Empresa argentina de cibersegurança levanta R$ 60 milhões em série B

Com recursos de investidores de venture capital e private equity, VU Security vai financiar sua expansão para o Brasil.

Matheus Riga
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Para o CEO e fundador da VU Security, Sebastian Stranieri, a cibersegurança se tornou mais relevante do que nunca em todo o mundo empresarial

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A VU Security, empresa argentina de tecnologia com foco em proteção de identidade e prevenção de fraudes, chega ao Brasil com operação própria, como parte de um plano de expansão do seu negócio de cibersegurança. Para chegar capitalizada, a companhia levantou R$ 60 milhões em sua rodada série B, que contou com a participação de investidores de venture capital e private equity como Globalant, BID LAB, Agre Partners, NXTP Ventures e Bridge One, além da gigante de telecomunicações Telefônica.

Com 13 anos de operação, a empresa atende mais de 170 clientes – incluindo entidades governamentais da Argentina, Bolívia, Brasil, Equador e México – em mais de 27 países, e já contabilizou mais de 350 milhões de usuários de sua tecnologia de segurança. A solução de combate a fraudes, por exemplo, desenvolve um “perfil digital” do usuário, identificando e registrando comportamentos virtuais recorrentes. Por meio de inteligência artificial, é possível verificar quando há um padrão de ações diferentes do usual e acabar com potenciais riscos de segurança rapidamente.

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No decorrer da última década, a companhia levantou pelo menos US$ 7,5 milhões em rodadas mais baixas de investimento, de acordo com o banco de dados Crunchbase. A última foi no ano passado, quando a Wayra, o hub de inovação aberta da Telefônica, injetou recursos na companhia. O valor do aporte não foi divulgado, mas, à época, a unidade de fomento a novos negócios da gigante de telecomunicações afirmou ter levantado mais de US$ 67 milhões para 21 companhias de seu portfólio, sendo a VU Security parte deste grupo.

A aposta do CEO e fundador da VU Security, Sebastian Stranieri, é de que a tecnologia da companhia que criou, que mistura geolocalização, reconhecimento facial e de voz com análise de comportamento digital por meio de IA, será cada vez mais importante no futuro. “No ano passado [por conta da pandemia de Covid-19], a cibersegurança se tornou mais relevante do que nunca em todo o mundo empresarial”, diz. “Por conta disso, acreditamos que é um bom momento para encorpar a equipe, trazendo mais talentos para dentro e, para isso, precisamos de dinheiro.”

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Hoje com 140 colaboradores, a VU Security pretende chegar até o final de 2023 com 300 funcionários, pouco mais do que o dobro. Parte do foco será no marketing, conta Stranieri, para divulgar a marca da companhia e mostrar os seus serviços para empresas e entidades governamentais. Outro ponto de atenção será na capacitação e recrutamento de parceiros de negócios nos mais de 27 países onde a empresa atua. “Advogados sobram, computadores sobram, mas faltam especialistas em cibersegurança”, diz o CEO. “Teremos uma preocupação grande com treinamento porque é da falta de conhecimento [de empresas e usuários] que o criminoso se aproveita.”

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