Avatares e meta-humanos: diferenças e semelhanças das vidas no metaverso

Cada vez mais realistas, influenciadoras virtuais ganham relevância na criação de realidades imersivas.

Luiz Gustavo Pacete
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A Ayayi é conhecida na China como “meta-humana” e foi criada pela Ranmai Tecnologia (Crédito: Reprodução)

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Avatares, em outras palavras influenciadores digitais que assumem formas humanas, vêm sendo utilizados há alguns anos como forma de interação e engajamento. No Brasil, a Lu, do Magazine Luiza, está na vanguarda de uma série de outros personagens que vieram posteriormente. Recentemente, em novembro, a apresentadora Sabrina Sato lançou a Satiko, extensão de sua persona real, porém em formato virtual. Lá fora, Lil Miquela, que aposta no ultrarrealismo, também se tornou uma personagem conhecida. Nos últimos meses, com a popularização do metaverso e o aumento nos casos de marcas envolvendo interações virtuais, o termo ganhou ainda mais força. Na China, no entanto, o conceito de avatar foi substituído pelo de meta-humano. O que segundo Vicente Martin, game designer e professor do curso de Sistemas de Informação da ESPM, é a mesma premissa de tecnologia, porém, com algumas diferenças de contexto e aplicações.

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Os chineses conheceram, pela primeira vez, em maio deste ano, a Ayayi, uma meta-humana criada pela Ranmai Tecnologia. Dentre vários tipos de atuação, ela está em uma plataforma de comércio eletrônico chamada Xiaohongshu e em sua primeira postagem alcançou três milhões de visualizações. O termo meta-humano ganhou popularidade por lá após a plataforma de marketing digital Social Beta utilizá-lo em um artigo, no mês de junho. “O fato de ter sido a primeira meta-humana virtual influencer, como a empresa que a criou define,  é, sem dúvida, um bom elemento de marketing para vender a imagem de inovação da personagem. Neste caso, o conceito de meta-humano está muito mais ligado ao fato de ela ser realista, o que, de certa forma não muda muita coisa em relação aos avatares que conhecemos por aqui.”

De acordo com Vicente, o diferencial de Ayayi é a capacidade de escala e sua onipresença, o que um influenciador humano jamais alcançaria. “Sendo uma personagem virtual ela não envelhece, pode trabalhar 24 horas por dia sem férias e, se for carismática, pode ter uma audiência fiel. Em tempos vindouros de metaverso e afins, eu acredito que marcas, produtos e serviços vão querer se apropriar desse tipo de personagem e vejo como uma tendência forte para o futuro do marketing”, explica. Fora da China, além da Lu e de Lil Miquela, Ayayi também tem a companhia de Noonoouri, que já fez campanha para a Vogue, mas possui traços de uma personagem de mangá. A Shudu é uma influenciadora virtual negra, criada em 2017, e classificada como a primeira supermodelo virtual, além de Kenna, de propriedade da marca de cosméticos Kubbco.

Em janeiro de 2020, durante a CES, em Las Vegas, a Samsung, por meio de sua marca Neon, apresentou uma tecnologia de avatares virtuais que utiliza inteligência artificial como base. Na ocasião, a empresa apresentou os termos “humanos artificiais”.

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  • A meta-humana Ayayi foi criada em maio deste ano pela Ranmai Technology

  • Kenna, propriedade da marca de cosméticos Kubbco

  • Lil Miquela aposta no ultrarrealismo e também já desenvolveu vários projetos para marcas

  • Lu, do Magazine Luiza, referência para as avatares no Brasil

  • Noonoouri já fez campanha para a Vogue e várias outras marcas

  • Shudu Gram, uma das primeiras “avatares virtual influencer”, criada em 2017 pelo fotógrafo Cameron James

A meta-humana Ayayi foi criada em maio deste ano pela Ranmai Technology

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