Startup lança ferramenta que calcula expectativa de vida com base na profissão

 Geber86/Getty Images
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A companhia desenvolveu uma calculadora online capaz de mapear a incidência de doenças graves e de estimar a expectativa de vida dos brasileiros

Os arquitetos ocupam o primeiro lugar em um ranking que mede a probabilidade de profissionais das mais diversas áreas tirarem a própria vida. A causa da morte também cresceu 96% entre professores nos últimos cinco anos. Já as nutricionistas por volta dos 30 anos têm três vezes mais chance de morrer de câncer de mama do que as demais mulheres brasileiras da mesma idade. As informações são da Azos, startup do setor de seguros com sede em Belo Horizonte (MG).

A companhia desenvolveu uma calculadora online capaz de mapear a incidência de doenças graves e de estimar a expectativa de vida dos brasileiros, cruzando dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do dados.gov.br com informações de idade, sexo, profissão e município de residência, de acordo com a base histórica de mortes da população entre 2014 e 2019.

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“Para precificar o seguro de vida é importante entender as principais causas de morte de profissionais de cada setor, idade e lugar no país. Após analisar mais de 7 milhões de óbitos para nos ajudar nas análises, decidimos disponibilizar esses dados de uma forma fácil e gratuita para as pessoas que tiverem interesse”, diz Bernardo Ribeiro, cofundador da insurtech.

O simulador tem três campos para preenchimento: idade, sexo de nascimento e profissão. Depois do preenchimento, a plataforma indica a expectativa de vida segundo o IBGE e a incidência de doenças graves em pessoas com as mesmas características. Ao buscar pelo perfil 29 anos, homem e publicitário, por exemplo, a ferramenta aponta para uma expectativa de vida de 75,8 anos e revela, ainda, as doenças que mais matam esses grupos de pessoas: infarto agudo (9,63% dos casos), pneumonia (3,1%) e câncer de pulmão (3,4%).

De acordo com a startup, o conhecimento sobre as causas de mortes no país pode contribuir para a criação de políticas públicas e medidas preventivas. No caso dos professores, especula-se que os resultados estejam relacionados à frustração com a atividade docente. Para as nutricionistas, a hipótese baseia-se em dietas exageradas ou focadas em alimentos ricos em estrogênio, composto que estimula o crescimento das células da mama, podendo aumentar a possibilidade de desenvolvimento de câncer.

Criada há cerca de um ano, a Azos tem R$ 600 milhões em coberturas de seguro de vida e captou R$ 12,5 milhões em outubro, com investimentos de Kaszek, Maya e Propel. A calculadora está disponível para o público no site da insurtech.

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