Qualcomm vê crescimento em segmento de celulares premium mesmo se economia desacelerar

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Por Jessica DiNapoli

DAVOS, Suíça (Reuters) – O presidente-executivo da Qualcomm, Cristiano Amon, enxerga crescimento para a fornecedora de chips, uma vez que os consumidores buscam cada vez mais “telefones melhores”, disse ele em entrevista nesta quarta-feira no Fórum Econômico Mundial, ainda que as conversas sobre uma desaceleração econômica venham dominando o evento na cidade suíça de Davos.

“A Qualcomm redefiniu sua estratégia móvel para se concentrar em premium e high-tier (de nível mais elevado), e estamos ganhando participação em meio a um mercado estacionado”, disse Amon. “Por exemplo, com aparelhos como o Samsung Galaxy, tínhamos 40% de participação e agora temos mais de 75%.”

Amon disse que o mercado de smartphones está “maduro”, limitando o crescimento.

Os riscos para a economia global encabeçaram as preocupações dos líderes empresariais, formuladores de políticas e acadêmicos de todo o mundo no fórum anual em Davos, com alguns citando a ameaça de uma recessão global.

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Amon disse que, com a pandemia da Covid-19, a utilidade dos smartphones continuou a aumentar, dada a maior dependência de reuniões virtuais de trabalho e escola e como forma de manter contato com a família.

“As pessoas estão procurando ter telefones melhores, com mais recursos”, disse Amon. “São coisas que podem manter o mercado (de telefonia) móvel estável mesmo diante da inflação e com o risco de desaceleração” econômica.

Em abril, a Qualcomm projetou receita no terceiro trimestre fiscal acima das expectativas dos analistas.

A tecnologia da Qualcomm alimenta dispositivos de realidade aumentada e virtual, incluindo aqueles fabricados pela proprietária do Facebook, a Meta, disse Amon, acrescentando que o relacionamento da Qualcomm com o Facebook está “expandindo”.

“A realidade aumentada pode ser tão grande quanto os telefones”, disse ele.

A Qualcomm já tem parcerias com a Microsoft e TikTok para dispositivos de realidade virtual e aumentada, e há mais acordos para serem anunciados, disse Amon.

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