Quem é Fernando Mazza, líder da Tencent no Brasil?

A chinesa dona de algumas das principais franquias de games do mundo, entre elas League of Legends, está montando uma operação no país

Luiz Gustavo Pacete
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Fernando Mazza: “O Brasil tem cerca de 75% da população que se declara gamer”

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O conglomerado de tecnologia chinês Tencent, dono de algumas das principais franquias de games do mundo, entre elas League of Legends e PUBG Mobile, oficializou a abertura de uma operação no Brasil. A nova estrutura será liderada pela Level Infinite, braço internacional de games da empresa. Um dos objetivos é, a partir do Brasil, ampliar a capilaridade da companhia também na América Latina. Avaliada em mais de US$ 550 bilhões. No primeiro trimestre deste ano, a empresa teve receita de 135,5 bilhões de iuans (o equivalente a US$ 20 bilhões).

Para liderar a operação foi escolhido Fernando Mazza, executivo que, desde dezembro de 2018 estava na Garena, dona do Free Fire, e empresa cuja parte das ações pertencem à Tencent. “Estou muito animado de aceitar esse desafio para ser country manager da Tencent no Brasil. É uma empresa importante de games e existem várias oportunidades de criar não só uma equipe, mas toda uma comunidade focada em gamers do Brasil.”, disse Mazza à Forbes.

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Segundo Mazza, ainda que o Brasil seja globalmente conhecido como o país do futebol, cerca de 75% da população é gamer. “Quando você tem esse nível de paixão e participação, cabe a nós – uma das principais empresas de jogos do mundo – nos dedicar aqui para apoiar nossos jogadores e proporcionar-lhes experiências memoráveis”, destacou.

Mazza tem mais de 18 anos de experiência na indústria de jogos, como líder em gerenciamento de produtos e operações, desenvolveu projetos com lançamento e entradas importantes no mercado nacional para empresas como Riot Games, onde foi o segundo funcionário do Brasil, participou da criação do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL), também passou pela Wargaming e Garena. Como um dos primeiros funcionários da Garena, foi responsável por liderar todas as operações no Brasil e seu trabalho foi fundamental para o crescimento e a popularização do Free Fire localmente.

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Mercado estratégico para as desenvolvedoras

Maior mercado de games da América Latina com uma receita estimada de R$ 11 bilhões em 2021 e um crescimento de 6% previsto para 2022, segundo a consultoria Newzoo, o Brasil é destaque no consumo, mas também na contratação de profissionais especializados para a indústria.

A 9ª edição da Pesquisa Game Brasil (PGB), principal levantamento do setor, revela um crescimento de 2,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior com 74,5% da amostragem da população do Brasil afirmando jogar em 2022.

Em relação à etnia dos jogadores, a 9ª edição da pesquisa mostra que a maior parcela do público gamer se identifica como parda ou preta (49,4%, na soma), seguida por pessoas que se declaram brancas (46,6%). Já sobre a idade dos jogadores, pessoas de 20 a 24 anos são a maioria entre este público no Brasil, com 25,5%. Na sequência, a PGB 2022 mostra que o hábito de jogar games é mais comum entre adolescentes de 16 a 19 anos (17,7%) e pessoas de 25 a 29 anos (13,6%).

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“Ainda assim, o que o levantamento nos diz é que não existe idade para jogar jogos eletrônicos, uma vez que a diferença percentual entre as mais variadas faixas de idades é equilibrada. Pessoas entre 30 e 34 anos, por exemplo, representam 12,9% dos jogadores no Brasil, e quem tem de 35 a 39 anos representa 11,2% do público”, acrescenta Carlos Silva, sócio da GoGamers.

O engajamento do público brasileiro com jogos eletrônicos aparece ainda mais forte quando se observa que, para 76,5% dos gamers, os jogos eletrônicos são a principal forma de entretenimento. Este número apresenta um aumento progressivo: registrou 57,1% em 2020 e 68% em 2021, totalizando um aumento de 8,5 pontos percentuais nesta 9ª edição.

 

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