
China e Vietnã, principais países para a cadeia de suprimentos da Apple, estão entre os maiores afetados pelas taxas de Donald Trump, com 34% e 46%, respectivamente. Os valores podem gerar uma possível alta sistemática nos preços dos produtos da empresa ao redor do mundo — incluindo o Brasil.
As tarifas anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos nesta quarta-feira (2) prometem causar um impacto significativo no mercado global de tecnologia.
Como as tarifas afetam o Brasil
Embora as tarifas sejam aplicadas diretamente aos produtos importados pelos Estados Unidos, o impacto se estende globalmente. A Apple, para manter suas margens de lucro, pode repassar parte desses custos adicionais para os consumidores em mercados internacionais.
No Brasil, onde os preços dos iPhones já são elevados devido a impostos locais e taxas de importação, o aumento nos custos de produção pode agravar ainda mais a situação. Atualmente, um modelo básico de iPhone pode custar mais de R$7.000. Com o impacto da taxação, esse valor pode subir significativamente.
Especialistas apontam que a Apple pode adotar diferentes estratégias para mitigar os efeitos das tarifas. Entre elas, está o aumento da produção em países como a Índia, que enfrentará tarifas menores, de 26%, ou até mesmo a absorção parcial dos custos para evitar quedas drásticas nas vendas. No entanto, essas soluções podem levar tempo para serem implementadas, deixando os consumidores brasileiros vulneráveis a aumentos imediatos de preços.
O que esperar
Com as tarifas entrando em vigor, analistas preveem que o preço dos iPhones no Brasil pode subir entre 10% e 20% nos próximos meses.