Gemini levanta US$ 400 milhões para construção de um metaverso aberto

Dezenas de startups de blockchain já captaram um total de mais de US$ 4 bilhões para construir as bases do universo virtual aberta onde a proposta é que qualquer um possa monetizar.

Redação
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Tyler Winklevoss e Cameron Winklevoss, criadores do crypto exchange Gemini (Crédito: Joe Raedle / Getty Images)

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Depois de sete anos financiando seu império de criptomoedas, a Gemini está no processo de assinar os últimos documentos em sua primeira rodada de capital, um investimento de US$ 400 milhões que faz com que a empresa passe a valer US$ 7,1 bilhões. Se a competição épica entre os gêmeos fundadores da Gemini e o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, parecia muito desigual na construção do metaverso, essa realidade pode estar mudando.

Liderado pela gigante de gestão de capital Morgan Creek Digital, com a participação da empresa de risco descentralizado de finanças ParaFi Capital e outras, o investimento prepara o cenário para um possível confronto entre a Gemini e o Zuckerberg, mas entre a própria ideia de os chamados Walled Gardens, onde empresas como o Facebook possuem e lucram com os dados do usuário e um futuro de código aberto gratuito.

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Preparando o cenário para o confronto, no mês passado, dezenas de startups de blockchain levantaram um total de mais de US$ 4 bilhões para combater as defesas externas desses Walled Gardens, construindo as bases do metaverso onde qualquer um pode construir (e monetizar) enquanto o Facebook, Epic Games e outros gigantes da tecnologia preparam um contra-ataque para garantir que bilhões de pessoas que já estão criando valor para os acionistas de suas empresas continuem a fazê-lo.

“Existem dois caminhos paralelos, em termos de tecnologia agora”, diz Cameron Winklevoss. “Existe um caminho centralizado, como Facebook ou Fortnite, que está a um passo de ser um metaverso, e isso é totalmente normal. Mas existe outro caminho, que é o metaverso descentralizado e esse é o metaverso onde acreditamos que há maior escolha, independência e oportunidade, e há tecnologia que protege os direitos e a dignidade das pessoas”. Os irmãos devem reter 75% da propriedade da empresa após o investimento, e seu patrimônio líquido combinado quase dobrará de, US$ 6 bilhões em abril, para US$ 10 bilhões hoje.

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Esta não é a primeira vez que os irmãos duelam com Zuckerberg. Criados em Greenwich, Connecticut, os remadores olímpicos de 2008 atingiram a fama em 2010, quando a Columbia Pictures lançou The Social Network, um filme de David Fincher, contando a história de como eles contrataram o colega Mark Zuckerberg para construir uma rede social para estudantes universitários. Depois de uma batalha legal prolongada que se concentrou principalmente na questão de quem fundou o Facebook, os irmãos fizeram um acordo, em 2011, pelo que na época parecia insignificantes para o que vale o Facebook atualmente. Sete anos depois, a receita anual da Gemini, sediada em Nova York, aumentou 600% desde o ano passado.

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