Baterias para veículos elétricos são desafio maior que proibição de motores a combustão, diz Volkswagen

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Por Ilona Wissenbach e Jan Schwartz

MUNIQUE, Alemanha (Reuters) – O acordo da União Europeia para eliminar os carros com motor a combustão em pouco mais de 12 anos é desafiador, mas um obstáculo mais assustador será fabricar baterias suficientes para alimentar os carros elétricos que vão substituí-los, disse um executivo sênior da Volkswagen nesta quarta-feira.

O comentário veio depois que os países do bloco fecharam acordos sobre propostas legislativas para combater as mudanças climáticas na quarta-feira, incluindo uma exigindo que os carros novos vendidos na União Europeia emitam zero dióxido de carbono a partir de 2035, o que torna impossível a venda de carros com motor a combustão.

A Comissão Europeia havia proposto o pacote pela primeira vez no ano passado, destinado a reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa nesta década. O acordo torna provável que a proposta se torne lei da União Europeia.

“É uma meta desafiadora. Achamos que é factível”, disse o diretor financeiro da Volkswagen, Arno Antlitz, na conferência Reuters Automotive Europe nesta quarta-feira.

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“O tópico mais desafiador não é aumentar as fábricas de automóveis. A questão mais desafiadora será aumentar a rede de fornecimento de baterias.”

A Volkswagen disse que vai parar de vender carros a combustão na região, mas algumas montadoras mais atrasadas na corrida para desenvolver veículos elétricos podem ter dificuldades para atingir a meta.

O acordo em Luxemburgo veio após mais de 16 horas de negociações, com Itália, Eslováquia e outros países querendo adiar a eliminação para 2040.

Os países acabaram apoiando um compromisso que manteve a meta de 2035 e pediram a Bruxelas que avaliasse em 2026 se os veículos híbridos poderiam ser usados para o cumprimento da meta.

A proposta de 2035 foi projetada para que, em teoria, qualquer tipo de tecnologia automotiva, como híbridos ou movidos a combustíveis sustentáveis, possa cumprí-la, desde que isso signifique que eles não produzam emissões de dióxido de carbono.

A revisão de 2026 da Comissão irá avaliar quais avanços tecnológicos foram feitos em carros híbridos para ver se eles podem cumprir a meta de 2035.

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