Grupos pedem que EUA investiguem “loot boxes” em game da EA

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Por Diane Bartz

WASHINGTON (Reuters) – Grupos de defesa do consumidor pediram nesta quinta-feira aos reguladores dos Estados Unidos que investiguem a Electronic Arts pelo uso “loot boxes” que incitam os jogadores a gastarem mais dinheiro enquanto jogam títulos da empresa.

Os grupos Fairplay, Center for Digital Democracy e 13 outras organizações acionaram a Comissão Federal de Comércio (FTC) para investigar o game “FIFA: Ultimate Team”, da EA.

Em uma carta à FTC, os grupos disseram que o jogo geralmente custa de 50 dólares a 100 dólares, mas que a empresa incentiva os jogadores a gastarem mais.

“Isso faz os jogadores comprarem pacotes de itens em busca de jogadores especiais”, afirmam os grupos na carta enviada conjuntamente com a Federação de Consumidores da América e o Conselho de Jogos e Saúde de Massachusetts e outras entidades.

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Os pacotes, ou loot boxes, correspondem a conteúdo digital que pode ser comprado com dinheiro real e que dão ao comprador uma vantagem potencial em um jogo. Eles podem ser comprados com moeda digital, o que pode obscurecer o quanto é gasto neles, disseram as entidades.

“As chances de abrir um cartão cobiçado, como o de Jogador do Ano, são minúsculas, a menos que um jogador gaste milhares de dólares em pontos ou jogue milhares de horas para ganhar moedas” suficientes para comprar a loot box, disseram os grupos na carta.

A carta também vinculou os pacotes à jogatina. “Em alguns casos, os jovens que já desenvolveram comportamentos de problemas com vício em apostas procuram títulos com loot boxes; para outros, loot boxes são uma porta de entrada para o vício em jogos de azar”, afirmam as entidades.

A FTC, que fiscaliza empresas que se envolvem em comportamento enganoso, realizou um workshop sobre loot boxes em 2019. Na ocasião, a agência observou que as microtransações dentro dos jogos, frequentemente vinculadas às loot boxes, se tornaram um mercado multibilionário.

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