“Não crie um simples avatar, coloque o Jordan para vender tênis”, diz Olivia Merquior

Design e criadora do Brazil Immersive Fashion Week conecta tecnologia e moda em ambientes imersivos.

Luiz Gustavo Pacete
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Olivia Merquior, criadora do Brazil Immersive Fashion Week (Crédito: Divulgação)

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Foi durante o SXSW, em 2017, um dos maiores eventos de inovação e tecnologia do mundo, que a designer de moda brasileira Olivia Merquior ouviu o estilista Marc Jacobs, uma referência para o mundo da moda, se dizer desinteressado sobre a relação crescente entre moda e tecnologia em suas coleções. Naquele evento, em especial, o Google e a Levi´s haviam acabado de lançar a Jacquard, uma jaqueta inteligente.

Corta para 2020 e uma pandemia que privou estilistas, marcas e modelos a desfilarem seus trabalhos em passarelas reais. Não restou outro caminho, se não trazer ainda mais imersão e tecnologia para a moda. Foi neste contexto que Olivia criou, no ápice do isolamento social, o Brazil Immersive Fashion Week, evento que está em sua segunda edição nesta semana e, até o próximo dia 30, promete trazer não só desfiles imersivos, como discutir e debater o impacto da tecnologia na moda e em outras indústrias. Dessa vez, com novos elementos como NFT e blockchain.

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“Ainda em 2017, me lembro de sentar para desenvolver projetos e muitas das marcas ainda falavam de QR Code como se fosse algo novo. Com a pandemia, foi possível, de certa forma, mostrar para nossa comunidade e, sobretudo para quem começou trabalhar com várias experiências de metaverso, que faz muito sentido para a moda entregar experiências não só complementares, mas absolutamente novas no mundo virtual”, explica. Diante do aumento acelerado de marcas de moda investindo em plataformas como games, por exemplo, Olivia faz uma ressalva: “não se limitem, explorem coisas diferentes que somente o metaverso pode oferecer”, provoca.

Olivia dá como exemplo as diversas lojas de marcas de modas que estão sendo recriadas no mundo virtual. “Não é sobre copiar o mundo real, mas criar novas experiências e não há limites para isso. Não coloque uma pessoa para atender a loja do mundo virtual, traga o Michael Jordan e faça com que ele venda o tênis. Conecte outros personagens e possibilidades”, afirma. Ainda de acordo com Olivia, é importante, para o mercado, superar a fase da resistência.

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“Aqui também há uma responsabilidade das grandes empresas de tecnologia em conseguir traduzir esse mundo. Tem que facilitar, sobretudo porque estamos falando de muitos contextos diferentes de tecnologia e começamos a entender o impacto das NFTs e do blockchain em toda a cadeia, além do avanço de IOTe 5G. Com tudo isso, estamos prestes a ver revoluções importantes envolvendo moda e tecnologia”, explica.

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