Sustentabilidade: pressão externa, desafio ou oportunidade para a liderança?

O tema é prioridade para a grande maioria dos CEOs, mas a implementação de ações concretas ainda enfrenta barreiras

Tonny Martins
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Reflexo das árvores nas paredes do prédio

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Em 2021, quando abordei por aqui algumas prioridades para os CEOs em meio ao cenário de retomada pós pandemia, a sustentabilidade aparecia em destaque para 37% deles. Hoje, o assunto ganhou espaço e tornou-se fundamental para a metade dos líderes na América Latina, segundo novo estudo do IBM Institute for Business Value.

À medida que o mercado se transforma, consumidores ficam mais exigentes e as tecnologias avançam, a sustentabilidade deve ser tratada como um catalisador para definir novos modelos de negócios ao mesmo tempo em que permite entregar mais impacto positivo para as necessidades da sociedade.

A conversa sobre ESG vem tornando-se cada vez mais protagonista entre instituições, governos e a população e, dentro do mundo corporativo, o olhar para a sustentabilidade ganhou muita força. Ao mesmo tempo em que os CEOs são mais pressionados a tomar ações concretas, seja por parte da própria diretoria, de investidores ou órgãos reguladores, a grande maioria (84%) acredita que investir em sustentabilidade em suas empresas trará melhores resultados de negócio nos próximos cinco anos, acima da média global (80%) e apontam que estão diretamente envolvidos na definição da estratégia de sustentabilidade de sua empresa. No entanto, enfrentam barreiras que ainda mantém uma distância entre a intenção e a execução.

Ainda que seja necessário levar o que hoje é preocupação para ação, a sustentabilidade deve fazer parte central do planejamento das empresas que buscam um futuro promissor – para si, seus parceiros, seus clientes e a sociedade.

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Barreiras ao avanço

Apesar de acreditarem que a sustentabilidade tem o potencial de acelerar o crescimento do negócio, os CEOs enfrentam desafios para colocá-la em prática e indicaram como os principais inibidores para uma tomada de ação mais efetiva a falta de clareza sobre ROI e benefícios econômicos, além das barreiras regulatórias e a falta de insights de dados.

Sustentabilidade no centro da decisão?

Enquanto a liderança enfrenta essas dificuldades para avançar, a maioria já vem tomando ações para mudar esse cenário. Porém, trata-se de uma atuação ainda tímida quando se pensa na sua conexão com a estratégia, e o tema ainda não é tratado de forma ampla – apenas 16% afirmaram ter implementado em toda a organização.

Futuro promissor

Independentemente do momento em que as empresas estejam em relação à sustentabilidade,
seja em uma etapa mais analítica, de cumprimento de regulações, execução de ações
operacionais isoladas ou conduzindo uma transformação ampla na organização, os CEOs
estão atentos ao tema e cientes da sua responsabilidade.

Líderes transformacionais já estão envolvendo todo o C-Suite nessa conversa e tomada de decisão. Usando a tecnologia como habilitadora, vemos iniciativas para levar inovação aplicada a áreas como mudanças climáticas, agricultura sustentável, redução de desperdício nas cadeias de suprimento e gestão de eficiência energética a partir de fontes mais limpas.

O momento é agora: é indiscutível que precisamos agir já e a mudança começa pela liderança. Nosso papel é crítico para servir de exemplo, investir no que é necessário, envolver as pessoas e tornar a sustentabilidade peça central da estratégia de maneira espalhada por toda a empresa. O futuro sustentável se constrói no presente, e é nossa missão traduzir a discussão de liderança em ações concretas e tangíveis, é torná-lo realidade para o bem das nossas comunidades.

Tonny Martins é gerente geral da IBM na América Latina. O executivo começou sua carreira como estagiário na empresa há 29 anos e ocupou diversas posições de liderança nos segmentos de Serviços, Soluções e Consultoria de Negócios.

Os artigos assinados são de responsabilidade exclusiva dos autores e não refletem, necessariamente, a opinião de Forbes Brasil e de seus editores.

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