Conheça 5 perfumes criados de forma inusitada

Paco Rabanne, O Boticário e Byredo são algumas das marcas que desenvolvem fragrâncias a partir de inteligência artificial ou exclusivamente para o metaverso

Luiz Gustavo Pacete
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Reprodução

Paco Rabanne: a marca utilizou Inteligência Artificial (IA) na composição de seu perfume Phantom

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O uso de Inteligência Artificial (IA) para combinar ingredientes e matéria-prima já é comum para várias indústrias, de alimentos à moda, a tecnologia já auxilia em lançamentos e combinações de matéria-prima. No mundo das fragrâncias não é diferente. A indústria de perfumes já conta com a IA para encontrar resultados inusitados e que, de alguma forma, agradem um público específico. Em outras palavras, é o já conhecido uso de dados, aplicado na composição direta dos produtos.

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Grandes marcas nacionais e internacionais experimentam a tecnologia aplicada ao desenvolvimento de fragrâncias. No Brasil, O Boticário fez uso da IA, por meio de uma parceria com a casa de fragrâncias Symrise e a IBM, para encontrar um perfume que fizesse sentido para a geração millennials. À época do lançamento, em 2019, Alexandre Bouza, VP de consumo do Grupo Boticário, explicou que o objetivo de utilizar dados e IA para desenvolver fragrâncias era criar produtos que fizessem mais sentido para os consumidores.

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Existem também lançamentos mais inusitados como o recente da Byredo, o ALPHAMETA, um perfume criado para o metaverso e que, além de ser comercializado fisicamente, também pode ser adquirido no formato NFT. Ben Gorham, fundador e diretor criativo da Byredo, afirmou, em comunicado, que “um único perfume é incapaz de representar o mundo virtual, logo, foi necessário formular vários tipos de elementos que combinassem personalidades e sentidos únicos, algo que foi fundamental contar com atecnologia.”

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Conheça alguns dos perfumes que mesclam o físico e digital em suas composições:

  • ALPHAMETA
    Byredo

    A Byredo, marca de perfumes e maquiagens, decidiu desenvolver um perfume para ser usado no mundo real e virtual, mais especificamente no metaverso. Por meio de uma parceria com a RTFKT, startup de moda digital comprada recentemente pela Nike, a marca desenvolveu o ALPHAMETA. Como funciona? Quem compra o perfume que, além do formato físico, está disponível em NFT, poderá utilizar “auras” vestíveis no metaverso que atuam como emoções inspiradas na fragrância. Ao todo, são 26 ingredientes com os nomes: ingenuidade, harmonia, virtude e perspicácia, dentre outros.

  • Egeo ON Me
    O Boticário

    No Brasil, O Boticário foi a primeira marca a desenvolver uma fragrância criada a partir de IA. Com o objetivo de alcançar a geração millennial, a marca criou a linha Egeo ON Me e Egeo ON You com a ajuda da Phylira, um sistema de IA da IBM, fruto da parceria entre a empresa de tecnologia e a companhia alemã de fragrâncias Symrise. Após vários testes, o perfume ganhou uma versão com notas de leite condensado, rosa branca, bergamota, pepino e pimenta.

  • Sensorium
    Firmenich

    A Firmenich, uma das maiores empresas de fragrâncias e sabores do mundo, criou uma tecnologia, baseada em IA, que permite combinação de vários tipos de produtos na composição de perfumes. O objetivo da empresa é conectar a criatividade dos perfumistas com a escala permitida pela tecnologia para ampliar a capacidade de customização dos perfumes.

  • Ninu Perfume
    Ninu

    A startup Ninu criou o perfume homônimo inspirado em combinações feitas por inteligência artificial. A equipe de designers da empresa, em parceria com o esloveno Peter Florjancic, desenvolveu uma função que permite, via smartphone, definir qual a personalidade do perfume. Ou seja, um nível de customização de 100% do produto.

  • Phantom
    Paco Rabanne

    Em busca de criar a combinação perfeita, a Paco Rabanne utilizou Inteligência Artificial (IA) na composição de seu perfume Phantom. A marca aplicou utilizou um misto de neurociência, algoritmo e IA para encontrar combinações de ingredientes. De acordo com Loc Dong, perfumista que criou a fórmula, o objetivo foi contar com a tecnologia para desenvolver uma fragrância com elementos de sensualidade, autoconfiança e energia. Antes do lançamento, mais de 45 milhões de testes foram feitos até o resultado. O frasco do produto também foi inspirado na tecnologia feito em forma de robô e ainda possui um chip de aproximação com informações do perfume.

ALPHAMETA
Byredo

A Byredo, marca de perfumes e maquiagens, decidiu desenvolver um perfume para ser usado no mundo real e virtual, mais especificamente no metaverso. Por meio de uma parceria com a RTFKT, startup de moda digital comprada recentemente pela Nike, a marca desenvolveu o ALPHAMETA. Como funciona? Quem compra o perfume que, além do formato físico, está disponível em NFT, poderá utilizar “auras” vestíveis no metaverso que atuam como emoções inspiradas na fragrância. Ao todo, são 26 ingredientes com os nomes: ingenuidade, harmonia, virtude e perspicácia, dentre outros.

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