Proptech de moradia compartilhada recebe aporte de US$ 10 milhões em rodada série A

Recurso financiará plano da Yuca de expandir seu portfólio de apartamentos e crescer quatro vezes neste ano.

Matheus Riga
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Os fundadores da Yuca (da esquerda para a direita): Rafael Steinbruch, Eduardo Campos e Paulo Bichucher

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A startup de “living as a service” – moradia como serviço, em português – Yuca quer expandir o seu portfólio de ofertas de apartamentos para crescer quatro vezes em 2021 (em comparação com o ano passado). Esse plano será impulsionado pelo fundo de venture capital Monashees, que liderou um aporte de US$ 10 milhões (R$ 56 milhões) na propotech em rodada série A anunciada hoje (22). O investimento também contou com a participação da Terracota Ventures, ONEVC e Tishman Speyer.

Fundada em 2019 pelos empreendedores Eduardo Campos, Paulo Bichucher e Rafael Steinbruch, a Yuca tem foco no conceito de moradia compartilhada, ou coliving – quando há a integração de moradores por meio de espaços de uso comum, como lavanderia, sala de jogos e cafeterias, por exemplo. A companhia oferece um modelo de pagamento único mensal, que contempla IPTU, taxa de condomínio, serviço semanal de limpeza e contas básicas, como água, luz, gás e internet. Hoje, a companhia tem mais de 500 quartos espalhados por São Paulo (SP), em bairros como Pinheiros, Bela Vista, Brooklin e Jardins.

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Com o objetivo de crescimento no radar, a startup vai utilizar os recursos captados em duas frentes: a de contratações e a de expansão do portfólio. Na primeira, a Yuca quer dobrar o seu quadro de colaboradores, saindo dos atuais 100 funcionários para chegar em 200 até junho de 2022. “Vamos apostar em [profissionais de] tecnologia, principalmente em desenvolvimento de software, cientistas de dados e gerenciamento e design de produto”, afirma Campos, que ocupa a posição de CEO da empresa.

A proptech também pretende utilizar os recursos levantados para quadruplicar o inventário sob sua gestão, saltando dos atuais 500 quartos para chegar a 2.000. Para isso, a Yuca deve apostar em novas categorias de apartamentos, como estúdios e imóveis para famílias. “Nós nascemos muito focados no coliving, mas queremos ser uma gestora multiprodutos”, diz Campos. “Isso porque o coliving é incrível apenas para quem é recém-formado ou está em seu primeiro emprego.” Segundo o CEO, é necessário ter ofertas de diferentes tipos de moradias para as diferentes necessidades de cada fase da vida.

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Mas os objetivos não serão apenas financiados pelo aporte anunciado hoje (22). A Yuca também tem pretensão de continuar atuando no mercado financeiro para conseguir recursos de investidores individuais. A empresa lançou, em novembro do ano passado, um fundo imobiliário, que captou R$ 40 milhões, sendo R$ 20 milhões do fundo Verde Asset Management. O dinheiro levantado foi utilizado para a compra de 40 apartamentos, que não só fazem parte dos ativos do fundo imobiliário, como também integram o portfólio da proptech.

Após o aporte, a perspectiva é de que a startup continue adotando a estratégia. “Nós vamos ao mercado de capitais e, normalmente, apresentamos uma lista de imóveis que pretendemos adquirir e que foram pesquisados pelo nosso time de dados. Uma vez captados os recursos, fazemos a gestão dos apartamentos”, afirma Campos. Nesse processo, a compra, reforma, limpeza e manutenção dos imóveis fica por conta da Yuca. “O investimento em tecnologia vai ser justamente para encontrar ativos capazes de gerar bons retornos financeiros. E isso é como achar uma agulha no palheiro.”

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