Com criptomoedas e metaverso, Mastercard avança como hub de tecnologia

Sarah Buchwitz, VP de marketing e Comunicação no Brasil, fala sobre o atual estágio da evolução da empresa que vem se posicionando como uma techfin na última década

Luiz Gustavo Pacete
Compartilhe esta publicação:
Marcio Bruno

Sarah Buchwitz: “O metaverso nos apresenta uma série de oportunidades e possibilidades que passam por transações, criptomoedas, NFTs e uma série de outros ativos”

Acessibilidade


Muito além do cartão. Essa é uma premissa que a Mastercard vem reforçando em seu posicionamento na última década. Esse desafio, de desassociar-se de um produto que moldou a marca no mundo, envolve novas camadas, entre elas a inserção de tecnologias como criptomoedas, o posicionamento em cibersegurança e, principalmente, a transformação de uma empresa com foco em ser uma bandeira de cartão de crédito para tornar-se um hub de tecnologia, ou uma techfin, empresas de tecnologia com soluções em serviços financeiros.

Sarah Buchwitz, VP de marketing e Comunicação da Mastercard no Brasil, explica que esse posicionamento está apenas no começo e se divide em duas camadas principais. A primeira continua sendo a presença da Mastercard onde estiver transações de pagamento no mundo. E a segunda, a partir da presença, é a experimentação e inclusão de novas tecnologias. “A parceria recente que fizemos com o Mercado Livre levando segurança em criptomoedas, reforça que aliado ao nosso propósito de marca, também temos a missão de escalar soluções de tecnologia”, destaca Sarah.

Leia mais: Mastercard estreia no metaverso de Decentraland

A executiva explica que as soluções de cibersegurança e também em criptomoedas, que são, em um primeiro momento, direcionadas ao B2B, não afetam diretamente a comunicação da marca com o público em geral, isso porque, o investimento em branding e reputação continua sendo premissa que dá base para a presença da marca independentemente da tecnologia. “Uma outra camada dessa mudança é o Open Banking, que facilita ainda mais as dinâmicas entre instituições, outro pilar importante para nós é inteligência artificial que já moldou e segue moldando a forma de transacionar valores”, destaca Sarah.

Aquisições e ampliação de portfólio

Parte dessa mudança tem relação direta com as aquisições que a Mastercard vem realizando no mundo nos últimos anos. Em 2017, com a NuData, foi possível aprimorar a validação de identidade de usuários. No mesmo ano, também passou a fazer parte do ecossistema da Mastercard a Vocalink, que opera pagamentos instantâneos. A lista segue com a plataforma de inteligência artificial Brighterion. Em 2019, a Ethoca, especializada em tecnologia e a RiskRecon, de segurança, entraram para a lista. Por fim, em 2020, foi adquirida a Finicity, com foco em Open Banking. E no ano passado mais compras: Ekata e Aiia.

Inscreva-se para receber a nossa newsletter
Ao fornecer seu e-mail, você concorda com a Política de Privacidade da Forbes Brasil.
Divulgação Decentraland

Na Decentraland, a Mastercard ampliou o apoio à comunidade além de testar a dinâmica de uma nova plataforma

Ainda em 2021, uma aquisição de destaque, com a compra da CipherTrace que, recentemente, fechou uma parceria com o Mercado Livre para permitir que o gigante do marketplace monitore, identifique e compreenda os riscos e ajude a gerenciar suas obrigações regulatórias e de conformidade das criptomoedas. “A partir desta parceria com o Mercado Livre, passamos a ter algo concreto para mostrar em relação a toda essa trajetória de nos transformarmos em uma empresa de tecnologia”, ressalta Sarah.

Metaverso e o futuro das transações financeiras

Outro tema presente na estratégia recente da companhia globalmente é o metaverso. Como uma marca apoiadora dos games e e-sports desde 2018, a Mastercard se inspirou nas comunidades dos games e e-sports para avançar mais um passo, desta vez, experimentando novas plataformas. Dentre elas a Decentraland. Há algumas semanas, inclusive, a Mastercard estreou globalmente na plataforma como patrocinadora da Parada do Orgulho LGBTQIA+.

Leia mais: Conheça a brasileira que liderou o Metaverse Fashion Week, na Decentraland

“O Mastercard Pride Plaza no metaverso é um espaço de celebração da inclusão e da diversidade. Ela possibilitará que as pessoas participem de uma experiência que não tem preço, a partir de qualquer lugar do mundo”, afirmou Sarah. “A valorização da comunidade LGBTQIA+ será, no metaverso, a mesma que demonstramos em todos os lugares, como parte dos pilares essenciais de nossa companhia e das nossas contribuições para a construção de um mundo mais plural”, destacou Sarah na ocasião.

Ainda em relação ao metaverso, a executiva reforça que a empresa estuda o tema e pretende ir muito além das ações de marketing, já que o conceito e as tecnologias relacionadas têm relação direta com o momento da companhia. “O metaverso nos apresenta uma série de oportunidades e possibilidades que passam por transações, criptomoedas, NFTs e uma série de outros ativos, e no propósito de estar presente onde existam transações, faz muito sentido que a Mastercard aporte segurança, eficiência e experiência também no metaverso”, destacou.

>> Inscreva-se ou indique alguém para a seleção Under 30 de 2022

Compartilhe esta publicação: