Ambições robóticas da sul-coreana Naver são desafiadas pelo 5G

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Por Joyce Lee e Byungwook Kim

SEONGNAM, Coreia do Sul (Reuters) – A nova sede da empresa de tecnologia sul-coreana Naver, perto de Seul, lembra uma cena de um filme de ficção científica, com cerca de 40 robôs andando pelos andares e entregando encomendas e café Starbucks para humanos.

Os Rookies, como são chamados os robôs, abrem caminho entre as pessoas e até pegam um elevador transparente reservado para percorrerem os 28 andares do prédio. Cruciais para o Naver, os cérebros dos Rookies são armazenados na nuvem e conectados aos robôs por meio de uma rede 5G privada super-rápida.

Embora os robôs pareçam estar fazendo seu trabalho bem, os executivos seniores da Naver estão cautelosos com o futuro comercial do negócio de robôs, no qual a empresa já investiu 550 milhões de dólares, pois a tecnologia 5G apresenta desafios.

“Esta será uma tarefa de longo prazo”, disse à Reuters o presidente-executivo de pesquisa e desenvolvimento da Naver Labs, Seok Sang-ok, recusando-se a fazer previsões financeiras para o negócio.

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A Naver é a operadora do portal de busca líder da Coreia do Sul e uma de suas 10 empresas listadas mais valiosas, com valor de mercado de 35 bilhões de dólares. A empresa vem investindo no 5G, sendo a primeira empresa fora do setor de telecomunicações do país a ter permissão para executar uma rede 5G licenciada localmente em dezembro.

E mesmo em um país tecnologicamente avançado como a Coreia do Sul, o pioneiro da Ásia que lançou o 5G em 2019, a demanda pelo serviço foi baixa e as empresas de telecomunicações relutam em investir grandes somas para aumentar as velocidades de conexão para serviços de apoio como a condução autônoma.

Naver se recusou a divulgar o preço dos robôs, mas disse que a remoção da unidade central de processamento e da unidade de processamento gráfico e a manutenção do “cérebro” na nuvem podem reduzir o custo de uma unidade em mais de 1.500 dólares.

A empresa planeja aumentar o número de robôs para 100 neste ano e permitir que eles realizem trabalhos de configuração e manutenção em seu enorme data center que será concluído em 2023. O centro terá 300 mil metros quadrados e poderá operar pelo menos 100 mil servidores, correspondendo à escala dos maiores data centers da Microsoft ou da Apple, de acordo com a empresa.

(Reportagem de Joyce Lee e Byungwook Kim)

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