Assim como a Nike, outras marcas de moda já miram o metaverso

Empresa protocolou pedido de patente para acessórios de Jordan e o slogan Just do It; Balenciaga e Gucci também comercializam ativos digitais.

Luiz Gustavo Pacete
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Além da marca mãe, foram homologadas Jordan e Just Do It para a comercialização de ativos digitais (Crédito: Getty Images)

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As discussões em torno do metaverso seguem em alta e não estão restritas às empresas de tecnologia como Facebook e Microsoft. A Nike solicitou, nesta terça-feira, 2, um registro de patente para uso da marca em ativos virtuais. Na prática, a empresa está protegendo sua marca na categoria que, segundo o Escritório de Marcas e Patentes dos EUA, se enquadra em “bens virtuais para download”. Dentre os objetos solicitados estão bolsas, mochilas, óculos e bonés das marcas Nike, Jordan e também do slogan Just do It.

O movimento da gigante da moda é natural e vem sendo cada vez mais frequente na medida em que começam a se formar oportunidades da inserção de itens virtuais dentro de ambientes virtuais, entre eles os NFTs. Várias outras marcas de moda vêm utilizando o conceito de metaverso para explorar essas possibilidades. A Gucci, por exemplo, vendeu, em junho deste ano, no game Roblox, o modelo de uma bolsa por aproximadamente R$ 22 mil, preço muito maior do produto comercializado fisicamente. A Vans, Louis Vitton e Balenciaga completam a lista.

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No caso de Balenciaga, a marca fechou uma parceria recente com Fortnite para levar itens de sua coleção e oferecê-las como skins e acessórios para os jogadores. Vale lembrar que, já em 2019, a Nike havia solicitado uma patente para “tênis baseados na blockchain” chamados de CryptoKicks.

“O anuncio atual é a continuação de uma ideia e um projeto de médio e longo prazo e não algo sem propósito. Com isso, a Nike mostra, claramente, que os colecionáveis digitais chegaram para ficar. Não temos como voltar no tempo e sermos uma Nike, mas ainda temos tempo de observar e agir e evitar ficarmos para trás. Isso é só começo, mas ainda há espaço para todos, mesmo que apenas como seguidores”, explica Leonardo Cohen, fundador da Block4, empresa especializada em blockchain.

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