10 plataformas que potencializam o trabalho de criadores de conteúdo e influenciadores digitais

Setor de desenvolvimento de ferramentas para esse público deve faturar US$ 137,2 milhões em nível mundial até 2026 .

Matheus Riga
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Ivan Samkov/Pexels
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Os brasileiros, segundo a pesquisa We Social 2021, ficam mais de 10 horas conectados na internet

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O mundo está cada vez mais conectado. Segundo a pesquisa “We Social 2021”, aproximadamente 4,8 bilhões de pessoas já entraram no mundo digital, o que representa  60,9% da população global. No Brasil, 160 milhões de cidadãos têm acesso à internet, aproximadamente 75% da população, e passam, em média, 10 horas conectados consumindo conteúdo em vídeo (quatro horas), utilizando as redes sociais (três horas e 40 minutos), lendo notícias (três horas e 12 minutos) e ouvindo música em plataformas de streaming (uma hora e 52 minutos).

O consumo avançado das mídias digitais estabeleceu um novo mercado, no qual criadores e influenciadores desenvolvem conteúdos cada vez mais elaborados na tentativa de criar vínculos com audiências específicas. Por conta desse cenário, os investimentos em marketing também migraram, em parte, para as redes sociais, mecanismos de buscas e mídia programática, como forma de as marcas conversarem com seu  público-alvo.

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Segundo a consultoria eMarketer, o investimento em propaganda digital deve crescer 15% na América Latina neste ano, chegando ao patamar de US$ 9,96 bilhões. No Brasil, mercado com alto consumo da internet e das redes sociais, o meio virtual será responsável por 43,2% do total aportado por companhias em publicidade ao longo de 2021.

Esse cenário também tem estimulado as empresas de tecnologia a desenvolverem soluções específicas para influenciadores e criadores de conteúdo. Essa indústria, das plataformas voltadas para o chamado “marketing de conteúdo”, segundo o instituto de pesquisa Research Dive, deve faturar US$ 137,2 milhões em nível mundial até 2026, com um crescimento médio de 16,2% ao ano.

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Pensando nesse universo dos criadores e influenciadores digitais, a Forbes selecionou 10 plataformas que atendem a esse público, com diferentes soluções para momentos específicos da produção de conteúdo. Confira a lista na galeria abaixo:

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    BUZZSUMO

    Fundada em 2014, a plataforma Buzzsumo nasceu com a premissa de ajudar influenciadores digitais e criadores de conteúdo a identificarem os temas com maior engajamento nas redes sociais. Ela também permite que o usuário pesquise palavras-chaves relacionadas à sua área de atuação para, assim, compreender quais tópicos estão com melhor performance no Facebook, Twitter, Pinterest e Reddit.

    Com dados de mais de 8 bilhões de links compartilhados nos últimos cinco anos nas redes sociais, a Buzzsumo já mapeou mais de 300 trilhões de situações de engajamento – como curtidas, compartilhamentos e comentários. A companhia tem mais de 1.000 clientes, entre eles a plataforma de compra e venda de passagens Expedia e a agência de publicidade Ogilvy.

    A plataforma possui quatro planos diferentes de pagamentos. O mais básico, que permite até 10 consultas por mês, é gratuito. Os outros três são mais sofisticados e vão desde US$ 99 até US$ 229 mensais pela ferramenta de monitoramento e análise de tendências.

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    CANVA

    A empresa australiana é uma das queridinhas dos profissionais que lidam com conteúdo. Com uma plataforma intuitiva, os usuários podem utilizar ferramentas de design para criar as artes para as suas redes sociais. O software possui dois planos: um gratuito e outro pago, que custa cerca de R$ 34,90 mensais.

    Com mais de nove anos de operação, o Canva já levantou US$ 360 milhões em financiamento, atingindo um valor de mercado de US$ 15 bilhões. A companhia possui mais de 55 milhões de clientes, sendo que 3 milhões deles usufruem do plano pago da plataforma. Recentemente, ficou em terceiro lugar no ranking “The Cloud 100” da Forbes, que reconhece as principais empresas privadas com tecnologia de nuvem.

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    HOTMART

    Com foco exclusivo em criadores de conteúdo, a Hotmart oferece uma plataforma para a criação e gestão de negócios digitais. Nela, os produtores podem estruturar cursos, criar páginas para produtos, administrar pagamentos e moldar programas de afiliação. A companhia tem mais de 29 milhões de usuários e mais de 420 mil produtos, incluindo e-books, cursos, podcasts e serviços online, entre outros.

    Fundada em 2011 em Belo Horizonte (MG) pelos empreendedores João Pedro Resende e Mateus Bicalho, a Hotmart alcançou o status de unicórnio – nome dado às empresas que ultrapassam R$ 1 bilhão em valor de mercado – neste ano, após a captação de R$ 735 milhões em sua rodada série C. A empresa tem presença em mais sete países além do Brasil: Holanda, Estados Unidos, México, Colômbia, França, Reino Unido e Espanha.

    O cadastro e a utilização da ferramenta da Hotmart é gratuita, isto é, não são cobradas taxas de adesão e nem mensalidades dos criadores de conteúdo. A monetização da plataforma vem por meio de uma taxa de 9,9% mais R$ 1 praticada pela empresa a cada venda realizada.

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    REVUE

    Comprada em janeiro deste ano pelo Twitter, a plataforma holandesa Revue tem como objetivo simplificar a criação e gestão de newsletters para criadores de conteúdo. Ao criar uma conta, os usuários podem customizar uma página única onde ficarão armazenados todos os textos enviados para a base de seguidores cadastrados.

    Além disso, conta com ferramentas simples, que permitem a inserção de tuítes, links, imagens, vídeos e a formatação de seções dentro do e-mail. De acordo com o banco de dados Crunchbase, o Revue captou € 400 mil em uma rodada, que foi financiada por uma dezena de investidores-anjo holandeses.

    A plataforma é inteiramente gratuita para quem deseja criar o seu próprio banco de e-mails e gerir sua newsletter. Para os usuários que utilizam o recurso de cobrança de mensalidade do Revue, a empresa pratica uma taxa de 5% de comissão em cima do valor arrecadado com cada mensalidade.

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    ANCHOR

    Assim como o Revue, o Anchor também surgiu com o objetivo de simplificar a vida dos criadores de conteúdo, mas, nesse caso, para o universo dos podcasts. Na plataforma, que é inteiramente gratuita, os usuários podem criar uma página única para o seu programa, onde serão armazenados e organizados todos os episódios em uma espécie de vitrine. Além do cadastro do podcast, os usuários podem realizar a distribuição automática para alguns parceiros do Anchor, como, por exemplo, o Spotify e o Google Podcasts.

    A companhia foi, inclusive, adquirida pelo Spotify em fevereiro de 2019 por US$ 140 milhões, como parte da aposta do streaming de música em podcasts. Antes da compra, o Anchor tinha captado US$ 14,4 milhões em três rodadas de venture capital, sendo a última em setembro de 2017, quando a empresa levantou US$ 10 milhões em sua rodada série A. Esse aporte foi liderado pelo fundo norte-americano GV.

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    HOOTSUITE

    Para profissionais que trabalham com conteúdo, administrar todas as redes sociais pode ser um grande desafio, ainda mais com a pressão por postagens constantes. O Hootsuite tenta resolver esse problema ao oferecer uma plataforma que se integra às principais redes sociais, como Twitter, Facebook, LinkedIn, YouTube e Instagram, permitindo a automatização e agendamento de postagens.

    Com mais de 18 milhões de usuários em mais de 175 países, o Hootsuite passou por seis rodadas de investimento desde a sua fundação em 2008. A companhia canadense arrecadou US$ 299,9 milhões, sendo a última captação em 2018, quando a empresa levantou US$ 50 milhões em um financiamento de débito com o Canadian Imperial Bank of Commerce (CIBC). A plataforma também adquiriu mais de 15 empresas no decorrer dos últimos anos.

    A plataforma possui um plano gratuito, que pode gerenciar até duas contas de redes sociais e realizar o agendamento de cinco postagens por mês. O Hootsuite possui mais três planos com cobranças que variam entre US$ 19 e US$ 99 mensais, a depender do número de perfis em mídias sociais e os recursos de gerenciamento selecionados.

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    APOIA.SE

    O financiamento coletivo também é uma forma pela qual os criadores e influenciadores digitais conseguem rentabilizar a sua produção de conteúdo. Fundada em 2014 pelos empreendedores Hernán Efrón e Roberto Lourenço, o Apoia.se é uma plataforma brasileira que permite que os seus usuários criem campanhas de financiamento, as populares “vaquinhas”, para um fim específico, ou façam a cobrança de mensalidades para o recebimento de benefícios exclusivos. Mais de R$ 50 milhões já foram transacionados pela companhia, que cobra uma taxa de 13% sobre o valor total arrecadado durante uma campanha ou um mês.

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    LASTLINK

    Em operação por pouco mais de um ano, a startup brasileira Lastlink permite que influenciadores digitais automatizem o processo de cobrança dos seguidores que participam de grupos fechados no Instagram, Telegram e WhatsApp. A solução permite que o criador de conteúdo elabore uma página para o seu negócio, integre suas redes sociais e centralize todos os pagamentos realizados. Além disso, é possível automatizar o fluxo de entradas e saídas, como, por exemplo, excluindo membros que ficaram inadimplentes.

    Com mais de 2.100 criadores de conteúdo registrados na plataforma, responsáveis por mais de 550 mil membros no total, a Lastlink atraiu a atenção de investidores, que realizaram um aporte de US$ 1,4 milhão na empresa. A rodada foi liderada pelo fundo brasileiro Canary e contou com a participação da Graph Ventures e investidores-anjo, como o CEO do Méliuz, Israel Salmen, o CEO da SambaTech, Gustavo Caetano, e a vice-presidente de marketing da MadeiraMadeira, Marcela Rezende.

    Para a realização do cadastro e a utilização da ferramenta, a Lastlink não cobra nenhum tipo de mensalidade. A monetização da plataforma se dá por tarifas que variam conforme o pagamento escolhido pelo usuário e seguidor do criador de conteúdo. Caso o ingresso no grupo secreto seja pago por meio de cartão de crédito, a taxa praticada é de 9,99% mais R$ 0,9 por venda. No caso do boleto bancário, a taxa é de 9,99% mais R$ 2,88 para cada venda realizada.

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    LINKTREE

    Fundada em 2016 pelos empreendedores Alex Zaccaria, Anthony Zaccaria e Nick Humpreys, o Linktree é um agregador de links muito utilizado por criadores de conteúdo, que conseguem, em uma única página, listar todas as páginas de seus negócios e projetos pessoais, sem necessariamente precisar desenvolver um website. Com 8 milhões de usuários globais, a plataforma permite que o usuário customize a página, colocando cores e fundos. Na versão paga, que custa US$ 6 por mês, é possível analisar os dados e o tráfego dos links elencados.

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    LTK

    A antiga rewardStyle se transformou na LTK, uma plataforma global que conecta marcas e empresas a influenciadores digitais para a promoção de produtos e serviços. Segundo estimativas da companhia, que foram cedidas com exclusividade à Forbes, a expectativa é de que as vendas impulsionadas pelos produtores de conteúdo da LTK gerem US$ 3 bilhões até o final deste ano. Desse montante, R$ 125 milhões serão provenientes do Brasil.

    Com mais de 5.000 varejistas e 1 milhão de marcas em sua plataforma, a LTK atraiu o cadastro de mais de 100 mil influenciadores digitais de mais de 100 países diferentes. As ofertas e as compras podem ser acessadas por meio do aplicativo da empresa, ou qualquer dispositivo que aceite o link da plataforma. O cadastro é gratuito. Para cada venda impulsionada por meio da aplicação, os criadores de conteúdo recebem uma comissão que varia conforme a campanha dos produtos. No Brasil, a plataforma já promoveu ações com criadores de conteúdo para diversas marcas, como, por exemplo, a empresa de eletrônicos Philco e a companhia de artigos esportivos Netshoes.

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BUZZSUMO

Fundada em 2014, a plataforma Buzzsumo nasceu com a premissa de ajudar influenciadores digitais e criadores de conteúdo a identificarem os temas com maior engajamento nas redes sociais. Ela também permite que o usuário pesquise palavras-chaves relacionadas à sua área de atuação para, assim, compreender quais tópicos estão com melhor performance no Facebook, Twitter, Pinterest e Reddit.

Com dados de mais de 8 bilhões de links compartilhados nos últimos cinco anos nas redes sociais, a Buzzsumo já mapeou mais de 300 trilhões de situações de engajamento – como curtidas, compartilhamentos e comentários. A companhia tem mais de 1.000 clientes, entre eles a plataforma de compra e venda de passagens Expedia e a agência de publicidade Ogilvy.

A plataforma possui quatro planos diferentes de pagamentos. O mais básico, que permite até 10 consultas por mês, é gratuito. Os outros três são mais sofisticados e vão desde US$ 99 até US$ 229 mensais pela ferramenta de monitoramento e análise de tendências.

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