Merama levanta US$ 225 milhões em série B

Investimento foi liderado por SoftBank Latin America e Advent International.

Gabriela Del Carmen
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Guilherme Nosralla e Renato Andrade fundaram a Merama ao lado de Sujay Tyle, Felipe Delgado e Oliver Scialom

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A Merama, startup com sedes no Brasil e no México que investe em pequenas e médias empresas que vendem em marketplaces, recebeu US$ 225 milhões em um aporte série B. O dinheiro vem dos fundos Softbank Latin America e Advent International, além Globo Ventures, braço de investimento do conglomerado de comunicação, Monashees, Valor Capital, Balderton Capital e MAYA Capital. “Vamos usar os recursos para novas aquisições, capital de giro para as empresas parceiras e para contratar cerca de 150 pessoas até o final do ano”, diz Renato Andrade, cofundador ao da Merama ao lado de Guilherme Nosralla, Sujay Tyle, Felipe Delgado e Oliver Scialom. A empresa projeta faturar US$ 250 milhões em 2021.

A Merama compra uma fatia majoritária das ações e presta consultoria em e-commerce para analisar o negócio e identificar potenciais melhorias. Seu portfólio tem mais de 30 marcas espalhadas pelo México, Brasil, Chile, Colômbia, entre outros países. O novo aporte acontece cinco meses depois da rodada série A, de US$ 160 milhões, liderada por fundos conhecidos de venture capital, como Monashees, Valor Capital, Balderton e MAYA Capital. “Nosso modelo de negócio exige bastante dinheiro devido às aquisições. Por isso, buscamos uma nova captação, além da possibilidade de nos aproximarmos de dois grandes fundos de investimento”, diz Andrade.

LEIA MAIS: Com apenas cinco meses de vida, Merama capta US$ 160 milhões em série A

O SoftBank, gigante japonês de telecomunicações e internet, já investiu na startup de venda de carros usados Kavak, no app de delivery Rappi e na IDTech brasileira unico. Nos últimos 25 anos, o conglomerado aplicou mais de US$ 7 bilhões em 67 empresas na América Latina e, em setembro deste ano, lançou um fundo de US$ 3 bilhões para apoiar companhias de tecnologia na região. “Queríamos um fundo focado em aceleração de negócios, que é exatamente o foco do SoftBank”, diz Andrade. A Advent já investiu na fintech de pagamentos Ebanx e na startup Thrasio, que trabalha com empresas de pequeno e médio porte que vendem na Amazon. “A Advent é focada em private equity e especialista em investimentos no segmento de varejo, área em que atuamos.” 

Como parte da rodada, Paulo Passoni, managing partner do Softbank para a América Latina, e Wilson Rosa, sócio responsável pelos investimentos em varejo da Advent International na América Latina, farão parte do conselho de administração da Merama. Já Alex Szapiro, operating partner da Softbank e ex-country manager da Amazon Brasil, ingressará como board observer. “Com o dinheiro injetado pelo SoftBank e a Advent, não temos novas captações planejadas para o próximo ano”, diz Guilherme Nosralla. A ideia é focar em empréstimos bancários, de valores não revelados, para complementar os recursos financeiros.

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