Amazon poderá remover conteúdo que viole regras de serviço em nuvem

A companhia contratará um pequeno grupo de pessoas para trabalhar com pesquisadores externos para monitorar futuras ameaças.

Redação
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Thiago Prudencio/Reuters
Thiago Prudencio/Reuters

Amazon poderá se tornar uma das poderosas empresas que regulam os conteúdos permitidos na internet

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A Amazon.com planeja adotar uma abordagem mais proativa para determinar quais tipos de conteúdo violam suas políticas de serviços em nuvem, como regras contra promover violência, e impor sua remoção, segundo duas fontes, uma medida que provavelmente renovará o debate sobre quanto poder as empresas de tecnologia deveriam ter para restringir a liberdade de expressão.

Nos próximos meses, a Amazon contratará um pequeno grupo de pessoas em sua divisão Amazon Web Services (AWS) para desenvolver expertise e trabalhar com pesquisadores externos para monitorar futuras ameaças, disse uma das fontes com conhecimento do assunto.

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Isso pode transformar a Amazon, principal fornecedora de serviço em nuvem do mundo com 40% de parcela de mercado de acordo com a empresa de pesquisa Gartner, em uma das mais poderosas árbitras de qual conteúdo é permitido na internet, dizem especialistas.

Um dia depois da publicação dessa matéria, um porta-voz da AWS disse à “Reuters” que a reportagem da agência “está errada” e acrescentou que a “AWS Trust & Safety não tem planos de mudar suas políticas ou processos e o time sempre existiu”.

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Um porta-voz da “Reuters” afirmou que a agência de notícias mantém a sua reportagem.

A Amazon ganhou as manchetes do “Washington Post” semana passada por ter fechado um site hospedado na AWS que possuía propaganda do Estado Islâmico comemorando o bombardeio suicida que matou 170 pessoas e 13 tropas norte-americanas em Cabul na última quinta-feira (2), segundo estimativas. Ela o fez após a organização de notícias entrar em contato com a Amazon, segundo o Post.

A abordagem proativa ao conteúdo acontece depois que a Amazon expulsou o aplicativo de redes sociais Parler do seu serviço em nuvem, após a invasão ao Capitólio em 6 de janeiro, nos EUA, por ter permitido conteúdo promovendo violência.

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A Amazon se recusou a comentar antes da publicação da reportagem da “Reuters” na quinta-feira (2). Após a publicação, um porta-voz da AWS disse mais tarde naquele mesmo dia, “a AWS Trust & Safety trabalha para proteger consumidores, parceiros e usuários de internet da AWS de personagens ruins tentando usar nossos serviços com propósitos abusivos ou ilegais. Quando a AWS Trust & Safety estiver ciente de comportamentos abusivos ou ilegais nos serviços da AWS, agirá rapidamente para investigar e se relacionar com os consumidores para tomar as ações apropriadas”.

O porta-voz acrescentou que a “AWS Trust & Safety não faz uma revisão prévia de conteúdo hospedado pelos nossos consumidores. À medida em que a AWS continua se expandir, esperamos que este time continue a crescer”. (Com Reuters)

 

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