O que muda com a chegada do 5G ao Brasil?

Brasília é a primeira capital do país a ter a rede em funcionamento a partir de hoje (6), na sequência o sinal chegará a Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo

Luiz Gustavo Pacete
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Tingshu Wang/Reuters
Tingshu Wang/Reuters

Depois de Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo receberão o sinal

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A partir de hoje (6), oficialmente, o Brasil entra na era 5G. Brasília foi a primeira capital a receber o sinal. A confirmação já havia sido feita por Moisés Moreira, VP da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), na semana passada. Na sequência, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo receberão a tecnologia.

O edital do leilão, que ocorreu em novembro do ano passado, previa que todas as capitais brasileiras deveriam estar servidas pelo 5G até 31 de julho. Porém, por questões técnicas e a escassez global de chips, o prazo precisará ser estendido para 29 de setembro. De acordo com Moreira, o lançamento na Capital Federal servirá como teste.

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No leilão do ano passado, Claro, TIM e Vivo garantiram as faixas mais concorridas. Participam do páreo 15 empresas que apresentaram propostas para a Anatel disputando quatro faixas de frequência. Algar Telecom e Sercomtel, além de outros players como fundos de investimentos e provedores regionais de internet.

Qual o impacto do 5G?

A Anatel estima arrecadar até R$ 49,7 bilhões com o leilão sendo R$ 39,1 bi em investimentos e outros R$ 10,6 bi em outorgas. A conexão 5G impactará várias indústrias viabilizando segmentos como automotivo, health, automação, agronegócio, entretenimento, entre outros.

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“O Leilão do 5G proporciona para o Brasil uma importante aceleração de diversas indústrias, com benefício direto para o cliente final. Entre os segmentos que devem ser beneficiados estão o automotivo, agronegócios e energia, impactando também no crescimento do PIB. O país é receptivo a inovações e o 5G contribuirá com avanço da Internet das Coisas, seja no universo B2B ou B2C”, analisa Giulio Salomone, head de telecom da Capgemini.

Educação e saúde

Daniel Pedrino, presidente da Faculdade Descomplica, explica que o poder de transformação social será potencializado por uma realidade digital ainda mais consistente. “A educação digital tende a ser a maior ferramenta de rápida transformação do Brasil e, de longe, a maior barreira é a acessibilidade digital. Conseguir expandir o acesso à internet (rápida) é um dos maiores impulsos que a educação digital precisa para penetrar em todos os cantos do Brasil. Estamos diante de um dos maiores marcos de expansão e rápida transformação do setor, com a ampliação do 5G”, explica.

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Lucas Arthur de Souza, cofundador da healthtec Telavita, explica que “o aumento da largura da banda e baixa latência da conexão 5G irão permitir maiores resoluções de imagem e vídeo ampliando a qualidade e o valor entregue em interações virtuais na área da saúde. Estes e outros atributos do 5G permitirão conexões estáveis e precisas com wearables, monitoramento contínuo, transferência de arquivos médicos e até intervenções cirúrgicas a distância. Isso não só reduz a necessidade de estar presente em um centro médico, quando desnecessário ou não seguro, mas também beneficiará aqueles que não possuem fácil acesso ao local de atendimento”, analisa Lucas.

Negócios e finanças

“O advento do 5G poderá acelerar muitos processos de onboarding de clientes bem como as demais experiência de transações financeiras nos aplicativos. Ao mesmo tempo irá dar um boost nos pagamentos digitais, também seremos capazes de melhorar índices de fraude, consultando múltiplas bases em tempo real em uma velocidade extraordinária. A opção mais rápida também possibilita que as operadoras ofereçam mais produtos, inclusive conectividades 4G e 3G com preços mais acessíveis para uma base maior de brasileiros. Dessa forma, o acesso mobile ganha ainda mais força no nosso país”, explica Gaspar Lins, CTO da fintech Digio.

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