COP26 e o impacto na aceleração de greentechs brasileiras

Ainda incipiente, ecossistema de startups ligadas a soluções verdes ganhou novos ritmos após a pandemia e traz oportunidades em várias indústrias.

Luiz Gustavo Pacete
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Conferência do clima é fundamental para determinar metas e o destino de investimentos para as greentechs (Crédito: Getty Images)

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Qual o papel de uma conferência como a COP26, que ocorre nesta semana no Reino Unido, para o desenvolvimento do ecossistema de startups com soluções sustentáveis? A resposta é: determinante, já que é de lá que sairão tratados, acordos e metas que vão determinar o rumo de investimentos e as características das tecnologias necessárias para lidar com o tema. O segmento das greentechs, startups com soluções verdes, neste contexto, será fundamental para suportar as transformações propostas.

Rodrigo Oliveira, presidente da Green Mining, startup especializada em logística reversa, explica que o movimento de greentechs vem se aquecendo bastante desde 2017, mas foi após o início da pandemia que as soluções verdes se tornaram prioritárias. “Isso permitiu que os projetos sustentáveis ficassem cada vez mais demandados por grandes empresas que percebem a importância de serem parte da solução de forma concreta. Há um crescente aumento de startups com soluções tecnológicas que viabilizam, por meio de inovação aberta, projetos chave para um futuro de menos impacto”, explica.

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Ainda de acordo com Oliveira, a maior parte das soluções ainda está em estágios iniciais, teste de mercado e validação e irão precisar de grande investimento para serem desenvolvidas em escala e, principalmente, se tornarem importantes ativos brasileiros no cenário de exportação de tecnologias. “As startups com soluções verdes atuam em uma gama muito grande de soluções, mas todas têm em comum o impacto em recursos naturais em prol de um melhor relacionamento do homem com a natureza. Dentre os maiores desafios estão as fontes de energia, que devem ser cada vez mais renováveis e de baixo impacto; o uso de recursos naturais (água, minerais, terra), que deve ter a exploração reduzida e, principalmente, a reciclagem dos recursos já extraídos”, explica.

No caso da COP26, Oliveira aponta que a conferência é fundamental para a definição de compromissos entre os países que abrangem as diversas áreas em que as greentechs atuam. “Acordos que serão os balizadores das prioridades de investimentos, públicos e privados, em prol das metas que forem estabelecidas. Estamos falando de compromissos de bilhões de dólares que entrarão nas atividades que deverão ser atacadas com prioridade”, explica.

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Renato Vieira, head de inovação e arquitetura de TI da Vibra Energia, lançou, na semana passada, o Vibra Co.Lab, com o objetivo de se aproximar do ecossistema de inovação com soluções voltadas à transição energética. A empresa já mapeia as greentechs com o objetivo de aproximação e desenvolvimento de parcerias com foco em sustentabilidade. “A ideia é estabelecer parcerias consistentes e aderentes com os objetivos dos nossos negócios, considerando as pautas ESG, o que naturalmente já irá entregar valor para: a empresa, o mercado e a sociedade”, explica, lembrando inclusive que uma parceria recente com o ecossistema de Israel também vai ajudar na evolução dessa aproximação.

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