Para Randi Zuckerberg, esta é a hora de as mulheres ocuparem posições de destaque no setor de inovação

Irmã de Mark Zuckerberg saiu do Facebook para liderar o próprio negócio e apoiar uma nova geração de empreendedoras.

Gabriela Del Carmen
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 Noam Galai/Colaborador/Getty Images
Noam Galai/Colaborador/Getty Images

Randi Zuckerberg é CEO da produtora Zuckerberg Media e irmã mais velha do cofundador do Facebook

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“Depois de quase 10 anos trabalhando no Facebook, acordei querendo ser a estrela da minha própria história e seguir os meus sonhos.” A frase é de Randi Zuckerberg, CEO da produtora Zuckerberg Media e irmã mais velha do cofundador do Facebook, durante sua participação ontem (24) no “Expert XP”, festival online da XP Investimentos que reúne CEOs, empresários, investidores, especialistas, influenciadores digitais e personalidades para discutir os temas econômicos, financeiros, políticos e de inovação mais relevantes da atualidade.

“Eu amava estar à frente das mídias sociais da companhia, mas não gostava de ser a única mulher em todas as salas de reunião. Queria incentivar empreendedoras a começarem os seus negócios e a crescerem em quadros de liderança. Mas como poderia encorajá-las se eu mesma não fizesse isso?”, questionou a executiva em painel conduzido por Ana Laura Barata, fundadora do canal ExplicaAna.

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Em agosto de 2011, Randi deixou seu cargo na gigante de tecnologia para traçar a própria trajetória, mas não abriu mão do Vale do Silício ou dos trabalhos com inovação. Com a Zuckerberg Media, lançada no mesmo ano, ela produz conteúdos audiovisuais e digitais para empresas e canais de televisão, atendendo clientes como o Cirque du Soleil e a plataforma de comércio eletrônico BeachMint. A companhia também produz materiais de autoria própria, como a animação infantil “Dot”, disponível no streaming Hulu.

“Fiz muita pesquisa ao longo dos anos para entender em que idade as meninas começam a se afastar da tecnologia por causa da pressão social. Imaginava que seria por volta dos 18 anos, mas descobri que isso começa acontecer aos nove. É muito importante que a educação da tecnologia seja introduzida nos primeiros anos de vida das mulheres, porque se começarmos só depois dos nove, perderemos muitas pessoas incríveis”, pontua. 

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Com a Zuckerberg Media, Randi fez da promoção do aumento da presença feminina no setor uma missão de vida, assim como a formação de nova geração de empreendedoras. Em “Dot”, ela conta a história de uma menina de oito anos, cheia de curiosidade, que decide explorar o mundo e embarcar em aventuras para resolver problemas que ela mesma criou. O programa foi pensado para inspirar o aprendizado e a exploração criativa e, ao mesmo tempo, mostrar como a tecnologia pode ser usada como ferramenta para aprimorar as experiências do mundo real.

Consciente dos desafios que as mulheres enfrentam para se consolidarem no ecossistema de inovação, a empresária aproveitou a plataforma da XP para deixar alguns conselhos para empreendedoras e executivas. O primeiro deles é cercar-se de um grupo de outras profissionais que as apoiem durante o processo. “Quando mulheres falam de si mesmas e de suas conquistas, são consideradas arrogantes. No caso dos homens, são vistos como confiantes. É importante encontrar pessoas com quem você possa compartilhar os seus sucessos, para crescerem juntas.”

Randi também chama atenção para áreas novas, mas promissoras, como o mercado cripto, de machine learning e realidade virtual. “E se, em vez de tentarmos alcançar uma indústria já dominada pelos homens, entrarmos em outras que ainda são novas e não estão tomadas por eles? Agora é uma boa hora de aprender algo novo e entrar nesses setores”, sugere.

Durante o painel, Randi também falou sobre a transformação do mercado de mídia ao longo da pandemia, e defendeu que todos os profissionais devem pensar em como criar conteúdos para a internet, trabalhar com influenciadores e explorar outros formatos, como vídeos, podcasts e as redes sociais. A executiva observa que até as indústrias mais tradicionais usaram a tecnologia como aliada no último ano para não deixar o caixa zerado. “Os teatros, por exemplo, antes tinham o luxo de não investirem em tecnologia. Hoje, as empresas precisam abraçar essas ferramentas para sobreviver.”

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