Coopercitrus fatura R$ 5,8 bilhões em 2020

Pela primeira vez, a maior cooperativa paulista mostra seus resultados financeiros e de sustentabilidade seguindo normas da GRI.

Redação
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A Coopercitrus, que reúne 37 mil produtores rurais, é a maior cooperativa paulista, presente também em Minas Gerais e Goiás. A cooperativa, que está no Especial Forbes Agro 100, acaba de apresentar o seu Relatório de Sustentabilidade, seguindo as normas da GRI (Global Reporting Initiative). A ação é inédita na história da entidade fundada em 1976, no município de Bebedouro (SP), e que hoje possui cerca de 60 unidades de negócios para o fornecimento de insumos, fertilizantes, sementes, ração animal, produtos veterinários, máquinas, implementos, tratores, equipamentos de irrigação e crédito rural.

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A produção é centrada em grãos, como café, soja e milho, mais cana-de-açúcar e sementes. O balanço financeiro de 2020 mostra uma receita líquida da ordem de R$ 5,8 bilhões, ante R$ 4,6 bilhões em 2019.

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“Somos uma das poucas cooperativas do País a apresentar o relatório nesses moldes”, afirma José Vicente da Silva, presidente do conselho de administração da Coopercitrus. “O documento tem em seu esteio a Fundação Coopercitrus Credicitrus, a evolução de nossa responsabilidade social e o nosso compromisso com a transformação na vida das pessoas.”

O GRI é uma ferramenta estratégica de gestão voltada para os indicadores socioambientais e econômicos que pode melhorar o diálogo da cooperativa com seus clientes e investidores. Estão no relatório as ações realizadas nas comunidades e também no meio ambiente, entre elas a recuperação de nascentes.

No campo, por causa da pandemia de Covid-19, a cooperativa ampliou a equipe de especialistas. Hoje são cerca de 350 técnicos para culturas, veterinária, mecanização agrícola, irrigação e agricultura de precisão. Em 2020, eles realizaram 268 mil atendimentos, dos quais 70% nas propriedades e os demais on-line. Somente na área de agricultura de precisão foram mais de sete mil atendimentos, um aumento de 145% em relação a 2019. Foram investidos cerca de R$ 1 milhão em novas tecnologias, entre elas os drones.

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De produtos do campo foram colocados no mercado 262 mil toneladas de soja em grão e compradas 95 mil toneladas de milho, cereal utilizado na fabricação de ração animal. De café foram recebidas 1,4 milhão de sacas, 16% acima da safra anterior.

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