Metaverso, Web3 e outras tendências do mercado de edtechs

Luiz Gustavo Pacete
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Tecnologias de imersão serão fundamentais para a nova fase do ecossistema de edtechs

Acessibilidade


O setor de educação, quando potencializado por meio da tecnologia de startups especializadas, dá origem às edtechs. Essas empresas, segundo o Distrito Report, devem movimentar, globalmente, mais de US$ 350 bilhões até 2025. Mas diante de tanto potencial e a transformação rápida da educação privada, quais são os principais desafios e oportunidades desse ecossistema? Mateus Magno, CEO da Sambatech, edtech especializada em distribuição de vídeos online, comenta algumas das possibilidades de uma indústria promissora, sobretudo, diante de tendências como Web3 e metaverso.

Edtechs em alta

“Cada vez mais, temos pessoas conectadas via telefone móvel e internet residencial, e elas estão buscando conveniência e novos conhecimentos. Temos observado um movimento de democratização na distribuição de conteúdo e, adicionalmente, a entrega de uma melhor experiência no aprendizado por soluções via tecnologia. Essas soluções permitem cada vez mais personalizações e tudo isso converge para que, com mais atenção das pessoas destinada às telas do telefone ou computador, mais empresas tenham interesse em investir e, por consequência, mais edtechs disponíveis para atender a demanda.”

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Os desafios da educação

“O maior deles é, de fato, entregar uma experiência que fortaleça o engajamento contínuo do usuário e que contribua para o baixo número de evasão, que apoie na retenção da atenção do usuário na mídia. A diferenciação vem pelas empresas que apostam em hiper personalização, colocando o usuário como protagonista no aprendizado, utilizando, por exemplo, inteligência artificial e machine learning para entregar o conteúdo certo, de maneira personalizada, para a pessoa certa, no horário certo e fazer do aprendizado algo prazeroso, o que faz com que o aluno fique por mais tempo nessa jornada de conhecimento.”

Divulgação

Mateus Magno, CEO da Sambatech

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Metaverso e Web3

“Enxergo que ambos os temas conseguem atacar o que cativa o usuário, que é melhorar a experiência de consumo e aprendizagem e tirar os atritos existentes atualmente. No metaverso é possível melhorar o acesso das pessoas, ou seja, você poderá, por exemplo, ter acesso a qualquer instituição e pessoas do mundo como se estivesse perto de você sem custo, sem tempo de viagem e tendo a experiência no centro. Ele é capaz de incorporar o online e o offline e quebrar as barreiras entre o espaço físico e digital, melhorando a experiência de aprendizagem dos alunos. Já quanto a Web3, vemos benefícios aplicados à educação, como a capacidade de organizar a colaboração entre os usuários em uma rede social, melhorar a gestão de dados (algoritmos incorporados para fazer desde a análise, mineração, interpretação e geração de insights inteligentes a partir de grandes quantidades de dados), estimular a criatividade e a inovação – e tudo isso apoiando a disponibilidade de Internet.”

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Investimentos

“No ambiente corporativo, cada vez mais a experiência Netflix e Disney +, por exemplo, estão sendo requeridas. As pessoas querem aprender na empresa de maneira divertida, com conteúdos que vão direto ao ponto e de maneira personalizada. Vimos que a grande oportunidade é levar a hiper personalização para as universidades corporativas e colocar o colaborador como protagonista na jornada do conhecimento. Entregar recomendações, fóruns de aprendizados coletivos em torno do conteúdo (efeito comunidade) são caminhos e oportunidades que podem ser explorados.”

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