua rede 5G, assim como outros países do mundo – como Reino Unido, Austrália e Japão – já fizeram. Em 2020, o presidente Jair Bolsonaro afirmou ser contra o uso das tecnologias da Huawei sob o mesmo discurso ideológico: de que a infraestrutura será usada para monitorar governos e usuários. Ambos os lados da disputa ameaçam o Brasil de sanções de acordo com o posicionamento final.

    No edital estabelecido em fevereiro deste ano, a Anatel determinou que a gigante chinesa não seja excluída do leilão. As empresas brasileiras de telecomunicações argumentaram que excluí-la custaria bilhões de dólares para o país, já que seria necessário substituir o equipamento da empresa, que fornece 50% das atuais redes 3G e 4G. No mês seguinte, Fábio Faria, ministro das Comunicações, disse que a multinacional não poderá atuar na rede privada de comunicação do governo. A construção de uma rede privativa estatal é uma das obrigações previstas no leilão do 5G.

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  • Quais são os principais desafios da implantação?

    Segundo o estudo “Encorajando os Investimentos no 5G”, da prestadora de serviços KPMG revelado com exclusividade à Forbes, uma das principais barreiras para a implantação das redes 5G é a remoção dos entraves administrativos, uma vez que a nova tecnologia exigirá uma coordenação com várias autoridades locais e regionais para instalar a infraestrutura necessária.

    Segundo o relatório, o apoio do governo é fundamental para acelerar a presença da rede. O documento conclui que “o 5G tem potencial para impulsionar o crescimento econômico em vários setores e vários governos forneceram financiamento para pesquisa e desenvolvimento para os casos de uso provenientes da utilização da tecnologia”. O levantamento da KPMG considerou as implantações e os planos do 5G nas principais regiões do mundo (Coreia do Sul, EUA, Japão, China e Europa).

    A pesquisa indicou também que a implantação das redes 5G será, provavelmente, um exercício dispendioso, devido aos requisitos de infraestrutura e ao desejo de obter uma cobertura mais ampla. Por isso, a companhia considera fundamental que os formuladores de políticas e as operadoras de telefonia móvel tenham alternativas para conseguir sustentar as necessidades da implantação das redes em seus respectivos países.

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  • Quais os impactos do atraso do leilão?

    Para Adilson Magalhães, chief customer officer da Claranet, multinacional de tecnologia com foco em serviços gerenciados de cloud computing e big data, o atraso da tecnologia 5G no Brasil pode impedir novos investimentos em diferentes setores, impactando o resultado econômico do país. “Não estamos falando apenas de dispositivos que temos em casa. As transportadoras poderão ser mais eficientes em sua logística e segurança, assim como os hospitais serão capazes de integrar seus equipamentos até atingir uma performance nunca vista antes no monitoramento dos pacientes, possibilitando até mesmo cirurgias remotas”, afirma o especialista.

    Segundo o estudo “Restricting Competition in 5G Network”, feito pela Oxford Economics a pedido da Huawei em dezembro de 2019, um atraso na implantação da nova rede resultaria em inovação tecnológica mais lenta e menor crescimento econômico. Em um cenário de médio impacto, isso causaria reduções do PIB nacional até 2035 que variam de US$ 2,8 bilhões na Austrália a US$ 21,9 bilhões nos Estados Unidos. Nos oito países analisados, a pesquisa indica que o PIB per capita seria, em média, US$ 100 menor por pessoa até 2035, em comparação com um cenário sem restrição na provisão de infraestrutura 5G.

    O relatório aponta, ainda, que limitar a participação a um único fornecedor-chave de infraestrutura 5G na construção da rede de um país pode aumentar de 8% a 29% os custos totais de investimento da nação na próxima década. “Nos Estados Unidos, isso se traduz em um aumento médio nos custos de quase US$ 1 bilhão por ano na próxima década.” A pesquisa avaliou o custo econômico da restrição da concorrência em oito mercados: Austrália, Canadá, França, Alemanha, Índia, Japão, Reino Unido e Estados Unidos.

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  • Quanto custa a infraestrutura de 5G?

    Adilson Magalhães, da Claranet, explica que ainda não é possível calcular os custos de implantação da tecnologia 5G no Brasil, pois os valores essenciais – como o das frequências que serão licitadas para a prestação do serviço – ainda não foram estabelecidos.

    “A variação de faixas de frequência e as regras estabelecidas para o leilão permitirão a participação dos maiores fornecedores de infraestrutura 5G do mundo, inclusive chineses. A expectativa do mercado é que seja o maior leilão já realizado no mundo”, pontua.

    Em fevereiro deste ano, a Anatel estimou que o custo das faixas de frequência do leilão do 5G deve ser entre R$ 33 bilhões e R$ 35 bilhões. Segundo o presidente da agência, Leonardo Euler de Morais, a maior parte desta quantia será destinada às obrigações de investimentos, como a instalação de fibra ótica e a migração do sinal de parabólicas para evitar interferência.

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Como o 5G se difere do 4G?

Hélio Oyama destaca que a nova geração da internet é uma plataforma unificada que tem mais capacidade do que a tecnologia anterior. “O 5G não apenas elevará as experiências de banda larga móvel, mas também suportará novos serviços, como comunicações de missão crítica e IoT. O serviço oferecerá suporte nativo a todos os tipos de espectro (licenciado, compartilhado, não licenciado) e bandas (baixa, média, alta), uma ampla variedade de modelos de implantação (de macro células tradicionais a hotspots), bem como novas formas de interconexão”, explica. O especialista aponta, ainda, que o 5G oferecerá suporte a um aumento de 100 vezes na capacidade de tráfego e eficiência da rede.

Outra novidade é que o 5G possui uma melhor eficiência espectral se comparado ao 4G, o que faz com que a evolução da tecnologia seja capaz de transmitir mais bits por unidade de frequência, o que pode ser traduzido em maior velocidade de transmissão de dados. Além disso, o 5G possui 10 vezes menos latência de ponta a ponta para fornecer acesso instantâneo e em tempo real do que seu antecessor, podendo chegar a até 1 milissegundo.

“O 5G foi projetado para fornecer picos de taxas de dados de até 20 gigabits por segundo e taxas de dados médias de mais de 100 megabits por segundo. Com base nos resultados do Ookla Speedtest – serviço online que testa a largura de banda da conexão com a internet para locais no mundo inteiro -, o 5G sub-6 GHz fornece cinco vezes mais velocidade do que a geração anterior”, completa.

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