Conheça Carolina Pascowitch, contratada da Astella Investimentos para conectar startups brasileiras a fundos estrangeiros

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A executiva Carolina Pascowitch, nova contratada da Astella Investimentos

O próximo plano da gestora brasileira de fundos de investimento em venture capital Astella está traçado: conectar investidores estrangeiros ao ecossistema de inovação local. Para estabelecer uma relação mais próxima entre esses dois lados, a instituição antecipou, com exclusividade à Forbes, a contratação de Carolina Pascowitch, ex-Ebanx, Endeavor e Mastercard. A executiva ficará em Miami, nos Estados Unidos, com o objetivo de desenvolver negócios e parcerias, além de apresentar o portfólio de startups da organização para o mercado internacional.

Formada em administração de negócios pela Boston University, Carolina tem experiência na chamada “atuação cross border”, desenvolvendo negócios por meio de conexões entre dois países. Entre 2014 e 2015, quando atuava no unicórnio de soluções de pagamento Ebanx, a executiva trabalhou na construção de parcerias entre a startup e empresas do Vale do Silício, na Califórnia (EUA), para acelerar a expansão da fintech em territórios internacionais. Com sua própria consultoria, a ConnectBR, também apresentou o mercado brasileiro a empreendedores norte-americanos que desejavam levar seus negócios ao país.

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Em entrevista à Forbes, Carolina diz se sentir honrada e preparada para a missão de representar a Astella Investimentos no exterior. “Durante minha trajetória profissional, eu sempre trabalhei muito com essa ideia de mostrar o Brasil para o mundo e derrubar um pouco as fronteiras nesse universo da tecnologia”, afirma. “Será uma mistura de trabalho de ‘formiguinha’, para cultivar relacionamentos, com uma visão sistêmica do ecossistema e como desenvolvê-lo a partir do exterior.”

Sobre os parâmetros que serão utilizados para conectar investidores estrangeiros às startups do portfólio da Astella, a executiva diz que será sempre um trabalho realizado em conjunto. “Temos de desenhar as rodadas [de captação de recursos] com os fundadores para identificar as preferências deles e com quem eles gostariam de se conectar”, afirma. “Na outra ponta, temos que aproveitar nossos contatos no Vale do Silício e saber quais são os fundos que já investiram no Brasil.”

Com foco em investimentos na fase seed (semente, em português) e nas primeiras rodadas institucionais, as chamadas séries A, a Astella já levantou recursos para 40 startups brasileiras ao longo de seus 12 anos de atuação. Sallve, Omie e Kenoby são algumas das empresas que receberam aportes. O sócio-fundador da Astella, Edson Rigonatti, diz que o foco em empresas de SaaS (software como serviço, em português), consumo digital e marketplaces continuarão como prioridades para a instituição.

Para Rigonatti, ter uma executiva dedicada a realizar a “ponte aérea” entre Brasil e o exterior ocorre no momento certo de maturidade do ecossistema de inovação do país. “As startups brasileiras e o nosso ambiente de inovação deixaram de ser algo apenas local para se transformar em global, conectado com Estados Unidos, Europa e China”, afirma. “Gympass, VTEX e Wildlife Studios são alguns exemplos de empresas que não têm mais apenas uma ambição nacional, mas internacional.” Por conta desse movimento, ele avalia, é fundamental ter conexões com os fundos estrangeiros que querem investir em companhias brasileiras.

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