Como a inteligência artificial pode prevenir o câncer de mama

Pesquisadores do MIT desenvolveram algoritmos que podem prever a doença com base em imagens .

Jennifer Kite-Powell
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Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 2,3 milhões de mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama em 2020

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Para o Dr. Denis Lacombe, CEO da EORTC (Organização Europeia de Pesquisa e Tratamento do Câncer, na sigla em inglês), a luta contra o câncer precisa do apoio de big data. “O câncer é complexo. Não só pode surgir em mais de 200 doenças distintas, mas também pode se manifestar de forma diferente em cada pessoa e estágio”, diz.

Lacombe defende que big data e a inteligência artificial podem transformar a forma como lidamos com o câncer, reduzindo a incerteza e personalizando o tratamento. “Encontrar o tratamento mais adequado para uma pessoa exige precisão nas pesquisas e direcionamentos. Os estudos clínicos precisam trazer evidências robustas em todos esses conjuntos de dados diferentes para mudar a prática”, afirma.

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Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 2,3 milhões de mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama em 2020. “A doença, como muitos outros cânceres, é extremamente diversa, com vários tipos de tumor”, explica o especialista. “A colaboração entre a experiência humana e os algoritmos é vital para ajudar a acelerar os cuidados, com novas terapias, tratamentos ​​e melhores resultados para os pacientes.”

Um novo modelo de aprendizado

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Pesquisadores da Clínica Jameel, do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), têm trabalhado em um modelo de aprendizado profundo baseado em mamografias para ajudar a prever o câncer de mama mais cedo. Batizado de Mirai, o sistema usa um algoritmo de inteligência artificial que analisa imagens de radiologia.

Os pesquisadores disseram que o modelo Mirai é significativamente mais preciso do que os métodos anteriores e pode identificar grupos de alto risco em todos os três conjuntos de dados. A pesquisa publicada na “Science Translational Medicine” revela que o sistema Mirai identificou quase duas vezes mais diagnósticos futuros de câncer do que o modelo Tyrer-Cuzick, o padrão atual.

No estudo, o modelo Mirai foi mais preciso em pacientes de diferentes faixas etárias, categorias de densidade mamária e grupos raciais, frequentemente prejudicados por algoritmos de aprendizado de máquina.

Adam Yala, da Clínica Jameel, MIT, disse que o panorama geral para os pacientes com o modelo Mirai são os melhores. “Nosso objetivo é detectar todos os tipos de câncer o mais cedo possível, quando for mais curável e exigir o tratamento menos agressivo.”

Ao contrário da maioria dos modelos de inteligência artificial para o câncer de mama, o Mirai foi projetado para prever se e quando um paciente desenvolverá câncer nos próximos cinco anos. “O sistema pode prever o câncer no futuro, permitindo personalizar o rastreamento do paciente. Para o médio e longo prazo, estou animado com o potencial do Mirai em recomendar pacientes para exames complementares, como uma ressonância magnética, que pode identificar cânceres não visíveis em uma mamografia”, acrescentou Yala.

O Mirai está sendo implementado no Massachusetts General Hospital, e os pesquisadores estão trabalhando para fazer os estudos clínicos prospectivos da tecnologia.



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